A CRÓNICA: FC PORTO ARRANCA VITÓRIA A FERROS DEPOIS DE UMA GRANDE PRIMEIRA PARTE

O Famalicão recebeu, hoje, o segundo classificado da época transata, FC Porto, para um duelo que tem sido escaldante desde que os famalicenses subiram à Primeira, embora o histórico de encontros favoreça os “azuis e brancos”.

Este duelo também marcou o regresso dos adeptos minhotos ao Estádio Municipal de Famalicão e as bancadas estiveram bem preenchidas. Ivo Vieira fez três alterações face ao onze inicial derrotado pelo Gil na primeira jornada – saíram Gustavo Assunção, João Neto e Geovani e entraram Penetra, Pepê e Ivan Jaime.

Do outro lado, Sérgio Conceição mexeu na posição de lateral esquerdo – saiu Zaidu e jogou Manafá – e no meio-campo, onde a surpresa foi a ausência de Sérgio Oliveira em detrimento de Uribe, ou seja, Bruno Costa repetiu a titularidade.

A primeira parte, face ao que já tinha acontecido no primeiro jogo dos dragões para o campeonato, foi de absoluto domínio dos portistas, com uma ou outra tentativa tímida do Famalicão de aproximação à baliza de Diogo Costa.

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O FC Porto conseguiu jogar à vontade e de forma confiante por todo o campo, de destacar a rapidez de reação à perda da bola que está a ser ótimo para o plano de jogo do técnico portista e que enaltece o que Petit disse na antevisão ao jogo que terá amanhã frente ao Marítimo: “apanhámos o Porto mais forte dos últimos 4 anos”.

No regresso dos balneários, chegou um FC Porto a meio gás e um Famalicão com muita vontade de melhorar a imagem deixada na primeira metade da partida.

Os azuis e brancos deixaram de ser capazes de penetrar a defensiva minhota com passes em profundidade, como aconteceu nos dois golos de Toni Martinez, e o conjunto da casa assumiu mais o jogo e conseguiu até mesmo reduzir a desvantagem com um bom golo de Riccieli de cabeça após um excelente cruzamento de Diogo Figueiras.

A FIGURA
FC Porto Toni Martínez
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Toni Martinez – Mais uma boa demonstração da veia goleadora que o espanhol tem. Só precisou de um ensaio para os próximos dois irem parar aos fundo das redes de Luiz Junior. Parece ter percebido o que deve fazer neste sistema tático e ameaça ser a “contratação da época portista”. 

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Batubinska – O francês ainda se está a adaptar ao futebol português, mas hoje mostrou debilidades defensivas, nomeadamente a nível do posicionamento no segundo golo e más decisões com bola durante maior parte do encontro.

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

 

Ivo Vieira apostou em três centrais e com laterais subidos de forma a contrariar a forte presença do Porto a meio-campo. A contenção defensiva que um sistema destes requer, no entanto, não foi benéfica ao conjunto minhoto que conta com defesas fortes, mas lentos a recuperar posiocionalmente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Junior (5)

PenEtra (5)

Riccieli (6)

Barubinska (4)

Figueiras (6)

David Tavares (6)

Pêpe (5)

Rúben Lima (5)

Ivo Rodrigues (4)

Ivan Jaime (6)

Bruno Rodrigues (5)

SUBS UTILIZADOS

 Pablo (6)

André Ricardo (-)

Geovani (-)

João Neto (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Mais do mesmo do lado portista com Sérgio a apostar forte nos passes a rasgar a defesa famalicense e com os atacantes a tentarem movimentações muito verticais para poderem aproveitar a lentidão dos centrais do Famalicão. Defensivamente, a ordem era que, tanto Pepe como Mbemba priviligiassem a intercepção de passes para poderem dar início a ataques rápidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (5)

Manafá (4)

Mbemba (6)

Pepe (6)

João Mário (5)

Luis Diaz (5)

Uribe (5)

Bruno Costa (5)

Otávio (7)

Toni Martinez (8)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Chico Conceição (5)

Zaidu (4)

Sérgio Oliveira (-)

Evanilson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: O Famalicão teve dificuldades em defender a profundidade principalmente durante a primeira parte. Como corrigiu isso e considera que é culpa dos centrais na medida em que foram algo lentos na abordagem aos dois lances de golo?

Ivo Vieira: “No futebol a melhor forma é arranjar culpados para tudo. Aqui não há culpados, aqui há um jogo de futebol, uma equipa que pode ganhar, empatar ou perder. Era um momento do jogo que trabalhamos e sabíamos que ambos avançados do FC Porto procuravam a profundidade tanto pelo ar como pelo chão. Infelizmente não interpretamos bem os lances.” 

FC Porto

BnR: A pressão e a clareza nas movimentações e nos passes do Porto decresce substancialmente da primeira para a segunda parte. Isso tem a ver com o facto de chegar cedo à vantagem e pedir mais contenção aos jogadores para a segunda metade ou prende-se com o cansaço acumulado da pré-epoca?

Sérgio Conceição: “Não, tem que ver também com a reação no adversário, que sem fazer muito no seguimento de uma bola parada faz o golo. Alguns erros que cometemos, e obviamente que vocês viram a primeira parte que fizemos, acho que estava 30 graus hoje, as despesas vêm sempre para quem quer atacar e jogar, não tanto para quem defende. Tivemos uma dinâmica muito interessante na primeira parte, iniciamos a segunda com o jogo controlado. Não podemos é depois fazer erros infantis que permitem dar moral ao adversário.”

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