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Nos últimos dias, a esfera mediática mundial tem sido dominada por aquele que já é conhecido como o “naufrágio da humanidade”. A fotografia do corpo de uma criança de 3 anos, caída na praia, já sem vida, teve lugar (discutivelmente ou não) em praticamente todos os meios de comunicação, portugueses incluídos.

O que tem o futebol a ver com isto? Pouco ou nada, dirão muitos. Muito, digo eu. É nestes momentos que se põem de parte as diferenças. O futebol também nos tenta incutir isto, sem descurar a expressão das rivalidades que se situe dentro dos limites do bom senso. Adeptos deste clube ou daquele que se juntam em torno de uma causa, que, neste caso específico, assume contextos preocupantes no que é relativo à humanidade em si e à humanidade dentro de cada um.

O FC Porto assumiu a iniciativa. Através de uma carta endereçada a Michel Platini, presidente da UEFA, os azuis e brancos apelam à solidariedade dos restantes 31 clubes que figuram na fase de grupos da Liga dos Campeões. A ideia consiste em pedir um donativo de um euro por cada bilhete vendido para o jogo que cada equipa realizar em casa, nas duas primeiras jornadas; no caso do FC Porto, tudo será posto em prática antes do jogo frente ao Chelsea, no dia 29 de setembro. O somatório de todos os donativos servirá para ajudar os migrantes.

Aqui fica o exemplar da mensagem:

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A carta do FC Porto a apelar à solidariedade dos clubes da ‘Champions’
Fonte: fcporto.pt

As mensagens que a UEFA e a FIFA passam (sobre o fair-play e o racismo) também apelam ao bom senso de cada um e esta é uma iniciativa equiparável. Os abraços podem ser dados fora do relvado e das bancadas. Este é um abraço que milhares de pessoas podem dar a cada um dos migrantes.

Não me pretendo alongar muito mais. O brilhantismo da ideia fala por si. Falta apenas dizer que a considero louvável e que espero assistir à adesão total por parte dos visados (julgo que todos esperamos). E que, desta vez, todas as diferenças sejam deixadas de lado. Todas. Clubísticas, pessoais… Todas. No fundo, é um favor que o FC Porto e todos os outros fazem à Humanidade.

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