A CRÓNICA: DEMOROU, MAS O MURO QUEBROU

Depois de, na jornada passada, o SL Benfica ter perdido com o SC Braga e o FC Porto ter ficado a apenas um ponto dos encarnados, hoje os dragões tinham a oportunidade de chegar à liderança, ainda que provisória. Pela frente estava o Portimonense SC, 17.º classificado do campeonato, em zona de despromoção.O primeiro momento alto no Dragão surgiu ainda antes do apito inicial, com uma manifestação contra o racismo através de uma campanha promovida pela liga portuguesa.

Hugo Miguel apitou para o início do jogo e a primeira parte foi de ritmo moderado, algo que se explica facilmente pelo jogo de quinta-feira, que o FC Porto disputou na Alemanha. Apesar do domínio portista, as melhores oportunidades foram do Portimonense, com Jackson Martínez a estar, por duas vezes, muito perto do golo. Primeiro de cabeça, atirou ao lado e depois, de grande penalidade, atirou para a bancada. Do lado dos azuis e brancos, Soares teve na cabeça duas oportunidades de golo mas não as converteu. Tudo empatado a zeros na ida para os balneários.

Na segunda metade, a toada do jogo manteve-se, com a defesa algarvia a manter-se muito competente perante a pressão portista. Os dragões só conseguiram ganhar vantagem a três minutos dos 90′, através de um autêntico míssil de Alex Telles, que dá a liderança provisória ao FC Porto.

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Os dragões ficam, então, à espera do jogo do SL Benfica de amanhã.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – O defesa portista marcou a três minutos dos 90′ e decidiu a partida a favor dos dragões, num golo que foi decisivo para o FC Porto manter a pressão sobre o SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Soares – O avançado portista não esteve inspirado e falhou duas ocasiões flagrantes de golo.

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os alvinegros remeteram-se, na primeira parte, ao aspeto defensivo, procurando sair em contra-ataque por Tabata. Aproveitando as constantes subidas de Corona, o brasileiro foi o homem em destaque na primeira parte. Jackson foi o homem-alvo na frente de ataque, com duas perdidas flagrantes.

O Portimonense, na segunda metade, manteve a boa postura defensiva e tornou a tarefa portista muito difícil. Só cedeu a três minutos do final, quando Alex Telles disferiu uma bomba para dentro das redes de Gonda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (6)
Willyan (6)
Lucas Possignolo (6)
Jadson (6)
Hackman (6)
Pedro Sá (6)
Dener (6)
Henrique (6)
Bruno Tabata (6)
Jackson Martinez (6)
Lucas Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Aylton Boa Morte (6)
Bruno Costa (6)
Mohanad Ali (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto dominou durante todo o primeiro tempo, mas não conseguiu materializar as oportunidades de golo. O ataque portista baseou-se em variações de flanco para explorar as costas da defensiva algarvia. Corona foi o homem em destaque.

Na segunda parte, os dragões mantiveram a pressão, mas encontraram muitas dificuldades em perfurar a defensiva do Portimonense. Nos últimos minutos, o FC Porto apostou, sobretudo, em cruzamentos, mas foi de fora da área, numa postura totalmente ofensiva dos homens da casa, que Alex Telles resolveu a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Corona (6)
Mbemba (6)
Marcano (6)
Alex Telles (7)
Otávio (6)
Uribe (5)
Sérgio Oliveira (6)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Soares (5)

SUBS UTILIZADOS

Nakajima (6)
Zé Luís (6)
Romário Baró (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, o FC Porto atacou, na maior parte do jogo, pelas alas, tentando chegar a situação de cruzamento. Tendo em conta a quantidade de jogadores do Portimonense presentes na área e a sua estatura, acha que o processo de construção deveria ter variado mais?

Sérgio Conceição: É verdade que nos faltou uma maior presença no corredor central, o Otávio ir mais para dentro. Faltava ali um encaixe, quem explorasse as costas do Portimonense. Exploramos bem a largura, mas faltava mais jogo interior, o que não era fácil, porque os adversários, contra nós, mudam a sua estrutura habitual e isso é sinal de respeito. Não podemos esquecer que o Willyan era o terceiro central, o Hackman também estava muito colado aos centrais, uma equipa alta para o esquema das bolas paradas. A estratégia do Portimonense foi a apresentada e cabia-nos ir mudando. Ao intervalo alertei, mas as nossas ofensivas requeriam mais ações interiores para explorar depois a última fase do Portimonense.

PORTIMONENSE SC

Bola na Rede: O Portimonense entrou hoje num período complicado do calendário, onde em 5 jogos defronta o FC Porto, SL Benfica e SC Braga. É com a coesão defensiva que a equipa apresentou hoje que espera sair deste período fora da zona de despromoção?

Paulo Sérgio: Cada jogo é um jogo. Cada jogo tem a sua estratégia, as equipas não são iguais ao FC Porto, não me agarro a um sistema do princípio ao fim. Vou trabalhar a equipa para estar dentro de um conjunto de princípios que quero desenvolver, com intensidades cada vez mais altas. Vou analisar as performances individuais e a coletiva, e preparar o jogo da próxima jornada, onde temos de ganhar os três pontos.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

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