Golos… o grande desejo dos adeptos. O auge de um jogo de futebol. O grande objetivo do futebol baseia-se em marcar golos e evitar sofrê-los, mas o lendário Bobby Robson dizia, e bem, que a melhor defesa é o ataque. No FC Porto, na atual temporada, os golos não têm aparecido tão facilmente como nas épocas anteriores. A quatro partidas do fim da época desportiva, os dragões levam 94 golos marcados em todas as provas. Em 2019/2020 terminaram com 115, o que significa que as redes da baliza adversária balançaram mais 21 vezes do que na atual temporada, até ao momento. O porquê? Vamos analisar alguns aspetos.

Na temporada passada, o FC Porto conseguiu rentabilizar as bolas paradas ao máximo, o que se deve também à presença de Alex Telles na equipa. O lateral esquerdo tinha o dom de saber colocar a bola no sítio certo, seja de pontapé de livre para a área ou de grande penalidade. No campeonato 2019/2020, dos 74 golos que os azuis e brancos fizeram, 35 foram provenientes de lances de bola parada. Nesta temporada, apesar de Sérgio Oliveira ser um excelente batedor de pontapés de livres e penáltis, vimos um decréscimo de golos provenientes deste tipo de lances.

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Contudo, a culpa de uma maior escassez de golos não pode ser depositada apenas nos avançados do FC Porto. Embora os quatro homens do setor mais ofensivo tenham marcado menos golos do que os da época passada, faltando quatro jornadas para o término do campeonato, podem ainda ultrapassar essa marca. Taremi (20) e Marega (12), Toni Martínez (cinco) e Evanilson (quatro), juntos levam 41 golos marcados em todas as competições, o que equivale a uma percentagem a rondar os 44% do total de golos da equipa. Já Moussa Marega (15) de 2019/2020, Tiquinho Soares (21), Zé Luís (10), Aboubakar (dois) e Fábio Silva (três), as cinco referências da frente na época transata, juntos fizeram 51 golos dos 115 marcados no total, ou seja, também cerca de 44% do total de golos.

Isto significa que 56% dos golos marcados pelo FC Porto acontecem por intermédio de jogadores que não pontas-de-lança. Sérgio Oliveira é o segundo melhor marcador do plantel e um dos principais contribuintes para esta estatística. O centrocampista português já leva 19 golos arrecadados em todas as competições (20% do total), ficando apenas atrás de Mehdi Taremi. 11 das 19 vezes que fez gosto ao pé foram através de grande penalidade. O que nos faz recordar outro caso da época passada, nomeadamente o de Alex Telles. O lateral-esquerdo ex-FC Porto era o especialista das bolas paradas e encarregou-se por fazer balançar as redes adversárias por 13 vezes, nove delas de grande penalidade.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Ainda assim, as grandes razões para a falta de golos do FC Porto foram a falta de criação de oportunidades e a baixa concretização. Frente ao FC Famalicão, os dragões venceram por 3-2, marcando mais de dois golos na partida. Algo que já não acontecia desde o encontro com o CD Nacional a 12 de janeiro de 2021, em que os portistas saíram vitoriosos por 2-4. Foram 24 partidas sem marcar mais de dois golos, o que acaba por refletir um número mais baixo de golos marcados. Poderá ser este indicador um alerta para a necessidade de caras novas na próxima época do FC Porto? Só Sérgio Conceição e a equipa técnica portista saberá.

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