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O mês de Janeiro de 2016 vai ficar para a posteridade como um dos meses mais negros de sempre do FC Porto. Duas derrotas na Taça da Liga, mais duas derrotas no campeonato frente ao Vitória e ao Sporting e, ainda para respeitar os processos da coerência, um empate caseiro frente ao Rio Ave. Há muito tempo não se via nada assim.

Este mês também traz casos insólitos; no topo insere-se o despedimento de Julen Lopetegui e a consequente rescisão unilateral com o clube. O treinador espanhol sempre fora muito contestado quanto às suas decisões na contratação de jogadores, também pelo seu sistema de jogo cansativo e aborrecido, e por fim, não podia deixar de ser dito, pela seca de títulos que implantou no FC Porto. O jogo de cadeiras começa então com a chegada do treinador ex-Braga e ex-Sporting, José Peseiro.

Peseiro tem um mês dificil pela frente Fonte: FC Porto
Peseiro tem um mês difícil pela frente
Fonte: FC Porto

É tempo de mudar a mística que Lopetegui enraizou no FC Porto. A massa adepta está muito descontente com os mais recentes resultados, o ressabiamento começa-se a instalar e os críticos ao presidente e à estrutura começam a aparecer. Nem tudo é mau neste novo Porto: apesar de José Peseiro não ser a principal preferência dos aficionados portistas, a verdade é que o treinador português, em pouco tempo de trabalho e com muitas mexidas no plantel, conseguiu colocar novamente o FC Porto no rumo das vitórias. Que este mês curtinho que se segue seja o virar do rumo dos acontecimentos.

No dia em que o mercado encerra, o Futebol Clube do Porto decide arrumar a casa ao vender um dos maiores flops da história do clube ao Stoke City. Imbula fez 21 jogos pelos dragões, apelidado pelo seu antigo treinador Julen Lopetegui de “Ferrari”, não fez qualquer golo pela equipa principal dos dragões. A compra mais cara do futebol português parte para Inglaterra sem deixar saudades no seio da família portista. Destaque ainda para a inclusão no plantel de Marega, Suk e José Sá, assim como o afastamento de Cristian Tello e Osvaldo. Na calha para a porta de saída encontra-se também Raúl Gudiño, que é apontado como o próximo guarda-redes do Paços de Ferreira.

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Peseiro diz que acredita que os portistas podem ainda este ano ver o clube a ganhar títulos. Com a vitória no Estoril, dá para entender que ainda falta muito caminho pela frente, mas sobressai o desejo insaciável de vencer por parte da equipa, ao virar num campo difícil um jogo muito complicado.

Com tanto movimento com saídas e entradas de treinadores e jogadores, e com resultados que deixam muito a desejar, o FC Porto parte para Fevereiro com uma esperança renovada, com os resultados positivos a aparecer e com uma nova mística a surgir. É tempo de voltar a devolver a todos os adeptos a vontade de ir ver os jogos ao estádio e a alegria de ver o clube a ganhar e a jogar bem.

Avista-se um Fevereiro difícil com deslocações à Luz e a Barcelos, e ainda os jogos com o Borussia Dortmund para a Liga Europa, mas é também neste mês que reside a esperança, bem como as decisões importantíssimas que irão delinear traços fundamentais para o resto da época.

Foto de Capa: Blog Dragon Tour