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Ao quinto jogo de preparação e primeiro na Colónia Cup, o FC Porto conseguiu ir de encontro à sua génese. A jogar (do início ao fim) no tradicional 4-3-3, os comandados de Julen Lopetegui conseguiram superiorizar-se ao Valência, orientado pelo bem conhecido Nuno Espírito Santo. Frente a uma equipa bem mais próxima da máxima força, notou-se já uma maior definição daquilo que Lopetegui pretende para o arranque oficial da temporada 2015/16.

Casillas repetiu a titularidade. No quarteto defensivo, Maicon (capitão de equipa) e Marcano tiveram a companhia de Maxi Pereira e Alex Sandro, nas laterais. Danilo Pereira desempenhou as funções de médio mais recuado, com André André e Evandro a completarem o trio do meio campo. Na frente, Brahimi e Tello ficaram encarregues de desequilibrar nas alas e de municiar o ponta-de-lança Aboubakar.

O FC Porto entrou forte na partida e, logo aos dois minutos, Aboubakar atirou à barra da baliza de Mathew Ryan (reforço da equipa che), após um belo cruzamento de Maxi Pereira. O segundo sinal de perigo foi dado por Danilo Pereira, que, numa iniciativa individual rematou um pouco por cima. Até aos 25 minutos, o domínio foi azul e branco e Maxi e Aboubakar por pouco reeditaram com sucesso a parceria estabelecida anteriormente: num movimento semelhante, o camaronês domina no coração da área, mas volta a falhar a alvo.

Ao intervalo, era clara a ideia de maior desenvoltura transmitida pelos “dragões”. Com toque de bola fluido e bom entendimento entre os setores, Brahimi, Danilo Pereira e Aboubakar foram os atletas mais em foco. Ainda assim, sinal menos para Tello, que passou completamente ao lado do jogo e não tomou uma única decisão correta, e para Herrera, que, entrado para o lugar do lesionado Evandro, evidenciou alguma falta de ritmo e entrosamento com os colegas. O Valência apresentou-se aquém do esperado, com alguma confusão no miolo: Enzo Pérez jogou como trinco e Danilo (emprestado pelo Sp. Braga) assumiu-se como ‘box-to-box’, não facilitando o processamento das operações por parte dos médios.

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No regresso dos balneários, Imbula e Varela ocuparam as vagas dos apagados Herrera e Tello, respetivamente, e Indi substituiu Marcano, sendo que o jogo foi reatado sob uma toada mais lenta. Um duplo desentendimento entre Maicon e Maxi gerou alguma intranquilidade à entrada da área portista, e o golo da equipa espanhola só não surgiu porque Martins Indi cortou o remate de um jogador valenciano na “hora H”.

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Iker Casillas defendeu o penálti decisivo e foi considerado o MVP da partida
Fonte: Facebook FC Porto

Com o avançar do tempo, mais substituições de parte a parte foram efetuadas e o jogo perdeu qualidade, além de ser pautado por várias interrupções por falta. No entanto, aos 70 minutos, o FC Porto voltou a acelerar e voltou a criar dificuldades ao adversário: Indi, em posição privilegiada, cabeceou por cima da baliza do Valência na ressaca de um pontapé de canto e em cima do cair do pano, Sérgio Oliveira acertou na trave, num belo remate de pé esquerdo, mas que foi incapaz de impedir a marcação de pontapés da marca de grande penalidade.

Para o FC Porto, Varela, Maicon, Imbula, Rúben Neves e Indi converteram, sendo que apenas Sérgio Oliveira falhou. Do lado da turma de Nuno, Javi Fuego atirou ao ferro e João Cancelo permitiu a defesa de Iker Casillas, que, por sua vez, ofereceu a vitória aos azuis e brancos. Nas grandes penalidades fez-se justiça. O FC Porto foi claramente superior a um Valência sem ideias e muito longe do andamento exigido para a disputa de um play-off de acesso à Liga dos Campeões. Os pupilos de Lopetegui também ainda não estão “no ponto”. Nem perto disso. Mas o jogo de hoje confirmou o irrefutável: o 4-3-3 é o sistema que serve as qualidades dos jogadores do Porto atual. Mas é importante ressalvar a necessidade da equipa em ter uma presença madura na área: Osvaldo é praticamente certo e, em termos qualitativos, aproxima-se daquilo que o FCP precisa. No meio-campo, e mesmo tendo em conta a boa resposta dada neste certame, falta um médio que ligue o miolo ao ataque; o regresso de Óliver seria ouro sobre azul. Sem grandes destaques individuais (à exceção de Brahimi, que parece estar de regresso aos “velhos tempos”), mas com solidez coletiva, os adeptos portistas podem descansar. Os índices competitivos vão subindo, e os bons momentos já surgem com alguma frequência. Falta encaixar mais duas peças e não há que enganar: o FC Porto estará preparado para a nova época.

 

Figura do jogo: Yacine Brahimi – Assim sim. Enquanto esteve em campo, o argelino não deve ter perdido uma bola e conseguiu sempre desconcertar os opositores que se colocavam no seu caminho. Se conseguir perpetuar o brilhantismo, será, porventura, o maior “reforço” de Lopetegui para a nova temporada. O regresso, depois do desaparecimento, em janeiro último.

Fora-de-jogo: Quantidade de faltas assinaladas – Desde o início do encontro, o árbitro evidenciou um critério demasiado severo. Tendo em conta o cariz particular da partida, algumas irregularidades podiam ter passado em branco. Na segunda parte, a dureza dos intervenientes aumentou e as interrupções foram uma constante, algo que não beneficiou em nada a qualidade do espetáculo.

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