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Numa semana onde o glamour (e a distância para o primeiro lugar…) se aproximou do reino do Dragão, Danilo, a “asa” direita do onze de Lopetegui, ganhou um estatuto nas hostes portistas que até agora poucos possuíam: vencedor de um “Dragão de Ouro”. Rúben Neves, sobre o qual escrevi recentemente, também ganhou um, assim como Jackson Cha Cha Cha Martinez, mas é sobre Danilo de que irei falar.

Depois de mais uma épica disputa no verão 2011/2012 entre FC Porto e SL Benfica pela contratação do então jogador do Santos, o lateral decidiu, e bem, optar pelo clube azul-e-branco (como Falcao, Alex Sandro, Álvaro Pereira, James, Mangala, entre outros que singraram na cidade Invicta) – veio pela “módica” quantia de 13 milhões e ficou blindado por uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros.

Foi chegar, ver e jogar. A adaptação teve de ser rápida, pois Vitor Pereira não contava com Fucile (diz-se que no ano passado, com Paulo Fonseca, o uruguaio agrediu Josué e por isso acabou por ser dispensado) e tinha visto sair aquele que foi o esteio defensivo de André “Saudades” Villas-Boas, Sapunaru. Dado isto, o então jovem e imaturo Danilo teve de se transformar numa referência defensiva e não num “volante”, posição onde tantas vezes jogava no Brasil. Apesar de tudo, é notório que o brasileiro tem “escola” de meio-campo – a tendência para procurar o jogo interior (com e sem bola) é por demais evidente, a sua cultura táctica ofensiva faz dele um monstro do meio campo para a frente e, parecendo uma antítese, é nos momentos defensivos que o lateral (e não defesa) tem de melhorar, aumentando principalmente os índices de concentração.

Danilo chegou ao Dragão com apenas 20 anos e hoje já é titularíssimo e opção para a selecção brasileira  Fonte: zerozero.pt
Danilo chegou ao Dragão com apenas 20 anos; hoje é titularíssimo no FC Porto
Fonte: zerozero.pt

E assim foi. Danilo chegou a Portugal e ainda antes de ter tempo de arrumar as malas já era titular absoluto no FC Porto, coisa rara de se ver em reforços, especialmente em defesas (relembro que Alex Sandro esteve um ano na “sombra” de Álvaro Pereira e Maicon na de Rolando e hoje são titulares absolutos dos dragões). Três épocas volvidas, é, a par de Jackson, um dos líderes do actual plantel (mais até do que os capitães Quaresma e Maicon).

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Até a figura máxima do clube, o dirigente mais titulado do mundo do desporto (sim, desporto), Pinto da Costa, disse pela primeira vez que “Danilo merecia não um, mas sim dois Dragões de Ouro”. E isso, por si só, explica como o ainda jovem mas já muito crescido jogador tem importância no seio do plantel azul-e-branco.

Dito tudo isto, enquanto adepto quero deixar uma palavra de agradecimento ao Danilo por tudo o que tem feito pela camisola que, independentemente do design, é e será sempre a mais bonita do mundo, pelo esforço em cada jogo e pela dedicação demonstrada.. Vestindo um fato que realmente quase nunca dispo (o de jovem treinador), peço-lhe que se concentre um pouquinho mais nos momentos defensivos, principalmente no que toca à contenção quando está num “um contra um” – penso que só tinha a ganhar… e o clube também!

Se já tinha um Dragão de Ouro, agora atribuo-lhe eu o segundo. E assim Pinto da Costa tem razão naquilo que diz. Danilo, és “bi-Dragão”, ‘carago!!!