A época passada ainda não tinha terminado e já surgiam notícias quanto ao futuro de Diogo Costa. O jovem guarda redes formado nos azuis e brancos, onde joga desde a temporada 2009/2010, andava a ser associado pela imprensa desportiva ao FC Paços de Ferreira, que com a subida à Primeira Liga garantida, já tinha iniciado a preparação do plantel com vista à época seguinte.

Contudo, ainda no mês de maio, Iker Casillas sofreu num treino um problema de saúde, que chocou todo o mundo do futebol e obrigou a lenda espanhola a fazer uma pausa indeterminada na carreira. Sendo assim, criou-se uma nova questão na baliza dos dragões que era saber quem ia suceder ao habitual titular das últimas temporadas.

Como é do conhecimento público, o processo arrastou-se até agosto, período em que Diogo Costa se lesionou e obrigou a SAD portista a ir ao mercado por um guardião com provas dadas, tendo a escolha recaído em Marchesín, que até se transferir para Portugal representava o CF América do México.

Porém, antes desse momento, o FC Porto já tinha cancelado o acordo de cavalheiros com os pacenses acerca da cedência de Diogo Costa e posteriormente comunicado ao atleta que iria fazer a pré-época no Olival. Deste modo, o futebolista internacional jovem por Portugal nas diversas camadas da formação começou aqui a alimentar o sonho de ser o dono da baliza do FC Porto. Algo que não seria assim tão descabido, uma vez que com o decorrer do verão, Diogo Costa ia mostrando ao seu treinador e aos seus colegas que tinha mais do que capacidades e potencial para assumir um desafio dessa envergadura.

Forte no 1 vs 1, senhor de bons reflexos e com uma boa agilidade, bem como portador de uma segurança e de uma liderança assinalável, o jovem ia replicando nos jogos particulares aquilo que já evidenciava nos treinos, onde teve talvez no jogo com o Real Bétis Balompié, no Algarve, o expoente máximo da sua pré-época.

Com isto, o sonho parecia que cada vez mais já não era uma miragem, mas sim uma realidade. Por sua vez, quando tudo parecia estar-se a alinhar para a estreia oficial do jovem dragão, o azar bateu-lhe à porta e é caso para dizer a dobrar. Por um lado, retirou-lhe a possibilidade de se estrear oficialmente pelo FC Porto e por outro lado Marchesín assumiu sem grandes dificuldades o posto mais recuado da equipa orientada por Sérgio Conceição.

Perante este cenário, todas as ilusões que foi alimentando com o decorrer da preparação para a nova época parecem ter caído por terra, já que o guarda-redes argentino tem somado excelentes exibições. Fazendo com que os adeptos se esquecem, por vezes, que nas últimas quatro temporadas era Iker Casillas que assumia o posto da baliza.
Estreia de Diogo Costa pelos dragões no desafio com o CD Santa Clara
Fonte: FC Porto

Por conseguinte, nem tudo era negativo, e na escolha para suplente de Marchesin, Diogo Costa foi o eleito em função de Vaná, cedido ao Famalicão, para ocupar o lugar de segundo guarda-redes no plantel portista.

Certamente, uma recompensa pelo trabalho que desempenhou em prol do grupo de trabalho e também uma prova de confiança por parte de toda a estrutura de futebol do FC Porto para com o jogador. Dando sinais que acreditam na sua qualidade e no seu crescimento como atleta, e que um dia o sonho de ser titular pelo seu clube do coração possa ser uma realidade.

Até lá, o futebolista vai dando passos pequenos mas seguros e um deles foi recentemente a titularidade que recebeu na Taça da Liga frente ao CD Santa Clara. Numa partida em que deu mais uma vez provas da sua qualidade, e conseguiu demonstrar que tem uma maturidade competitiva muito acima do esperado, conseguiu ainda cumprir com sucesso o desafio de manter a baliza do dragão inviolável. Aliás, Diogo Costa, nas redes sociais, fez questão de marcar essa estreia na equipa principal, onde evidenciava o orgulho e o sentimento de dever cumprido por realizar um dos seus sonhos enquanto jogador profissional.

Assim, é quase absoluto que o “portero”, visto como uma das principais promessas do futebol português, quer mais e irá na rota por novos objetivos que passam pela afirmação no FC Porto e no panorama do futebol mundial, confirmando todas as previsões que lhe apontam como sendo um dos guardas redes mais promissores da sua geração.

 

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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