Não é nada de novo, eu sei. Falar dos elementos que constituem o banco de suplentes do FC Porto não é um assunto novo, muito pelo contrário, aliás: é um tópico que tem dado muito que falar, seja nos programas desportivos ou então nos cafés de norte a sul do país. Todos nós, adeptos portistas, já chegámos àquele ponto crítico em que olhamos para as sete opções que Sérgio Conceição tem à sua disposição no banco de reservas e questionámos mentalmente “O que virá dali?”. Bom, e o que será que vem dali? Soluções válidas? Jogadores abaixo do nível exigido para o FC Porto? Há um pouco de tudo, francamente.

Antes de mais nada, defino um onze base: um onze que, provavelmente, será o mais utilizado por Conceição na segunda metade da temporada:

Onze base do FC Porto: Iker Casillas, Éder Militão, Felipe, Pepe, Alex Telles, Danilo, Herrera, Corona, Soares, Marega e Brahimi

Onze base do FC Porto para esta segunda volta
Fonte: Bola na Rede

Numa época tão longa como a que os azuis e brancos enfrentarão, muito dificilmente este onze escapará a lesões, castigos e quedas de rendimento. Portanto, de modo a manter os objetivos de conquistas intactos, necessariamente, a qualidade dos restantes integrantes do plantel deverá ser, no mínimo, semelhante à dos mais utilizados. Tal cenário verifica-se na Invicta? A meu ver, não e explicarei o porquê ao longo do artigo.

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Na baliza:

Como opções a “San” Iker Casillas temos… Vaná e Fabiano. Objetivamente, considero pouco. Não acho que devemos ter dois campeões mundiais a lutar pela nossa baliza, mas do 80 não podemos passar para o 8. O sentimento de segurança, quer entre os adeptos, quer entre os defesas é manifestamente inferior quando um dos brasileiros defende as nossas redes.

Não lhes reconheço falta de qualidade, mas não consigo vê-los como segundas opções válidas. Com certeza não será uma das prioridades para a nossa direção colmatar esta “deficiência” na nossa baliza no imediato, mas há que começar a ponderar a contratação de um novo guarda-redes para vestir as luvas de Iker Casillas.

Na defesa:

É necessário, neste setor do campo, efetuar uma divisão entre o centro da defesa e as suas extremidades. Se, por um lado, considero que as opções para defesa central são interessantes, o mesmo não poderá ser dito para as laterais, sobretudo a lateral esquerda.

É difícil encontrar um substituto à altura de Alex Telles? Obviamente! Mas será a melhor opção procurá-lo em Portimão? Sou um pouco cético em relação a isso. Não sei se ainda é o “efeito Paulinho”, mas ainda estou com um pé atrás relativamente ao Manafá. Já do lado oposto, Militão e Maxi (juntamente com João Pedro, se necessário) dão-me garantias, assim como Felipe, Pepe, Mbemba e Diogo Leite no centro.

Resumindo, o único asterisco que coloco ao “muro do Dragão” é no corredor esquerdo, onde Alex Telles dificilmente terá a vida dificultada na luta pelo lugar no onze titular.

Manafá é um dos reforços de inverno e pode render Alex Telles na esquerda da defesa
Fonte: FC Porto
No meio campo:

Do meio campo em diante, surgem as principais debilidades nas soluções de Sérgio Conceição. Vou direto ao assunto: Danilo, Herrera e Óliver; são estes os nomes das verdadeiras opções ao dispor do treinador.

Bazoer prometia maior luta pela titularidade porém, nem de longe tal se verificou. Sérgio Oliveira? Nem me lembro da última vez que o vi… É inegavelmente pouco para uma das zonas fundamentais no nosso plano de jogo. Do Bruno Costa pouco ou nada haverá a dizer: se não fossem os regulamentos da Taça da Liga, provavelmente ainda nem teríamos ouvido falar neste nome.

Logo, está aqui uma das principais lacunas no nosso plantel: o meio campo deveria ter sido um dos principais focos no mercado de janeiro contudo, não se tendo verificado este cenário, resta-nos aguardar por novidades no verão. Ah, mais uma coisa: Herrera está com os dias contados.

No ataque:

O que dizer de André Pereira, Adrián Lopez e companhia? É difícil, eu sei. Difícil também é verificar que são das únicas “soluções” a nível ofensivo. Quanto ao espanhol, durante anos a fio tem provado que ficou muito aquém das expetativas. Poucos golos, pouca entrega, muita desvalorização. Acaba por ser este o resumo da passagem de Adrián Lopez pelo Dragão até ao momento em que escrevo.

Relativamente ao André, em muito pouco difere do seu colega de posição, a não ser pelo facto de ser português e, de vez em quando, ser útil para cumprir uns regulamentos. Já com Fernando Andrade, posso estabelecer uma relação antagónica entre ele e Adrián Lopez: ao contrário do espanhol, o ex-Santa Clara chegou à Invicta rodeado de muita incerteza e desconfiança. Contudo, a verdade é que já leva dois golos nos seus primeiros minutos a vestir de azul e branco. Porém, há que ter prudência: ainda assim, considero-o uns furos abaixo do “nível FC Porto” e temo que tudo não passe de sol de pouca dura.

Por fim, deslocando-se para as extremidades ofensivas, vemos uma clara falta de opções de qualidade: Otávio, assim que estiver apto, fará companhia a Hernâni na luta por uma vaga num dos corredores. Vejo Otávio como um jogador extremamente útil, com muita raça e quase que incansável mas, novamente, acaba por ser pouco. Hernâni tem sido uma mais-valia recentemente, mas não sei até que ponto será uma boa aposta a longo prazo. Concluindo, mais um setor a acrescentar ao meio campo no que toca à necessidade de reforços.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira