Recentemente, a CAF, Confederação Africana de Futebol, divulgou através de um comunicado oficial os nomeados para o prémio de melhor jogador africano do ano e, necessariamente, ao olharmos para os nomeados, o destaque irá para a influência portuguesa nesta nomeação, através de três nomes: Gelson Dala (Rio Ave/Sporting), juntamente com Yacine Brahimi e Moussa Marega, ambos do FC Porto. Contudo, a concorrência acaba por ser pior que feroz, dificultando assim (e muito) a vida aos “nossos jogadores”.

De facto, nomes como o de Sadio Mané, Aubameyang, Mahrez, Salah, entre outros, fazem com que este prémio se torne, praticamente, uma miragem, quer para Marega, quer para Brahimi (independentemente do excelente ano que ambos fizeram); se olharmos para os números, a disputa acaba por ser, de certa forma, desproporcional. Na Premier League, assistimos ao domínio da dupla Salah/Mané, somando entre eles, naquela competição, 34 golos, em 2018; já para não referir a brilhante campanha do Liverpool na Champions, liderada por estes dois candidatos.

Ainda em território inglês, temos Aubameyang (20 golos na Premier League, em 2018) e ainda Mahrez (11 golos). Por outro lado, temos os “portugueses”: Marega possui um registo considerável, com 13 golos na Liga NOS, no presente ano, apesar de, nesta época, o destaque do maliano acaba por ser os golos na Champions (já leva 4); já o argelino, ao longo do ano, leva “apenas” 7 golos na Liga NOS.

Marega tem sido o destaque do FC Porto na presente edição da Champions League
Fonte: FC Porto

Em termos de troféus, como sabemos, Marega e Brahimi conquistaram, em 2018, o título de campeão nacional e a Supertaça; já os candidatos mais mediáticos, pouco acrescentam a nível de títulos: Liverpool (apesar da época brilhante), Arsenal e Leicester acabaram por não vencer nenhuma das competições que disputaram (apenas Mahrez, já pelo Manchester City, venceu a Supertaça inglesa).

Portanto, depois desta análise, conclui-se que a possibilidade dos portistas vencerem este prémio acaba por ser insustentável, não só devido aos números astronómicos de outros candidatos, como também pela “descriminação” que ambos sofrem por jogarem num campeonato não tão atrativo, como é o caso do português.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Comentários