a minha eternidade

O Futebol Clube do Porto venceu a Académica de Coimbra, num jogo a contar para a 29ª jornada da Liga Portuguesa. A soma destes três pontos permite aos dragões manter a distância para o Benfica na luta pelo título de campeão nacional, antes de uma visita de importância suprema ao Estádio da Luz (uma partida com cariz decisivo na atribuição do ceptro futebolístico português).
Os portistas jogaram no seu esquema habitual, o 4x3x3, actuando de início Fabiano como guarda-redes; Jose Angel, Alex Sandro, Reyes e Ricardo no quarteto defensivo; meio-campo a três com Rúben Neves como pivot defensivo e Campana e Evandro como interiores; o trio de ataque foi composto por Hernâni, Quintero e Aboubakar.

Esta partida não foi bem conseguida. As inúmeras alterações explicam uma qualidade de jogo inferior ao que vem sendo apanágio esta época, tendo os jogadores habitualmente suplentes demonstrado que não têm rotinas de movimentação bem calibradas. Este desafio decepcionante no que há qualidade futebolística diz respeito, tem essa atenuante justificadora. Mais do que empreender uma rotatividade na preparação de um jogo específico, que normalmente consiste em mudar no máximo três jogadores de campo por posição, Lopetegui pretendeu fazer descansar os atletas mais utilizados e cansados (fazendo entrar nove habituais suplentes), dando assim primazia ao confronto europeu com o Bayern de Munique e preservando também o físico dos atletas para a deslocação à Catedral benfiquista.

Devo ressalvar que concordo inteiramente com esta estratégia utilizada pelo basco de dar uma importância maior à competição internacional, prova onde verdadeiramente se imortalizam jogadores e instituições. Na minha óptica, ainda podia ter ido um pouco mais longe, com a utilização de Gonçalo Paciência como avançado centro em detrimento de Alex Sandro (que neste jogo actuou como central), recuando Quintero para médio e fazendo baixar Rúben Neves ou Campana para uma adaptação pouco comum.

Hernâni foi o melhor jogador em campo Fonte: FC Porto
Hernâni foi o melhor jogador em campo
Fonte: FC Porto

As três mexidas no jogo efectuadas pelo treinador espanhol fizeram introduzir outros tantos elementos importantíssimos na estabilização e melhoria da performance colectiva da equipa. Aos 59 minutos entrou em campo Marcano (que recuou para central) para o lugar de Quintero (atleta que não demonstra todo o seu potencial a jogar a partir de uma faixa.). Óliver foi lançado no lugar de Campana (o que permitiu à equipa um critério de passe/posse tranquilizante). Por fim saiu Aboubakar (que até assistiu para golo mas não esteve exuberante) para a entrada de Jackson (com o intuito de matar o jogo para os da casa, o que não conseguiu em duas ocasiões flagrantes).

A Figura:

Hernâni – Jogo de excelência do extremo. A técnica de cruzamento e capacidade de finta quando se situa perto da linha já estavam identificadas desde o tempo em que representava o Vitória de Guimarães. A capacidade para invadir zonas interiores individualmente em progressão com a bola controlada para posterior finalização não tinha sido, até este jogo, tão esplendorosa. Mas até nessas zonas e movimentações o avançado se evidenciou. Para o ano pode discutir a titularidade.

O Fora-de-Jogo:

Diego Reyes – Apesar de outros elementos também não se terem apresentado com grande qualidade, como Quintero e Alex Sandro, o mexicano não tem a atenuante de ter actuado fora da sua melhor posição. O colombiano (tradicional número dez) laborou como extremo direito e pouco perigo originou. O brasileiro (lateral de raiz) jogou como defesa central, cometendo um erro na primeira fase de construção que originou uma excelente oportunidade de golo para os estudantes. Apesar de Reyes ter feito alguns cortes importantes, perdeu duelos em zonas sensíveis que o obrigaram a efectuar faltas perigosas. Esteve também inseguro naquilo que habitualmente faz melhor, a saída de bola em progressão ou passe. Num jogo em que até foi capitão, não transmitiu muita confiança ao sector mais recuado.

Foto de Capa: FC Porto

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