Ontem, o FC Porto foi a Lisboa enfrentar o SL Benfica num clássico que, ao contrário de outros anos, não decidia a luta pelo título, mas sim a luta pela Champions. Melhor dizendo, também decidiu indiretamente a conquista do campeonato, pois o Sporting CP ficou com um pé e meio no caneco mais desejado por todos os clubes em território nacional.

Porém, estava envolvido muito milhão em jogo, pois o 2.º lugar dispensa a disputa de uma pré-eliminatória para obter o acesso à fase de grupos da prova milionária, uma vez que remete diretamente a formação que ocupar a posição, de vice-líder, para essa categoria da competição europeia.

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No final dos 90 minutos, tudo acabou como começou, ou seja, empatado, pelo que cada equipa conquistou apenas um ponto, mantendo a distância pontual que os separa, isto é, de quatro pontos. É verdade que, anteriormente, já assistimos a recuperações verdadeiramente mirabolantes, mas a faltar apenas três partidas para o término do campeonato, os dragões saíram do Estádio da Luz com a sensação de “terem ganho a Champions”, parafraseando Sérgio Oliveira.

Costuma-se dizer que contra factos não há argumentos e aqui adapta-se para o sentido de “contra calendários não há argumentos”, pois o FC Porto tem um fim de campeonato bastante mais acessível do que o seu rival, que ainda vai receber o Sporting CP, futuro campeão, e terminará a ir a Guimarães, um terreno tradicionalmente difícil.

Por seu turno, os azuis e brancos vão defrontar os aflitos SC Farense, Rio Ave FC e enfrentará, na jornada 34.º, a B-SAD. Neste sentido, parece óbvio que, na teoria, o FC Porto tem tudo para alcançar o objetivo mínimo que é o 2.º lugar e consequente qualificação direta para a Liga dos Campeões.

fc porto
A última vez que os dragões enfrentaram o playoff de qualificação para a Champions foram eliminados frente ao Krasnodar.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Este desafio também trouxe mais uma confirmação, que é a excelente temporada de Uribe que, para além de ter marcado o tento do empate, protagonizou uma exibição bastante sólida, sendo, sem qualquer tipo de dúvidas, o pêndulo do meio-campo da formação de Sérgio Conceição.

Também Pepe mostrou que os seus 38 anos mais parecem 28, pois é o verdadeiro líder do quarteto defensivo. Quarteto defensivo esse que mostrou, mais uma vez, as debilidades que expressa nas laterais, pois Manafá e Zaidu foram dos piores elementos em campo. Aliás, o SL Benfica não foi inerente a esse aspeto, pois das poucas oportunidades que produziu, a maioria foi pela exploração do espaço exterior.

Assim, a três partidas do fim, o campeonato parece ter o seu destino traçado e, agora, basta dignificar e honrar a camisola nos jogos que faltam e começar a preparar a próxima época, onde ainda reside uma grande dúvida, a continuidade de Sérgio Conceição. Neste momento, em que o FC Porto parece ter a temporada completamente feita, será a hora de saber se renova ou não.

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