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É um FC Porto demolidor aquele que se tem apresentado nesta pré-época que agora findou. A mesma equipa, com novos processos, novos automatismos e, invariavelmente, novas dinâmicas. Tudo isto adquirido ao longo de trinta dias intensos de árduo trabalho físico e tático, na busca e implementação de uma nova ideia que devolva ao FC Porto o poder futebolístico que foi assegurando e posteriormente perdendo ao longo dos anos.

Trata-se, pois, de um processo de revitalização de um clube que transparecia um certo adormecimento e, até, uma acomodação da qual não conseguiu sair face às imensas e sucessivas conquistas que foi conseguindo. A primeira fase está, então, concluída, com nota positiva de acordo com o que foi possível observar. Desde logo, o resgate essencialmente emocional de alguns ativos que estavam emprestados (e pareciam, consequentemente, não contar para o clube) e que surgem, neste arranque de época, como autênticas mais valias, permitindo um certo comodismo na hipotética necessidade de ir ao mercado.

O FC Porto tem outra dinâmica em 2017/18 Fonte: FC Porto
O FC Porto tem outra dinâmica em 2017/18
Fonte: FC Porto

Esse é, naturalmente, um mérito que deve ser atribuído a Sérgio Conceição, o homem responsável pela renovação da crença dos adeptos. Em tão pouco tempo conseguiu colocar a sua equipa a jogar…à sua imagem, que é, inquestionavelmente, a imagem do que deve ser uma equipa a que todos gostamos de apelidar à Porto. De entre as muitas mudanças que saltam hoje à vista, gostaria de destacar o aproveitamento de um sistema tático que já estava minimamente rotinado, oferecendo-lhe uma nova dinâmica, capaz de permitir ao FC Porto maior objetividade, pragmatismo e celeridade no seu futebol.

Porém, este 4-4-2 de Sérgio Conceição, ainda que com um onze base que dá mostras de ter já altos índices de entrosamento, revela alguns problemas (naturais) que, creio, serão alvo de resolução ao longo do tempo…e dos jogos. Falo, essencialmente, do problema que tem sido o momento da organização defensiva da equipa, principalmente quando a pressão alta que Sérgio tem exigido não funciona e o adversário consegue ultrapassar essa primeira linha. Vai-se ainda notando um certo fosso entre a linha defensiva e as peças mais recuadas do meio campo, que também ajudam nessa pressão em bloco.

Estes e outros problemas, que vão esfriando um pouco o entusiasmo que vem sendo nota dominante nesta pré época, não sugerem, para já, um estado de alerta, mas serão, com certeza, aspetos prioritários que Sérgio terá em conta e tratará de resolver o quanto antes. A confirmar, já na próxima quarta feira.

Foto de Capa: FC Porto

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