A CRÓNICA: MARÍTIMO VENDEU CARA A DERROTA

Para a jornada 20, CS Marítimo e FC Porto, último e segundo classificados da liga portuguesa, respetivamente, subiram ao relvado do Estádio do Marítimo para disputar um jogo equilibrado, à priori, apesar da péssima fase da equipa madeirense.

Com as duas formações pressionadas para vencer, o jogo iniciou-se com a intensidade alta, com iniciativas de parte-a-parte. Todavia, naturalmente que os Dragões assumiram as despesas da partida, pois não queriam ver o Sporting CP fugir (ainda mais) na tabela classificativa. Tanto quiseram expressar a sua presença no jogo que bastou-lhes explorar as fraquezas verde-rubras, para abrir o marcador, através de Matheus Uribe aos 15′, num lance confuso na grande área do Marítimo, empurrando a bola para o fundo das redes de Amir.

Contudo, o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Precisamente na jogada seguinte, também de bola parada, sorrindo a sorte desta feita a Leo Andrade que apareceu livre de marcação ao segundo poste, na área portista. Após algum tempo de espera, o golo acabou por ser validado pelo VAR.

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O jogo estava por esta altura bastante acesso, com muitas faltas e pouco futebol jogado. A frustração intensificou-se quando aos 34 minutos, Amir Abedzadeh, quanto a mim o melhor guarda-redes do plantel maritimista, fez duas intervenções fulcrais para levar a partida empatada para o intervalo. Uma primeira parte de grande ímpeto ofensivo dos dois lados, ainda que, o Marítimo tenha, apenas, engatado a marcha-atrás após o um igual.

A segunda metade encetou ao ritmo da primeira – alto. Sendo a primeira ocasião de perigo pertencente aos madeirenses, que em contra-ataque alvejaram a baliza de Marchesín. O jogo estava frenético. Se pestanejasse, perderia, certamente, algo de importante para o desenrolar do jogo. Só mesmo na pausa para as substituições era possível descansar o movimento ambíguo da cabeça.

Não obstante, o desenvolvimento da partida era análogo ao que se viu nos primeiros 45′, com o Porto a estar, inevitavelmente, durante a maior parte do tempo por cima, embora que, a formação do Funchal tenha tido a melhor oportunidade de golo de toda a segunda parte. Um golo negado, duplamente, pelo guarda-redes argentino do Porto.

A equipa orientada por Sérgio Conceição tentou a todo o custo chegar à vitória, até ao último minuto. Já em cima dos 90′, Vítor Ferreira apontou para a marca da grande penalidade, por falta de Rúben Macedo sobre Francisco Conceição. Penalti que Otávio bateu sem grande dificuldade, estabelecendo o resultado final em 2-1.

A FIGURA

 Francisco Conceição – A escolha poderia ter recaído sobre Marchesín pelas paradas, fundamentais, que efetuou. Porém, o extremo de 18 anos, na meia hora que esteve em jogo, permaneceu sempre ativo, procurando romper o muro defensivo do Marítimo. O perfume daquele pé esquerdo é puro de mais evidente, para não falar que foi ele que sofreu o penálti que dá a vitória à sua equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo

Displicência de Rúben Macedo – Foi suplente utilizado e pouco ou nada deu ao jogo ofensivo da equipa madeirense. Teve uma atitude infantil e displicente no lance do penalti do adversário, dentro da grande área verde-rubra, contribuindo para a derrota ao cair do pano dos madeirenses.

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Para o jogo frente ao FC Porto, o técnico Milton Mendes promoveu sete alterações, em relação ao jogo com o CD Tondela, na passada terça-feira.

Assim, o técnico brasileiro do CS Marítimo utilizou um sistema de três centrais (Zainadine, Renê Santos e Leo Andrade), com dois jogadores abertos nas laterais, os brasileiros Claúdio Winck e Marcelo Hermes, com fortes funções ambíguas. Um duplo pivot, composto por Jean Irmer e Pedro Pelágio, um jogador um pouco mais ofensivo do que o habitual titular, Bambock. No ataque, a ideia foi jogar com dois alas/extremos, Jorge Correa à esquerda e o madeirense (e capitão) Edgar Costa à direita, sendo que o papel de matador coube ao camaronês Joel Tagueu, que completava assim, o sistema 3-4-3.

O Marítimo jogou com uma densidade defensiva média-alta, com os seus jogadores bem organizados e agressivos no ataque à zona. No que toca ao ataque, foi bem visível que o Marítimo tentou aproveitar todas as bolas paradas para criar perigo, inclusivamente, através dos lançamentos longos de Pedro Pelágio. Assim como tentou tirar o maior partido possível dos lances de contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Claúdio Winck (5)

Zainadine (5)

Renê Santos (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (6)

Pedro Pelágio (6)

Jorge Correa (6)

Edgar Costa (4)

Joel Tagueu (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Macedo (2)

Fumu Tamuzo (3)

Alipour (4)

Bambock (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Depois de um jogo intenso, frente à Juventus, Sérgio Conceição fez alinhar, praticamente, o mesmo onze de quarta-feira na deslocação ao Funchal. A baliza ficou à guarda do argentino Marchesín. O corredor direito ficou a cargo de Manafá e o esquerdo do nigeriano Zaidu. Ao centro da defesa, permaneceram os dois titulares habituais, Pepe e Mbemba. No meio-campo, Matheus Uribe teve o papel de destruidor de jogo, entre linhas, ao que Sérgio Oliveira, ficou com a função híbrida do centro do terreno. Jesús Corona e Luís Díaz, única alteração no 11, sentando Otávio no banco de suplentes, fizeram as alas ofensivas dos Dragões, enquanto o ataque esteve entregue ao iraniano Mehdi Taremi e a Moussa Marega, de regresso a um campo que bem conhece.

A equipa portista atacou tendo por base ora uma construção de jogo curta, pelos pés de Sérgio Oliveira, ora uma construção de jogo longa, por meio dos passes longos do central Pepe para uma das alas, tendo estando os azuis e brancos a jogar a toda a largura do campo, sempre com uma defesa bastante subida no terreno de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (7)

Wilson Manafá (5)

Pepe (6)

Chancel Mbemba (6)

Zaidu Sanusi (6)

Matheus Uribe (7)

Sérgio Oliveira (5)

Luís Diaz (4)

Jesús Corona (6)

Mehdi Taremi (6)

Moussa Marega (4)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Conceição (7)

Otávio (5)

Toni Martinez (-)

Marko Grujic (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Não foram colocadas questões aos treinadores das equipas.

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