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O FC Porto iniciou a sua participação na Taça da Liga, competição que nunca venceu, frente ao CD Santa Clara, reeditando o jogo que já tinha ocorrido no domingo a contar para a Liga NOS. Numa partida, que ambos os treinadores aproveitaram para fazer algumas alterações, dando descanso a alguns dos atletas mais utilizados e meter em campo outros com menos minutos. Sendo assim, do lado dos dragões há que destacar a titularidade de Fábio Silva, jogador mais jovem de sempre a titular pelos azuis e brancos, de Diogo Costa, 1º desafio da carreira na equipa principal do emblema da invicta, de Diogo Leite, de Bruno Costa e de Nakajima, que somou os primeiros minutos após o polémico final contra o Portimonense SC. Já no lado dos açorianos há que destacar o 1º jogo do guarda-redes André Ferreira pelos insulares, assim como as introduções de Guilherme Schettine ou de Lincoln, que chegou este Verão com alguma cotação.

Quanto ao esquema tático, o clube de Sérgio Conceição alinhou num 4-4-2, no entanto no momento ofensivo a dinâmica variava, já que Mbemba, na maioria das vezes, ou Bruno Costa recuavam até aos centrais e faziam uma linha de 3, para que assim possibilitasse a subida dos laterais. Por outro lado, a equipa de João Henriques alterou a sua formação relativamente à partida para o campeonato, alinhando desta vez num 4-4-2 e na transição defensiva, por vezes, formava uma linha de 5 no meio campo, fixando-se assim num 4-5-1.

A partida iniciou com o FC Porto a tentar assumir o controlo do jogo e prova disso são os dois remates de Nakajima nos primeiros oito minutos, embora a 1º grande oportunidade do encontro tenha pertencido à formação visitante por intermédio de Pineda que isolado atirou ao lado da baliza de Diogo Costa. No seguimento, os azuis e brancos foram sempre procurando dominar o desafio, um pouco também incentivados pela forma expectante que o seu adversário atuava no terreno de jogo.

Porém, por volta dos 15 minutos, o CD Santa Clara tentou equilibrar a partida e dividir mais a posse bola, atitude essa que não conseguiu prolongar por muito tempo, uma vez que os azuis e brancos trataram de recuperar o controlo da partida. Por conseguinte, mais uma vez contra a corrente do jogo, é mais uma vez a equipa dos Açores que se aproxima do golo. Ou seja, Lucas Marques atira ao lado, num remate de ressaca de um pontapé livre, após falta de Romário Baró.

Nessa altura, o jogo tornou-se um pouco quizilento, com algumas faltas, umas mais duras do que outras, o que traduziu no 1º amarelo da partida para Schettine por ter pisado Pepe. Nos últimos 15 minutos do encontro da 1º parte, o FC Porto colecionou alguns lances de perigo junto da grande área do seu adversário. Primeiro com um remate de Soares, que o guardião André Ferreira desviou para canto e depois por Diogo Leite que falhou “à boca da baliza” um cabeceamento, após um canto. Já em cima do intervalo, o jovem central português redimiu-se do momento anterior e aproveitou um bom trabalho de Shoya Nakajima, que se livrou do seu opositor com grande classe, para tirar um cruzamento perfeito que Diogo Leite concluiu sem grande dificuldade. Desta forma, os dragões foram para o intervalo em vantagem fazendo alguma justiça ao que tinha acontecido nos primeiros 45 minutos.

Soares tenta visar a baliza de André Ferreira
Fonte: Liga Portugal

No segundo tempo, as equipas voltaram para o campo sem alterações em ambos os onzes e a partida retomou com o FC Porto a mandar no jogo procurando fazer um golo que desse outra tranquilidade. No entanto, à semelhança da 1º parte, é o CD Santa Clara que efetua a primeira grande aproximação a uma das balizas, neste caso, defendida por Diogo Costa, onde Schettine volta a ter uma chance para visar as redes do Estádio do Dragão, mas sem sucesso.

Por volta dos 60 minutos, o público do Dragão protagoniza um momento solene aplaudindo a entrada de Ukra, futebolista com passado no FC Porto, como já tem sido habitual nas suas anteriores visitas ao mesmo recinto. Situação, que não deixou amolecer os pupilos de Sérgio Conceição, que por este período, aumentaram a sua pressão sobre os jogadores insulares e tentaram assim encostar o conjunto dos Açores ao seu meio campo. Por isso, Baró tentou aproveitar esse ímpeto e aos 66 minutos atirou forte à baliza adversária sem grande sucesso, jogada que repetiu aos 70 minutos. Antes, João Henriques retirou de campo Lincoln para fazer entrar Bruno Lamas.

Na entrada para os últimos 20 minutos, há a registar mais uma ocasião de golo para o lado dos anfitriões, nos pés de Soares, que recebeu um excelente passe de Romário e disparou um remate cruzado, que passou a centímetros do poste contrário. Entretanto, Otávio entrou para o lugar de Fábio Silva, que esteve apagado, com o fim de dar mais solidez ao meio campo, mas sem retirar criatividade ao ataque do FC Porto. Minutos mais tarde, foi a vez de Zé Luís ir a jogo na vaga deixada por Tiquinho e rapidamente podia ter marcado, caso André Ferreira não se tivesse antecipado ao atacante e tirado a oportunidade ao artilheiro cabo-verdiano de fazer o gosto ao pé. Até ao final da partida, destaque ainda para a saída de Romário Baró por lesão em consequência de uma entrada dura de Fábio Cardoso, que levou amarelo, tendo o colombiano Luís Diaz suprido a sua posição. Por fim, o árbitro deu por terminado o encontro aos 94 minutos numa vitória justa do FC Porto, que sem forçar muito teve sempre o jogo na sua mão.

Onzes Iniciais e Substituições:

FC Porto: Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Alex Telles, Mbemba, Bruno Costa, Nakajima, Romário Baró (Luís Diaz, 90′) Fábio Silva (Otávio, 75′) e Soares (Zé Luís, 82′)

CD Santa Clara: André Ferreira, Rafael Ramos, Cesar, Fábio Cardoso, Mamadu Cande, Lucas Marques (Evouna, 78′), Cunha Correia, Lincoln (Bruno Lamas, 68′), Stephen (Ukra, 60′) e Schettine.

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