A CRÓNICA: DESATENÇÃO PORTISTA REFLETIU-SE EM FELICIDADE DO FAMALICÃO

O Futebol Clube do Porto partiu para Famalicão ciente das dificuldades que ia passar no Estádio Municipal de Famalicão. A equipa famalicense ultrapassava um mau momento aquando da paragem por causa da pandemia, no entanto esperava-se uma equipa revigorada e a fazer lembrar o Famalicão das primeiras jornadas desta edição de jogo. Tendo isto em conta, o Porto entrou em campo sem ideias de facilitar a vida aos pupilos de João Pedro Sousa e a pressão exercida pelos dragões ficou logo notória nos primeiros minutos de jogo. Isto aliado aos passes em profundidade, maioritariamente para Marega no centro para a ala direito do meio-campo ofensivo mostraram-se perigosos. O Famalicão quis-se manter fiel aos seus princípios de jogo, mas com esta tática implementada pelos azuis e brancos, tornou-se algo complicado. A eficácia e consequentes golos só chegaram na segunda parte. O Porto facilitou e o Famalicão não perdoou. Os dois golos do Famalicão, primeiro por intermédio de Fábio Martins e depois por Pedro Gonçalves, anularam o golo do empate de Corona e o momento de crescendo portista. A liderança do FC Porto ficou, desta forma, à mercê do resultado do duelo entre SL Benfica e CD Tondela. Esperou-se muito tempo pelo recomeço do campeonato e não se poderia ter pedido um recomeço mais escaldante.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
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Defendi – É certo que errou, mas se não fosse este elemento dos famalicenses, o resultado poderia muito bem ter sido outro. Grandes defesas na primeira parte preveniram um resultado desfavorável ao conjunto de João Pedro Sousa e permitiram que os seus pupilos entrassem na segunda-parte a sonhar com um bom resultado.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Marchesin – Ofereceu o primeiro golo a Fábio Martins e esteve francamente mal no segundo golo do Famalicão. O guarda-redes que, no início do campeonato, entusiasmou os adeptos portista, começa a ver esse entusiasmo desvanecer e hoje, pareceu que não estava focado no jogo.

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO 

A equipa de João Pedro Sousa é fiel à sua ideia de jogo. Não prescindiam de ter a bola no chão e também não se importavam de passar para trás para depois poder construir com calma.  A novidade foi talvez Fábio Martins a jogar no meio-campo ao invés de Gustavo Assunção. Com o criativo português em campo, notou-se mais movimentações no meio-campo, mas ficou a faltar estabilidade e músculo para aguentar a pressão portista. Na segunda-parte, uma oferta do guardião portista motivou os famalicenses para agarrarem o resultado, apesar do maior caudal ofensivo do Porto.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÔES

Defendi (8)

Ivo Pinto (7)

Roderick (6)

Nehuen Perez (6)

Centelles (6)

Fábio Martins (7)

Lameiras (5)

Racic (7)

Pote (7)

Diogo Gonçalves (6)

Toni Martinez (6)

SUBS UTILIZADOS 

Patrick William (6)

Guga (6)

Walterson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

A ideia parecia clara desde o início. Atacar as fragilidades do Famalicão. Uma frase simples, mas algo complicada de executar, já que o conjunto famalicense não tem muitas. Atacar a profundidade, procurando por movimentações de Marega na frente de ataque do centro para a direita do terreno ofensivo e pressionar os criativos centrocampistas do Futebol Clube de Famalicão. Tal foi até bem sucedido, mas faltou alguma eficácia. Esta ideia de jogo desvaneceu depois do primeiro golo do Famalicão. Depois deste primeiro tento, os azuis e brancos optaram por apostar mais nos cruzamentos e na forte presença de avançados na grande área, mas a defensiva do Famalicão esteve sempre à altura.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÔES

Marchesin (4)

Manafa (5)

Mbemba (5)

Pepe (6)

Corona (7)

Luis Diaz (7)

Danilo (7)

Sérgio Oliveira (6)

Otávio (6)

Tiquinho (5)

Marega (5)

SUBS UTILIZADOS

Zé Luis (5)

Aboubakar (-)

 

 

 

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