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Domingo é dia de Clássico no Dragão! Um Clássico é sempre um Clássico e, mesmo que não decida o título, existe uma “carga emocional” muito grande. Será difícil a elaboração de uma equação que defina o resultado do encontro, dado que ambas as equipas estão em níveis muito diferentes num conjunto de parâmetros.

Em termos anímicos, o Benfica vem fragilizado devido à eliminação das competições europeias. Apesar disso, certamente que a águia, de orgulho ferido, tentará tudo para derrotar o dragão. Já o Porto está bastante motivado depois de garantir o primeiro lugar no grupo da Liga dos Campeões, alcançado de forma tão imponente e logrando ser uma das equipas menos batidas da Europa. Todavia, em território nacional, tem alternando entre exibições de grande nível e outras menos conseguidas, e os três pontos de atraso para o actual campeão nacional podem resultar em nervosismo nos jogadores azuis e brancos. Pela primeira vez em muito tempo, estamos perante um Clássico em que não há “picardias” entre dirigentes.

Em relação aos intervenientes mais directos neste Clássico, iremos assistir a inúmeras estreias, neste que é um dos jogos de maior rivalidade no mundo. Do lado encarnado, apenas Júlio César, Samaris, Talisca e Jonas devem disputar o seu primeiro grande clássico no campeonato português. Por outro lado, nos azuis e brancos, Bruno Martins Indi, Casemiro, Oliver, Brahimi, Tello – e claro, o treinador Lopetegui – terão o seu primeiro confronto com o grande rival. Acresce que, na equipa encarnada, há um jogador com um “carinho” especial pelo Porto – Lima –, comprovado pelo facto de, ao serviço de Belenenses, de Braga e mais recentemente de Benfica, estar acostumado a marcar aos azuis e brancos.

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Este será o primeiro Porto-Benfica para muitos dos jogadores dos dragões
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

É o primeiro confronto Lopetegui-Jesus e a maior dúvida será sobre o sistema que o treinador encarnado irá utilizar… Manter-se-á fiel ao seu 4-2-4/4-1-3-2? Ou optará por um 4-2-3-1? As dúvidas podem alongar-se, sobretudo porque o treinador encarnado é famoso por despersonalizar a sua equipa contra o FC Porto. Certo é que se o Benfica actuar no seu habitual sistema super ofensivo, despovoando o meio campo em benefício de um maior poderio ofensivo, poderá sentir diversas dificuldades perante um adversário que em todos os processos privilegia a posse de bola. O Porto deverá manter-se fiel ao seu 4-3-3, com um extremo bem aberto e um outro extremo que procura mais espaços interiores. No processo defensivo funcionará como um bloco, com pressão muito alta num sistema similar a um 4-1-4-1. O Benfica, caso opte pelo seu tradicional sistema com dois jogadores no centro do ataque (ou um jogador próximo do ponta de lança, como Talisca), poderá criar dificuldades ao processo de transição ofensiva dos azuis e brancos pressionando os dois centrais do Porto no início da construção (quando o Porto não consegue sair a jogar através dos seus centrais normalmente sente muitas dificuldades).

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Como os prognósticos só se fazem no final do jogo, todos esperam um grande jogo de futebol com muitos golos (algo que certamente não acontecerá, pois a vitória deverá ser conquistada em pequenos aspetos táticos) e um belíssimo espetáculo sem incidentes tanto dentro como fora do campo. Haverá outro (ou até o mesmo) Kelvin no encontro? Ou será que a maldição de Lima se vai manter? Domingo saberemos!

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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