fc porto cabeçalho 2

O FC Porto deslocou-se neste fim de tarde à tão ilustre Mata Real, campo que nos remete para memórias de um passado recente onde reinaram os momentos de felicidade. Hoje não foi um desses dias. Começa mal a “pré-época” para o FC Porto e os seus jogadores. Mais um jogo muito esforçado, mais um dia cheio de azar, mais uma confirmação da perda de qualidade evidente da mística portista.

Os dragões apresentaram algumas novidades no onze. Iniciaram o jogo: Casillas, Chidozie, Martins Indi, Layún, Maxi Pereira, Sérgio Oliveira, Danilo Pereira, Herrera, Corona, Varela e Suk. Destaque para as ausências de Aboubakar e Brahimi. Do lado dos homens da Capital do Móvel, começaram: Defendi, Hélder Lopes, Fábio Cardoso, Ricardo, Bruno, Marco Baixinho, Pelé, Minhoca, Osei, Diogo Jota e Bruno Moreira.

A primeira parte foi bem conseguida por parte do FC Porto. Muita posse de bola e muito pragmatismo não foram suficientes para desbloquear o marcador. Assistiu-se a um primeiro tempo onde o meio-campo funcionou na perfeição, com boas dinâmicas entre Danilo, Sérgio Oliveira e Layún, mas com a frente de ataque muito desinspirada. Corona esteve muito irregular e pouco entrosado com os processos ofensivos, viu-se um Varela que foi menos um durante o jogo inteiro e um Suk muito trapalhão e displicente no que tocou às suas decisões. Apesar da má produtividade ofensiva, o FC Porto, graças aos remates de longa distância e à flagrante ocasião de Corona, acaba a primeira parte com nove tentativas de golo, contra um Paços pouco esclarecido e muito resguardado. Os homens que se vestiam de amarelo vão para o intervalo sem fazer qualquer remate, e com uns modestos 35% de posse de bola.

Ao intervalo José Peseiro troca Corona por Brahimi, que não trouxe nem mais nem menos que o mexicano à partida. O segundo tempo conta uma história diferente. Começa bem o FC Porto com Brahimi e Sérgio Oliveira a terem boas oportunidades para marcar, mas é a equipa de Jorge Simão que, com uma alteração, altera por completo o rumo dos acontecimentos: torna-se mais atrevida. Sai Minhoca, entra Cícero, o bloco pacense sobe no terreno e Bruno Moreira finalmente deixa de estar desapoiado no ataque. Durante cinco minutos o Paços fez tremer os azuis e brancos; no entanto, é Sérgio Oliveira que com um remate fulminante quase faz balançar as redes do Paços, não fosse Defendi, o melhor em campo, a fazer uma das defesas do campeonato. Fábio Veríssimo também quis dar um ar da sua graça. A sua tremenda competência volta ao de cima ao não assinalar, em apenas um minuto, um penálti a favor do FC Porto e um segundo amarelo a Chidozie.

Avizinhava-se mais um empate. A “tremideira” instala-se, e com um erro absurdo do melhor assistente do campeonato, Miguel Layún, o Paços, numa jogada de envolvimento na lateral direita, descobre o miúdo-pérola Diogo Jota, que fuzila a baliza de Casillas. Com muito esforço e pouco engenho, mais uma vez o FC Porto fez de tudo para chegar novamente ao empate, mas por duas vezes Defendi voltou a negar as tentativas de André Silva e Suk.

Jogo dominante do FC Porto, melhor em todos os capítulos menos no mais importante, o da finalização. Encontrou um Paços de Ferreira retraído, mas que soube aproveitar uma das poucas chances que teve, e acaba por ser condecorado com uma derrota injusta, que nada traduz o que se passou durante os 90 minutos.

Mais uma desilusão para os adeptos, mais uma derrota. As estatísticas não mentem: 20 tentativas de golo contra 4, 61% de posse contra 39%, 14 cantos contra 1. Esta equipa já não merece estas humilhações ridículas, e também não é digna de tanto azar. Apesar de o futebol praticado não ser o mais requintado, o FC Porto fez mais do que o suficiente para vencer o encontro. Precisa-se de avançados, dribladores e mágicos urgentemente na Invicta.

A Figura:

Sérgio Oliveira. Este jovem jogador está a crescer de jogo para jogo. Dinâmico, rematador, oportuno e destemido, não tem problemas em assumir o miolo portista nas manobras ofensivas, e foi dos pés dele que neste jogo saíram as melhores ocasiões de golo. É importante também não deixar de fazer referência ao extremo Diogo Jota, que mais uma vez demonstrou o porquê de o Atlético de Madrid o ter contratado.

 

O Fora-de-Jogo:

Silvestre Varela. Não apareceu em jogo. Perdas de bola sucessivas, más decisões e um estado de espírito pouco ambicioso resumem bem a exibição do extremo português.

Foto de Capa: FC Porto

Comentários