Faltam sensivelmente quatro meses para que Mbemba, Corona, Diogo Costa e Fábio Vieira possam assinar contrato livremente por qualquer clube e possam confirmar o adeus ao Estádio do Dragão no final da temporada.

Embora existam rumores de que os jovens da formação azul e branca tenham já o processo de renovação em marcha, o mesmo não acontece para Chancel Mbemba e Jesús Corona, e esta poderá ser mesmo a última temporada de dragão ao peito, para ambos.

Jesús Corona foi, sem dúvida, o jogador do FC Porto que mais tinta fez correr nos jornais durante o verão. O forte interesse do Sevilla FC e do AC Milan em contar com o jogador já esta época foi percetível para todos e quase se tornou num negócio consumado para as duas equipas.

Contudo, tanto os espanhóis como os italianos preferiram esperar mais uns meses para poupar os 20 milhões que a SAD portista pretendia e, quiçá, assinar com Tecatito já em janeiro de 2022.

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Ao que é sabido pela imprensa portuguesa, o extremo mexicano pediu seis milhões de euros por temporada para renovar pelo FC Porto e o clube presidido por Jorge Nuno Pinto da Costa prontamente rejeitou.

Corona
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chancel Mbemba, o parceiro de Pepe no centro da defesa, encontra-se na mesma situação contratual, mas o seu futuro ainda é incógnito. A direção portista aceitaria uma proposta que rondasse os 15 milhões de euros, mas à “caixa de correio” do Estádio do Dragão nunca chegara nada nesse valor.

Falou-se do interesse do Galatasaray SK e até do do Real Madrid FC, mas nada se concretizou e o congolês manter-se-á às ordens de Sérgio Conceição, mesmo com o seu processo indefinido.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ora, a concretizarem-se estas duas saídas a custo zero, seria mais um rudo golpe para o FC Porto como clube, para o plantel e para os adeptos.

Num passado recente, Héctor Herrera, Brahimi, Moussa Marega e Iván Marcano abandonaram o FC Porto sem garantir qualquer encaixe financeiro, o que gerou bastante revolta nos associados do clube, uma vez que se tratavam de quatro jogadores titulares e com um estatuto acima da média.

Para além disso, os dragões ainda tiveram que pagar à AS Roma para recuperar Marcano. Todos estes negócios representam um prejuízo enorme para as contas portistas e repetir o mesmo cenário com Mbemba e Corona trará novamente consequências no saldo financeiro do FC Porto.

É verdade que seis milhões de euros por época é um valor fora da realidade portista neste momento e, excecionalmente, apenas Otávio possui um vencimento à volta desses valores.

Tendo em conta que Corona fará 29 anos já no início do próximo ano, todo o investimento que seja feito agora, mais aquele que foi feito aquando da sua chegada, dificilmente será recuperável.

Mbemba está também a entrar na fase de maturidade e, tendo em conta a sua evolução, esta seria a altura certa para vender, pois daqui para a frente o congolês verá o seu valor de mercado a desvalorizar.

Com a renovação alegadamente em curso para Fábio Vieira e Diogo Costa, as situações de Mbemba e Corona são mesmo as mais difíceis de gerir, e os próximos meses serão fulcrais para o desfecho do central e do mexicano.

O jovem guarda-redes tem assumida a baliza neste início de temporada e estará mais próximo de renovar do que Mbemba e Corona.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

A SAD sai pecadora de todo este contexto, pois nos últimos anos tem falhado repetidamente o timing certo para vender os principais ativos do clube.

Sérgio Conceição não abdicará de Mbemba e de Corona, pelo que deverão continuar a jogar regularmente pelo FC Porto. Veremos se terão novo destino na próxima temporada ou se vão continuar a jogar no Estádio do Dragão.

Artigo revisto por Andreia Custódio

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