Terminou a espera para o imenso mar azul que se deslocou ao Dragão sedento de voltar a ver os campeões nacionais a desfilar no relvado. E bem assim, numa já habitual festa de apresentação pintada em tons de azul e branco, os artistas lá se foram reunindo no centro do terreno. O público, esse, não calou a euforia à medida que os nomes dos heróis iam ecoando dos altifalantes do estádio. Aqui, particular destaque para as enormes ovações dispensadas a Casillas, Telles, Herrera, Brahimi ou Marega, não sem um bruaaa especial para o grande obreiro do feito que fora o título conquistado na época passada: Sérgio Conceição.

Do desfile propriamente dito salta à vista a nomeação de 26 jogadores, com a particularidade de neste lote se incluírem jogadores como Bruno Costa, Adrián Lopez, André Pereira e Marius. De resto, todos os disponíveis foram a jogo, exceto os lesionados José Sá, Mbemba e Danilo. Desse constante reboliço de alterações ressentiu-se, naturalmente, a qualidade do jogo.

Sérgio Conceição aproveitou o duelo com os magpies para aprontar o onze que deverá disputar a Supertaça, dentro de uma semana, diante do CD Aves. Assim, Herrera dispôs de tempo de jogo para adotar algum ritmo competitivo e, na disputa individual por um lugar na direita do ataque, Otávio parece partir em vantagem em relação a Corona. Ainda na direita, mas no setor defensivo, as dúvidas subsistem: Maxi ou João Pedro? O uruguaio jogou de início e permaneceu em campo durante cerca de uma hora e, a fazer fé nas recentes declarações de SC, parece partir na pole position.

O jogo entre FC Porto e Newcastle serviu também para homenagear Bobby Robson
Fonte; FC Porto

Na base da decisão da escolha do adversário para este jogo de apresentação, para além de aludir a uma bonita e merecida homenagem a sir Bobby Robson, deve ter tido muito a ver o facto de este Newcastle United FC ser, em termos estratégicos, a equipa mais portuguesa da Premier League. O bloco baixo no momento defensivo e as rápidas saídas para o ataque, ilustra na perfeição as dificuldades com que os dragões terão de se bater ao longo da época que agora inicia.

Além de tudo isso, uma monstruosa exibição do guardião Dubravka não permitiu que os azuis e brancos aliassem uma exibição globalmente positiva a um resultado do mesmo género. Em todo o caso, se por algum motivo o guarda redes não estivesse lá para defender, os postes e a trave faziam o mesmo trabalho, já que evitaram por duas vezes os festejos, primeiro a Sérgio Oliveira e depois a Soares.

Na impossibilidade de obter um resultado mais condizente com a qualidade da exibição, sobrou aos portistas a consciência de que a equipa aparenta estar preparada para disputar a Supertaça no próximo sábado. Os mecanismos vão, aos poucos, sendo restabelecidos e as dinâmicas relembradas. A chama do dragão ainda não arde com a força de outros tempos mas isso parece, apenas e só, uma questão de tempo.

FC Porto: Casillas, Maxi, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Herrera, Otávio, Brahimi, Marega e Aboubakar.

Jogaram ainda: Soares, Corona, Fabiano, Corona, Óliver, Hernâni, João Pedro, Chidozie, André Pereira, Adrián Lopez, Bruno Costa, Vaná e Marius.

Newcastle United FC: Dubravka, Clark, Diame, Dummett, Joselu, Lascelles, Murphy, Ayoze Pérez, Ritchie, Shelvey e Yedlin.

Jogaram ainda: Armstrong, Atsu, Darlow, Gayle, Hayden, Ki, Lonsgtaff, Manquillo, Roberts, Schar, Sterry e Yarney.

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