Falam, falam, falam, mas eles não fizeram nada | FC Porto

    FC Porto Cabeçalho

    Os últimos cinco jogos do Arsenal para aqui, os últimos cinco jogos do Arsenal para ali. Os 21 golos em cinco jogos do Arsenal para ali, os 21 golos em cinco jogos do Arsenal para acolá. Muito se falou da máquina de golos que os gunners tinham decidido ser em 2024. Pouco se falou dos cinco jogos em casa anteriores do FC Porto e das cinco folhas limpas dos dragões nessas partidas.

    Muito menos se falou da capacidade que Sérgio Conceição e os azuis-e-brancos têm tido, de forma recorrente, para responder tática e estrategicamente ao poderio técnico dos adversários de maior renome na Liga dos Campeões. Foi assim com a Juventus há não muito tempo, por exemplo, e voltou a ser assim frente a um dos três candidatos ao título da Premier League.

    Os dragões fecharam praticamente todos os caminhos para a baliza. Fecharam bem os corredores, com os laterais a terem sempre muito apoio, fecharam o espaço entrelinhas, com Alan Varela a fazer uma partida de excelência sem bola, compactaram o bloco, subindo-o um pouco para condicionar a saída com bola do Arsenal, e, apesar de com isso deixarem espaço nas costas do bloco, souberam lidar com essa profundidade, com Otávio e Pepe a mostrarem muita solidez.

    Francisco Conceição Alan Varela FC Porto Santa Clara
    Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

    Com bola – que os dragões tiveram por 38% do tempo -, os portugueses foram muito criteriosos e pragmáticos, com destaque para a fluidez que Nico dá ao jogo com bola do FC Porto (nota-se a escola barcelonista) e para o ímpeto no 1×1 de Galeno, que só finalizou com sucesso uma vez, mas criou perigo diversas vezes.

    O FC Porto soube o que tinha de fazer para vencer e não se aventurou a ser o que não poderia ser frente a este Arsenal. Sabia que ia ter menos bola, mas soube ter melhor bola e o golo ao cair do pano foi a cereja no topo de um bolo confecionado com pouco fermento, mas farinha suficiente para ser sólido.

    BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

    FC Porto

    Sérgio Conceição:

    “Dedico a vitória à minha mãe, que partiu há 30 anos”.

    “Estou muito satisfeito por aquilo que foi o trabalho dos nossos jogadores a interpretar o plano de jogo, frente a uma equipa que tem jogadores acima da média a nível ofensivo e defensivo”.

    “Não permitimos remates enquadrados ao Arsenal”.

    “Estudámos os cantos fechados do Arsenal”.

    “Não permitimos espaço entrelinhas”.

    “Andámos num bloco baixo, médio-baixo”.

    “Depois da recuperação de bola, tivemos uma ou outra saída com bola de qualidade, outras nem tanto, mas eles também são muito fortes na reação à perda”.

    “Eles quiseram jogar, nós quisemos ganhar”.

    “Vi muitos jogos do Alan Varela no Boca Juniors e era completamente diferente. Há trabalho a fazer, ele tem evoluído de uma forma fantástica”.

    “Ainda não tive feedback sobre a lesão do Wendell”.

    “Indicámos as mesmas coisas aos nossos laterais”.

    “Dissemos ao Varela para fechar muito o espaço por dentro, para não haver espaço entrelinhas”.

    “O treinador adversário vem de uma escola que privilegia a posse de bola”.

    “A posse de bola tem a ver com aquilo que se faz com ela”.

    “A forma como nós defendemos diz-nos muita da forma como vamos atacar”.

    Arsenal

    Mikel Arteta:

    “Fiquei muito dececionado pela forma como entregámos o jogo no final”.

    “Não criámos muito, mas vamos aprender com isso”.

    “Entregámos a bola três vezes da mesma forma, não pode ser”.

    “O melhor dos meus jogadores hoje foi a atitude”.

    “O FC Porto defendeu bem, mas em algumas ocasiões não finalizámos bem”.

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    Márcio Francisco Paiva
    Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
    O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.