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9ª jornada do Campeonato Nacional. Ditou o sorteio uma deslocação do FC Porto ao terreno do Marítimo. Enquanto ia chovendo um pouco por todo o território continental, na Madeira as condições foram as ideais para a prática desportiva.

Era a primeira vez que o FC Porto entrava em campo na liderança da competição e cabia-lhe, depois de destronar o surpreendente Famalicão, confirmar o bom momento num estádio onde normalmente encontra grandes dificuldades.

No que concerne aos onzes iniciais, não deixa de ser curioso que ambos os treinadores optaram por fazer alinhar praticamente os mesmos jogadores que haviam atuado na jornada do fim de semana.

Sérgio Conceição manteve Marega fora dos convocados e Alex Telles fora do onze. Mbemba e Manafá voltaram a assumir as laterais defensivas e Otávio juntou-se a Danilo e Uribe no meio campo. Soares, apesar de algumas oportunidades falhadas no jogo anterior, voltou a merecer a confiança do treinador.

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Já Nuno Manta Santos voltou a apostar no habitual 4x4x2 clássico. Fábio China voltou a render Rúben Ferreira na lateral esquerda e Renê, que atualmente joga a médio, alinhou no centro da defesa em substituição de Zainadine. Pelágio voltou a merecer a confiança do treinador e Correa e Edgar Costa ocuparam-se das alas ofensivas. No ataque Maeda procurava dar mobilidade e Nequecaur estava encarregue de conferir à equipa presença na área do FC Porto.

Ora, se era de esperar uma entrada forte dos comandados de Sérgio Conceição, tal não ocorreu. Entraram os mesmos jogadores, mas com uma ideia de jogo e abnegação diferentes. A equipa entrou apática, nervosa, algo lenta e o Marítimo, sem ter realizado uma grande primeira parte, acabou por passar pelos primeiros 45 minutos de jogo incólume e saiu para intervalo em vantagem. O FC Porto até foi o primeiro a criar perigo no jogo por intermédio de Mbemba (6’) na cobrança de um canto, mas foi o Marítimo, pela mesma via, quem inaugurou o marcador. O médio Bambock, num remate de ressaca que acabou desviado por Danilo Pereira, balançou as redes pela primeira vez no jogo. Daí para a frente não mais se voltou a ver uma ação ofensiva do Marítimo digna de registo, mas, diga-se em abono da verdade, o FC Porto também não foi capaz de imprimir velocidade e mobilidade suficiente ao seu jogo para ser verdadeiramente incómodo para a defesa maritimista. Exceção feita a um remate de Luís Díaz, já dentro de área aos 20 minutos, e de um cabeceamento de Uribe perto do intervalo. Ambos os lances tiveram o mesmo destino: as mãos de Amir.

Pepe empatou a partida a cinco minutos dos 90
Fonte: FC Porto

Se a primeira parte foi má, a segunda não foi nada mais do que penosa. De parte a parte o futebol (se é que se lhe pode chamar futebol) praticado no Estádio dos Barreiros foi demasiado pobre. De um lado uma equipa que se apresentou em 4x5x1, que abdicou de jogar e que utilizou o anti-jogo como arma única para resistir ao adversário e o FC Porto, perante este cenário, não foi capaz de encontrar o discernimento necessário para ludibriar a estratégia adversária. O FC Porto não foi capaz de criar uma única ocasião de golo até chegar ao empate, aos 85 minutos, numa carambola após um canto. Depois desse golo o FC Porto ainda provocou alguns lances de perigo na área do Marítimo, mas não teve nem arte nem engenho para concretizar. Foi mais um jogo insuficiente do FC Porto esta temporada. Sobre o jogo importa deixar uma nota sobre o trabalho de Jorge Sousa que foi demasiado conivente com a estratégia do Marítimo.

Depois de um jogo assertivo no passado domingo, o FC Porto voltou a apresentar a sua versão mais pálida. A aparição fugaz de um futebol mais cerebral e de rápida circulação não foi afinal mais do que isso mesmo, uma aparição. A equipa apareceu lenta, sem capacidade para jogar entre linhas, sem mobilidade e voltou a abusar do jogo direto. Assim vai ser muito difícil conquistar os objetivos a que uma equipa como o FC Porto se propõe no início de cada temporada.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

CS Marítimo: Amir; Nanu, Renê, Grolli, Fábio China; Correa (Rodrigo Pinho 79’), Pelagio, Bambock, Edgar Costa (André Teles 91’), Maeda e Nequecaur (Marcelinho 63’).

FC Porto: Marchesín; Mbemba (Nakajima 63’), Pepe, Marcano, Manafá; Danilo, Uribe (Zé Luís 60’), Otávio, Corona, Luís Díaz (Alex Telles 80’) e Soares.

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Fervoroso adepto do futebol que é, desde o berço, a sua grande paixão. Seja no ecrã de um computador a jogar Football Manager, num sintético a jogar com amigos ou, outrora, como praticante federado ou nos fins-de-semana passados no sofá a ver a Sporttv, anda sempre de braço dado com o desporto rei. Adepto e sócio do FC Porto e presença assídua no Estádio do Dragão. Lá fora sofre, desde tenra idade, pelo FC Barcelona. Guarda, ainda, um carinho muito especial pela Académica de Coimbra, clube do seu pai e da sua terra natal. De entre outros gostos destacam-se o fantástico campeonato norte-americano de basquetebol (NBA) e o circuito mundial de ténis, desporto do qual chegou, também, a ser praticante.                                                                                                                                                 O Bernardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.