Ter um plantel com 29 jogadores quando existe uma equipa B é um verdadeiro exagero. Se a necessidade de emagrecer o plantel já era pertinente, a eliminação da Liga dos Campeões veio tornar essa necessidade uma obrigação! O encaixe financeiro que estava previsto no orçamento (cerca de 60 milhões de euros) torna muito complicada a vida da estrutura portista, em particular, do administrador financeiro Fernando Gomes. As contas do último exercício que encerrou a 30 de junho, fecharam no verde e isso era importantíssimo mas, esta eliminação vai complicar o último ano em que o FC Porto está sobre “vigilância” da UEFA.

É evidente que Sérgio Conceição não quer perder nenhum dos jogadores preponderantes da equipa. Não era difícil vender Danilo, Alex Telles ou Marega mas estes são peças fundamentais no sistema de jogo idealizado pelo treinador portista. Este é o dilema da administração azul e branca, equilibrar as contas com vendas significativas ou enfraquecer a equipa ao nível desportivo e, com isso, ficar mais longe de voltar a conquistar o título e entrar diretamente na próxima Liga dos Campeões. É como se diz na gíria “uma pescadinha de rabo na boca”!

Aboubakar pode estar de partida do clube azul e branco
Fonte: FC Porto

Uma das formas de ajudar a equilibrar as contas e, possíveis problemas de tesouraria, é baixar a massa salarial e para isso a saída (quer por empréstimo ou vendas definitivas) é uma das poucas soluções plausíveis. Existem jogadores que terão pouca utilização e para a qual existem outras soluções no plantel. Vaná, Diogo Queirós, Osório, Loum, Otávio e Aboubakar são alguns desses jogadores. Aboubakar é, por exemplo, um dos jogadores mais bem pagos do plantel e terá poucas ou nenhumas hipóteses de jogar esta época. Entre salário e uma possível taxa de empréstimo rapidamente se consegue uma poupança de cinco milhões de euros. Osório com uma boa Copa América tem mercado e uma possível venda não é de descartar. E como é evidente o plantel não precisa de seis centrais por isso é necessário encontrar soluções. Otávio apesar de ser um jogador muito apreciado por Sérgio Conceição não é uma “peça chave” e tem algum mercado.

A estrutura portista precisa de trabalhar rápido com eficiência e imaginação para encontrar soluções até ao final do mercado (2 de setembro) para que a tesouraria azul e branca possa ficar um pouco mais desafogada. Mesmo a nível do planeamento do treino e da gestão de grupo não faz qualquer sentido ter um plantel desta dimensão.

Foto de capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

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