fc porto cabeçalhoMais uma vez superior ao seu rival direto, o FC Porto ganhou vantagem na eliminatória, beneficiando ainda do facto de não ter sofrido golos para entrar em Alvalade mais confortável. Soares foi quem desfez o nó que ameaçava voltar a amarrar as duas equipas. Resposta esforçada no Sporting CP na parte final do encontro não foi suficiente para evitar a segunda derrota consecutiva.

Noite fria no Dragão para receber o terceiro clássico da época entre FC Porto e Sporting CP, desta feita para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. Os dragões, moralmente superiores nos dois duelos anteriores, espreitavam a oportunidade perfeita de confirmar esse desnível entre ambos os conjuntos e, enfim, materializar em golos o domínio que se havia visto. Por seu lado, a equipa de Jorge Jesus adotou a estratégia que se esperava: jogar com o relógio e espreitar, a espaços, a oportunidade de ser feliz, sem arriscar muito, salvaguardando as costas da sua defensiva, que manteve sempre de baixo de olho um feroz Moussa Marega. No fundo, a formação leonina preocupou-se em não hipotecar já no primeiro jogo as hipóteses de garantir a presença no Jamor, levando a eliminatória em aberto para Alvalade.

A primeira metade viu um FC Porto claramente apostado em fazer das redes de Patrício o principal alvo. Primeiro Brahimi, servido por Corona – que desenhou um passe milimétrico por entre os centrais Coates e Mathieu -, não conseguiu desviar a bola do guardião leonino. Logo de seguida, foi a vez de Sérgio Oliveira, de livre, fazer estremecer o poste direito dos leões e a terminar um trio de oportunidades flagrantes de golo esteve Herrera que não deu o melhor seguimento a um belo passe do seu colega de setor, Sérgio. Aos verdes e brancos ia valendo um sempre irrequieto Gelson que, mesmo não estando na plenitude das suas capacidades, colocou sempre em sentido as peças mais recuadas dos azuis e brancos.

A ineficácia portista prevalecia, bem como a boa organização defensiva dos leões, pelo que ao intervalo pairava a ideia de novo nulo. A reentrada das equipas não trouxe novidades no futebol jogado, mas no placard sim, nomeadamente ao minuto 60, quando um mau alívio de Mathieu colocou a bola nos pés de Sérgio Oliveira para o médio português cruzar com conta, peso e medida e levar a redondinha até à cabeça de Soares. O avançado brasileiro colocou-a no poste mais distante de Patrício e, ao fim de 240 minutos, fora possível festejar-se um golo num duelo entre FC Porto e Sporting.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Tiquinho parecia querer repetir a dose, mas cinco minutos depois o guardião internacional português não foi em cantigas e negou com categoria aquele que seria o bis de Soares e também a tranquilidade para a plateia. Tranquilidade, sim, porque as entradas de Rúben Ribeiro, Montero e Bruno César fizeram a equipa galgar metros no terreno e colocar em alerta a área de Casillas, que viu Doumbia e Gelson estarem perto do empate.

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Nos dragões já estavam em campo peças frescas como Gonçalo Paciência e Hernâni, capazes de obrigar o Sporting CP a não se preocupar exclusivamente a buscar incessantemente o empate. A juntar a isso, revelou-se decisivo o regresso à competição de Otávio, que acabou a fazer o papel para o qual (também) estava destinado Brahimi: apoiar o lateral Alex Telles nas tarefas defensivas.

 

Como jogou o FC Porto:

Titulares – Casillas, Ricardo, Felipe, Reyes, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Herrera, Corona, Brahimi, Marega e Soares.

Suplentes – José Sá, Maxi, Osório, Óliver, Otávio, Hernani e Gonçalo Paciência

Substituições – Otávio por Corona aos 71’, Hernani por Brahimi aos 80’ e Gonçalo Paciência por Soares aos 83’

Amarelos – Felipe aos 26’ e Hernani aos 86’

Vermelhos – nada a registar

Golos – Soares aos 60’

 

Como jogou o Sporting CP:

Titulares – Rui Patrício, Piccini, Coates, Mathieu, Fábio Coentrão, Battaglia, Ristovski, Bruno Fernandes, Acuña, Gelson Martins e Doumbia.

Suplentes – Salin, André Pinto, Palhinha, Rúben Ribeiro, Bryan Ruiz, Bruno César e Montero.

Substituições – Rúben Ribeiro por Ristovski aos 74’, Montero por Coentrão aos 84’ e Bruno César por Battaglia aos 87’

Amarelos – Fábio Coentrão aos 26’, Piccini aos 27’, Battaglia aos 43’, Coates aos 54’e Acuña aos 67 e 92’.

Vermelhos – Acuña aos 92’

Golos – nada a registar