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À entrada para o novo ano, no Reino do Dragão vive-se em paz e sossego. Depois de um 2016 atribulado e para esquecer no que ao futebol diz respeito, um mês de Dezembro 100% vitorioso trouxe aos portistas, nesta quadra natalícia, uma confiança renovada e boas sensações sobre aquilo que pode ser o futuro da equipa profissional de futebol. No entanto, convém não esquecer que a margem de erro é nula e que, como tal, há que reunir esforços para que 2017 seja um ano de conquistas.

Imune aos críticos (grupo no qual me incluo) Nuno Espírito Santo tem vindo a trabalhar a equipa do FC Porto no sentido de a tornar mais forte, competitiva e acima de tudo unida. Goste-se ou não do estilo, o que é certo é que o técnico portista consegui passar no intervalo da chuva e reunir hoje um maior consenso nas bancadas do Dragão. E isto, diga Nuno o que disser, tem a ver com a melhoria do jogo da equipa e com o abandono (até ver) de alguns princípios de jogo utilizados como base na fase mais embrionária da temporada. O vício no jogo direto deixou de o ser e a posse, circulação e pressão alta passaram a ser palavra de ordem. Que seja para manter e melhorar.

Muitos se esquecem mas por esta altura do ano passado o FC Porto liderava a Liga NOS com 1 ponto de vantagem sobre o Sporting e 5 sobre o Benfica. Ora, volvido um ano, são 4 os pontos de distância para o SL Benfica. Embora seja uma desvantagem perfeitamente recuperável, é imperativo que esse fosso não se alargue porque como se tem visto no último ano e meio, os comandados de Rui Vitória, jogando bem ou mal, com ou sem ajuda de decisões de arbitragem, perdem muito poucos pontos. É preciso consistência para que, quando o Benfica falhar (e vai acontecer) o FC Porto esteja pronto para aproveitar eventuais deslizes. Assim, peço o 1.º desejo para 2017: Que em Maio, a Nação Portista se junte na Avenida dos Aliados e em muitos outros polos de festa espalhados pelo mundo, a festejar o 28º título de campeão nacional.

Na Liga dos Campeões, após uma fase de grupos, na minha opinião, bastante abaixo daquilo que seria exigido, o objetivo principal acabou por ser alcançado e o FC Porto seguiu para os Oitavos-de-final da competição. Segue-se a “Vecchia Signora”. Juventus de seu nome, esta equipa italiana é ou tornou-se sob o leme de Maximiliano Alegri a 4ª maior potência do futebol mundial a nível de clubes apenas atrás de Real Madrid, Barcelona e Bayern de Munique. É apenas uma opinião pessoal mas o incontestável pentacampeão italiano é, e ninguém o pode negar, de facto, uma das mais poderosas equipas ainda em prova e tem um plantel recheado de talento.

É preciso trabalhar muito para atingir os objetivos Fonte: FC Porto
É preciso trabalhar muito para atingir os objetivos
Fonte: FC Porto

Ao FC Porto apenas se exige mais vontade de vencer, mais crer, mais ambição, mais determinação e mais união. Se for capaz de suplantar o seu adversário em todos estes aspetos, então poderá sonhar com uma eventual passagem aos Quartos-de-final. Ficamos então com o 2.º desejo: Que o FC Porto mostre ao país, à Europa e ao Mundo a sua força e que ultrapasse este gigante italiano.

Resta, das competições nas quais o Porto ainda se encontra inserido, a Taça da Liga. É sabido que não é a competição preferida dos portistas e que ano após ano os responsáveis azuis e brancos desvalorizam a importância da mesma. Não é o abandono da Taça de Portugal que irá elevar por aí além o peso desta competição na presente época desportiva mas como grande clube que é cabe ao FC Porto lutar até à última gota de suor pela vitória nesta prova que este ano contará com uma Final Four no Algarve. 3.º desejo: Conquista da 1ª Taça da Liga da história do clube.

Ainda no que respeita ao futebol e ao desporto deixar votos de rápida recuperação aos jogadores lesionados, que de uma maneira geral, se dê mais atenção ao que se passa dentro das quatro linhas e menos ao que se passa fora, que o fair-play esteja sempre presente e, voltando a puxar a brasa à minha sardinha, que o FC Porto conquiste todos os títulos nas modalidades extra futebol em que está inserido e que o possível sucesso esta época lhe permita estar presente e vencer a Supertaça Cândido de Oliveira no próximo mês de agosto.

Por fim, e como o futebol é apenas a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida, desejo um ano cheio de felicidade para todos os nossos leitores.

Foto de capa: FC Porto

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.