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Finalmente vi um jogo do Porto onde o futebol foi praticado com entusiasmo e vontade, dando origem a um bom espectáculo! O único problema é que durou apenas 45 minutos.

O Frankfurt entrou a pressionar, sem medo e com um óptimo sentido de direcção: a baliza de Helton. Não inventou, não tentou jogar mais do que aquilo que pode ou consegue e, sobretudo, não se achou superior. O equilíbrio/controlo emocional em campo foi exemplar! São estas atitudes que definem equipas de ligas superiores… ou equipas que chegam longe na Europa. O Porto foi superior ao Frankfurt em futebol jogado, mas o controlo emocional influencia muito o resultado. Se não ajudou a ganhar, ajudou com certeza a empatar. E isso viu-se até nas declarações de Jackson Martinez, no final do jogo: “(…)o primeiro golo derrubou-nos um pouco e deu confiança ao adversário para chegar ao empate”.

A jogar em casa, e depois de uma primeira parte de grande nível por parte dos azuis e brancos, a confiança tinha de ser exponencialmente maior do nosso lado. Nem o primeiro golo sofrido nos podia abalar. A força, altura e resistência estavam do lado dos alemães, mas a qualidade de passe, o improviso e a presença de Jackson estavam do nosso. E, como já ando a dizer há algum tempo, com Jackson plantado na grande área e com Herrera solto a combinar com outro jogador ofensivo, o jogo é outro. O mexicano mostrou uma rapidez de decisão na primeira parte que raramente se vê, e a sua leitura de jogo esteve perto do perfeito.

Herrera fez mais um grande jogo Fonte: Zerozero.pt
Herrera fez mais um grande jogo
Fonte: Zerozero.pt

Os problemas apareceram na segunda parte. O Porto acalmou, muito devido à intensidade com que jogou na primeira metade da partida, e os alemães apostaram mais no contra-ataque e nas bolas aéreas. Sobre o primeiro golo, nada a acrescentar. Um remate forte e bem direccionado leva sempre cheiro de golo. O segundo foi mais um golpe de sorte acrescido de algum descontrolo da defesa portista. Mas é importante recordar que o Porto não foi o mesmo depois do 2-1, exactamente por causa desse controlo emocional. O Porto não o teve, e o Frankfurt não só manteve o seu como ainda aproveitou muito bem a falha do adversário.

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E os jogadores fazem a diferença até nas declarações. Quaresma e Fernando não parecem ter dúvidas sobre aquilo que querem fazer na Alemanha: ganhar. Essa convicção não marca golos, mas ajuda a manter o equilíbrio da equipa. E os dragões, no meio de tantos problemas que têm revelado ao longo da época, precisam de um equilíbrio que pode ditar a diferença entre uma vitória e um empate.

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