tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Na abertura da 21.ª jornada da Liga Portuguesa, o FC Porto recebeu o Vitória de Guimarães num jogo que se previa de alguma dificuldade para os dragões, bem mais do que a que realmente sentiu em campo. Brahimi voltou ao onze titular e a dupla de centrais voltou a ser Maicon e Marcano.

A partida começou, com os azuis e brancos bastante pressionantes, com uma posse de bola esmagadora e uma asfixia atacante que não deixou nunca o adversário respirar. A subida de produção do FC Porto tem sido evidente e nem a gripe que parece ter assolado alguns jogadores durante a semana foi suficiente para parar o ímpeto portista.

Com Casemiro a fazer um bom jogo, e com a equipa a pressionar em bloco logo à saída do portador da bola, nunca o Vitória conseguiu um fazer um ataque digno desse nome. O FC Porto defendeu num espaço curto, o que nunca permitiu aos vitorianos levantar a cabeça sem terem alguém por perto. Os que passavam a barreira do meio-campo eram geralmente cortados pela defensiva azul e branca, especialmente por Marcano, que voltou a fazer um jogo de bom nível, com cortes seguros e passes certeiros para a saída de bola.

O meio-campo portista voltou a portar-se bem, com Casemiro e Óliver em grande destaque. O craque emprestado pelo Atlético é o motor da equipa, joga e faz jogar, descobre espaços e é muito inteligente a temporizar o jogo – quando tem de ser rápido é-o, quando tem de acalmar também acalma. Aponto este pormenor porque não vejo em Herrera – não é tão criterioso com os espaços nem com o tempo e por vezes o FC Porto sofre com esses erros. No ataque, vimos Jackson Martinez mais apagado e Brahimi sem a clarividência de há umas semanas atrás, apesar de se notar que esta circunstância será momentânea, já que o argelino continua a furar a defesa como dantes. Quaresma também esteve em bom plano, embora os cruzamentos não levassem geralmente a direcção certa.

Brahimi, de regresso à titularidade, marcou o golo da vitória  Fonte: Facebook do FC Porto
Brahimi, de regresso à titularidade, marcou o golo da vitória
Fonte: Facebook do FC Porto
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Cheirou sempre a golo no primeiro tempo do Dragão – várias foram as oportunidades para marcar e apenas a falta de acerto no último passe e na finalização fizeram com que só aos 31’ se gritasse “GOLO” no estádio. As diversas investidas portistas deviam ter dado descanso à equipa e aos adeptos e não foi por falta de esforço. Quem viu o FC Porto na primeira parte reparou que levaram as palavras de Lopetegui à letra: “só se pensa na Liga dos Campeões depois de sexta-feira”. E ninguém melhor do que Danilo para personificar essa demanda – o lateral direito portista correu muito, passou, fintou… está o triplo do jogador que era quando chegou e a jogar assim dificilmente o FC Porto o segura no mercado de verão.

Na segunda parte vimos um FC Porto transformado, menos pressionante, menos empolgante e a parecer até algo cansado – Lopetegui referiu que foi devido a alguns jogadores terem estado adoenteados durante a semana. O Vitória subiu de produção, embora nunca criasse verdadeiro perigo para as redes de Fabiano. O jogo tornou-se duro, mais batalhado e mais feio, o que fez com que o treinador portista mexesse na equipa – entraram Rubén Neves e Tello para os lugares de Herrera e Brahimi.

A partir dos 65’ o FC Porto subiu um pouco de produção, continuou algo trapalhão mas teve oportunidade para dilatar a vantagem principalmente nalguns cruzamentos de bola parada. O jogo foi correndo com muita luta, pouca classe e alguma polémica devido a entradas mais duras dos jogadores vimaranenses. Hêrnani entrou aos 87’ e podia ter marcado, mas Assis defendeu bem o cabeceamento do portista no último lance de perigo do jogo.

Hernâni estreou-se a jogar de azul e branco e esteve perto do golo  Fonte: fcporto.pt
Hernâni estreou-se a jogar de azul e branco e esteve perto do golo
Fonte: fcporto.pt

Foi com alguma ansiedade que o FC Porto acabou o jogo, embora pudesse ter evitado tudo isto caso tivesse cimentado o resultado no primeiro tempo. Casemiro, Alex Sandro e Danilo receberam amarelo e estão de fora do jogo do Bessa – talvez seja bom para os laterais, que devem precisar de algum descanso.

Continua a perseguição ao Benfica e o FC Porto continua a mostrar fio de jogo – está mais empolgante e organizado; esperemos que isso seja um sinal de uma segunda volta eficaz e com bons resultados.

 

A Figura

Danilo – Podiam ser vários: Casemiro, Óliver ou Brahimi, que marcou o golo, mas o destaque vai para o lateral direito. Está com uma capacidade fisica muito boa e faz autênticas cavalgadas por aquele corredor direito. E já não é de agora.

 

O Fora-de-Jogo

Herrera – Não houve ninguém que se destacasse pela negativa, por isso a escolha recai sobre o mexicano, por algumas más decisões a nível de temporização de jogo.

 

Foto de capa: Facebook do FC Porto

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