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Segunda jornada da Taça da Liga, o Porto deslocou-se a Famalicão para cumprir mais um jogo numa prova em que estava quase eliminado. Do quase passou-se para o certo e com a 3.ª derrota em 2016 o Porto diz adeus à Taça da Liga.

Rui Barros apostou numa equipa com jogadores menos utilizados e também com reforços da B. Os Dragões alinharam com Helton, José Ángel, Lichnovsky, Maicon, Victor García, Sérgio Oliveira, Rúben Neves, Imbula, André Silva, Varela e o estreante Suk. É de notar a ausência de Tello, que deve estar de saída, e também a solução para o lado esquerdo, André Silva. O avançado centro foi utilizado descaído para a esquerda, ficando Suk com o centro, jogando a equipa numa espécie de 4-1-3-2.

Os azuis e brancos foram mais dominadores na primeira parte, ficando a distribuição de jogo a cargo de Rúben Neves (porque deixou de ser solução para Rui Barros?!). Os grandes desiquilibradores ofensivos foram os laterais V. García e José Angél, que conseguiriam manter os Dragões com bastante tónica ofensiva na primeira parte. O Porto esbarrou sempre com um Famalicão fechado, recuado, e que deixou pouco espaço no miolo, e, claro, os portuenses pouco perigo conseguiram criar. Não foi uma má primeira parte portista, até porque se trata de um onze pouco habituado a jogar em conjunto, mas o Porto nunca deu a ideia de estar perto do golo, e isso dá muita confiança ao adversário – é fácil parar o Porto! Aos minutos 27 e 42 os Dragões podiam ter marcado por André Silva e pouco mais há a dizer do primeiro tempo. Nota para Suk, que esteve bastante móvel no ataque.

Os jogadores do FC Famalicão é que fizeram a festa Fonte: FC Porto
Os jogadores do FC Famalicão é que fizeram a festa
Fonte: FC Porto

No segundo tempo houve mais do mesmo em relação ao Porto, estando o Famalicão mais atrevido no ataque. E basta isto; basta o adversário ameaçar um pouco que a moral portista começa a desmoronar e o jogo colectivo a desaparecer. Aos 59’ a pouca moral que havia desapareceu: Helton comprometeu e o Famalicão abriu o marcador. De seguida sai Rúben Neves (59’), que era dos melhores e é dos poucos que sabe ler o jogo em todos os momentos, e entra Corona; Imbula foi a segunda substituição aos 66’ por Francisco Ramos (capitão da equipa B). Este Porto parece um navio enorme, gigante, a meter água por todos os lados, e quem entra no jogo traz um balde e tenta salvá-lo. Até ao fim houve mais umas tentativas de ataque (o Porto nunca criou muito perigo), ficando a nota para o cabeceamento de Suk à barra (86’). Mais uma derrota, a terceira em 2016.

Que triste é ver o nosso clube assim! A Taça da Liga não é uma competição ao nível das restantes mas cada vez que o Futebol Clube do Porto entra em campo exige-se brio, profissionalismo e esforço para a vitória.

Muito há a dizer sobre a mudança de treinador e até de jogadores mas fico só com algumas notas. Espero que os jogadores da Equipa B não reforcem este Porto até ao final da época. Os atletas não merecem ser arrastados para este marasmo quando praticam um grande futebol na 2.ª Liga e esta depressão não os deve afectar por forma a entrarem cabisbaixos na próxima. Rúben Neves tem de ser aproveitado e utilizado. A displicência de certos jogadores mostra que os jogadores não acreditam em si nem no sucesso da equipa. O navio está à deriva, e nós só queríamos que alguém tivesse força e navegasse à bolina!

Muito há a mudar e a dizer; fica para as próximas semanas!

A Figura:

Victor García – Esteve bem, apoiou o ataque e não comprometeu na defesa.

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela – Esteve em campo? Pouco se viu, não faz a diferença.

Foto de Capa: FC Famalicão

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