A semana do FC Porto ficou marcada pelo caso de indisciplina, que envolveu alguns dos titulares dos azuis e brancos, em cima do dérbi com o Boavista FC. Este facto, obrigou Sérgio Conceição a proceder a algumas alterações no onze titular dos dragões, nomeadamente com a inclusão de Diogo Costa, na baliza, de Loum, ao lado de Danilo, e de Fábio Silva, na frente de ataque.

A par da titularidade do jovem avançado, a grande novidade para este jogo foi a titularidade do médio internacional senegalês, Loum. O ex SC Braga, até à partida do Bessa, só tinha alinhado uma vez pela equipa principal, ou seja, no desafio contra o SC Coimbrões, a contar para a Taça de Portugal. Além disso, em jogos anteriores parecia haver uma aposta mais efetiva em Bruno Costa e todos os analistas apontavam para a sua integração inicial contra os “axadrezados”. Desta forma, poucos se lembravam do médio e parecia mesmo um “corpo estranho” no plantel do FC Porto, já que a sua utilização tem sido muito residual, desde que celebrou contrato com o clube da Invicta.

Mas a verdade é que Loum foi mesmo a jogo e não desiludiu, tendo realizado uma exibição competente e segura. O jogador atuou ao lado de Danilo, no lugar habitualmente de Uribe, e evidenciou uma grande capacidade de trabalho, mas também uma grande disponibilidade para subir no terreno. Quando toda a gente esperava um atleta com um estilo de jogo parecido ao do capitão do FC Porto, o companheiro de seleção de Sadio Mané conseguiu mostrar uma outra face do seu futebol e caraterizou-se por ser alguém com conforto no momento com e sem bola. Por um lado, Loum manteve a solidez defensiva da equipa e foi importante na manutenção dos vários equilíbrios, que teve de fazer para não descompensar a formação dos azuis e brancos. Por outro lado, também mostrou qualidade e competência na transição ofensiva, conseguindo realizar várias aproximações à área contrária e ser um elo de ligação no momento de criação de jogo. Além disso, também foi uma peça importante nas bolas paradas, tanto a favor como contra a sua equipa.

Loum foi importante na vitória do FC Porto no dérbi da Invicta
Fonte: FC Porto

O veredito no final da partida foi só um e parece ter sido unânime por todos que o atleta em questão passou no exame do Bessa e agora parece ter passado de um perfeito excluído das opções do seu treinador para uma opção válida. É claro que não foi neste desafio que Loum conseguiu garantir a titularidade para os próximos jogos, ainda para mais com Sérgio Conceição, que já revelou que não tem problemas de sentar no banco ou na bancada quem quer seja, independentemente do que ganhou ou do seu estatuto. No entanto, somou alguns pontos junto da nação portista e pode agora exercer um papel mais efetivo de rotação com os habituais titulares e começar a justificar o forte investimento que a direção nortenha fez em si.

Porém, não foi o único facto que foi possível retirar durante os 90 minutos em que alinhou, ou seja, Loum provou que não é apenas uma opção válida para a posição 6, mas também para ocupar outras zonas mais avançadas do terreno, como o papel de 8, dando mais apoio à linha defensiva ou então atuando como box-to-box. Dono de uma respeitável envergadura física, o jogador não se limita a potenciar só a sua capacidade física, já que é dono de uma boa capacidade de passe, progressão com bola e de uma boa meia distancia, que poderá ser útil quando o FC Porto enfrentar formações que alinham com um bloco baixo e sejam competentes a fechar os espaços para a sua baliza.

Assim, a esta situação aplica-se bem o ditado bem conhecido entre todos os leitores, “o azar de uns, é a sorte de outros”. E aqui, Loum não desperdiçou a oportunidade concedida por Sérgio Conceição e mostrou que está comprometido com o espírito da equipa e pronto para ajudá-la em todos os seus objetivos.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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