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Hoje vou conter-me, não vou falar das péssimas arbitragens que, no meio de uma dualidade incrível de critérios, em cinco jogos já literalmente “roubaram” quatro penáltis ao Porto: dois em Guimarães, um em Alvalade (que é discutível, mas é) e um no jogo de ontem, frente ao Shakhtar Donetsk. Muito menos vou falar da rotação excessiva daquele que, para mim, continua a ser o homem certo no lugar certo: Lopetegui. Vou falar, sim, dos excessivos erros defensivos que têm sido evidentes e que só não têm dado mais golos por desacerto dos avançados ou pela… qualidade de recuperação dos Dragões.

Ontem, tudo isto que disse foi evidente, e os dois golos do Shakhtar são um riso, uma comédia… Ia ainda na primeira parte e já eu comentava com um colega: “este Óliver é uma das maiores pérolas da Europa, mas aquela excessiva finta ‘à Xavi’ para zonas interiores perto da área um dia custa-nos caro”… Voilá! Início da segunda parte e Óliver a parecer um menino que está a jogar no recreio, a querer fintar tudo e todos e, veja-se, dentro da própria área! Claro, 1-0, e a esperança começava a cair por terra. Quanto ao segundo golo, toda a gente viu o que fez Maicon. A sorte foi que um tal Jackson entrou (já fora de tempo, não percebi o porquê de não ter sido titular) e apeteceu-lhe resolver e empatar o jogo nas poucas vezes em que teve a oportunidade de tocar na bola…

Agora, a questão que lanço é: porque perdemos tantas bolas em zonas defensivas? Permita-me o leitor que responda a mim mesmo: porque começamos a primeira fase de construção do ataque demasiadamente atrás! Chamar e explorar as costas ou “brechas” da equipa adversária é claramente aquilo que o FC Porto faz, mas porquê expor-se tanto e fazê-lo em zonas tão recuadas? Para quê jogar tantas vezes com Fabiano e deixar muitas vezes o guardião azul-e-branco sob pressão, quando se sabe que os pés não são o seu forte? Tantas bolas são aquelas que o brasileiro atira directamente para fora, quando é perfeitamente possível Indi jogar logo em Maicon. À atenção de Lopetegui! Marcano surpreendeu-me pela sua técnica e inteligência, e não esperava vê-lo entrar tanto em zonas ofensivas (principalmente na segunda parte), o que poderá ser um indício de que poderemos ter ali uma solução válida enquanto Casemiro estiver fora de batalha.

quintero
Em Lviv, Quintero foi lançado na 2ª parte e esteve em plano de evidência
Fonte: zerozero.pt

Por outro lado, Quintero foi lançado no segundo tempo e justificou uma oportunidade, quiçá no lugar de Óliver, não como “castigo”, mas sim como uma forma de mostrar ao espanhol que certos erros não se podem cometer a este nível. Brahimi foi Brahimi, pena o penálti mega denunciado.

Espero, já na próxima jornada, ver o nosso Porto voltar a materializar a vantagem que tem demonstrado em campo, mas, desta vez, com golos…

Aqueles jogos que nem o “penaltizinho” que se tem tornado habitual possa pôr em causa a conquista dos três pontos; aquele Porto que até os mais odiosos admiram; aquele Porto em quem os portistas confiam e que esperam ver levantar, no final, o maior número de troféus possível!

Vá, vamos lá melhorar na defesa e vamos para cima deles!!!

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