FC Porto 1-1 Gil Vicente FC: Galo saiu meio cozido do Dragão

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A CRÓNICA: SERVIDO O JANTAR NO DRAGÃO, A CABIDELA VEIO MEIA TEMPERADA

O Estádio do Dragão foi palco do duelo entre o líder e a equipa sensação do campeonato nacional. Com um FC Porto destacado no primeiro lugar e um Gil Vicente FC com bastante consistência e ambição, ansiava-se um grande duelo entre as duas equipas.

Não estava um daqueles frios de Inverno, porque o jogo começou muito quente no relvado do estádio dos azuis e brancos. Logo no segundo minuto, a equipa gilista viu-se desfalcada após a expulsão de Vítor Carvalho. O jogador da equipa de Barcelos cometeu falta sobre Evanilson, a centímetros da entrada da grande área, e viu-se obrigado a abandonar o terreno de jogo.

Mesmo com o rumo ofensivo do jogo a pender para o FC Porto, o primeiro lance de perigo veio do Gil Vicente FC. Fujimoto recebeu a bola de Fran Navarro e atirou a bola a centímetros do poste esquerdo da baliza de Diogo Costa.

A história não desenvolvia. Os 45 minutos passaram e o frio começou a descer ao relvado com as mínimas oportunidades existentes. Havia jogo e bola colava ao pés dos jogadores, mas nada atava ou desatava. O FC Porto queria construir, o Gil Vicente queria desconstruir e contra-atacar. Esperava-se algo mais na segunda metade.

E o poste da baliza de Andrew bem tremeu no início dos segundos 45 minutos. Pepê, com um remate à meia distância, fez soar o desalento dras bancadas do Dragão.

A toada ofensiva dos dragões parecia imparável e cheirava mesmo a golo. Até Andrew fazer uma defesa brutal a um remate portentoso de Vitinha.  Mas o golo veio do Gil Vicente FC. Num contra-ataque, como os gilista habituaram neste jogo, Fran Navarro aguentou os defesas azuis e brancos e rematou para o fundo da baliza de Diogo Costa.

Aos 62 minutos, era a equipa de Barcelos a tomar as lides do marcador, contra a corrente. Se o ambiente estava frio, Navarro entornou um balde de água ainda mais fria no relvado do Dragão.

Mas rapidamente apareceu a fervura. Taremi deixou a bola à mercê de Evanilson e, apenas cinco minutos depois da vantagem gilista, o marcador virou 1-1. O contra a corrente virou a ordem do jogo, com os dragões a marcar. Voltou calor ao Dragão, com a esperança azul e branca a surgir e a ambição gilista a tentar colmatar erros.

O FC Porto continuava colado à área do Gil Vicente FC. Estava completado ligado à corrente, com os remates a aparecerem de todas as maneiras e feitios. Faltava o critério decisivo nesse último terço.

A pressão ofensiva portista continuou até final e a bola voltou a embater na barra pela (perdemos o número a meio do jogo) vez nestes 90 minutos. As tentativas estiverem lá até ao soar final do apito, mas nada mais se pôde fazer até ao final do encontro. Os pontos repartem-se e fica o empate do relvado do Dragão.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Samuel Lino – Num jogo com uma grande toada ofensiva portista e o Gil Vicente FC a tentar colmatar o erro de Vítor Carvalho, foi mesmo Samuel Lino a sobressair neste encontro. Foi o jogador com mais potencial criativo no encontro, mesmo com as poucas oportunidades gilistas. Mesmo no processo defensivo, Samuel Lino esteve lá a tentar amparar a defesa da equipa de Barcelos e a tentar travar os dragões.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Vítor Carvalho – Com uma equipa ambiciosa e com vontade de mostrar trabalho, Vítor Carvalho entrou tão depressa como saiu. A falta sobre Evanilson logo no primeiro minuto ditou o final do tempo de jogo para o médio gilista que acabou por desfalcar o meio-campo e o dificultar o jogo do Gil Vicente FC. Para um jogador como Carvalho, pedia-se uma abordagem diferente ao jogo e ao lance.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto manteve-se fiel a si próprio consoante as alterações necessárias efetuadas por Sérgio Conceição. O 4-3-3 utilizado habitualmente continuou, tal como Diogo Costa na baliza.

Na linha defensiva, os muros Fábio Cardoso e Mbemba continuaram a ocupar posto, com Zaidu e João Mário nas laterais. Aqui começavam as mais sonantes alterações.

No centro do terreno, Vitinha e Stephen Eustáquio faziam a ligação com o setor defensivo na construção de jogo, com Otávio a ser o elo para o ataque. Eustáquio foi substituído com meia hora de jogo por Galeno, mas algumas das dificuldades continuavam no setor.

Pepê voltou a aparecer um grande número de vezes nos corredores, com Evanilson a ser o ponta-de-lança dos dragões. Em bloco médio-baixo, Taremi recuava e colocava-se uns metros atrás do ponta de lança.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

João Mário (6)

Chancel Mbemba (6)

Fábio Cardoso (6)

Zaidu (6)

Stephen Eustáquio (5)

Vitinha (7)

Otávio (6)

Pepê (7)

Evanilson (7)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Galeno (5)

Francisco Conceição (6)

Fábio Vieira (6)

Toni Martínez (6)

Wendell (6)

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Com o 4-3-3 variável em 4-2-3-1, Ricardo Soares queria mostrar serviço no relvado do Dragão, mas mesmo a disposição tática foi alterada com apenas um minuto de jogo com a expulsão de Vítor Carvalho.

Com a defesa comporta por Zé Carlos e Talocha nas laterais, a par de Rúben Fernandes e Lucas na zona central, o setor do meio-campo ficou desfalcado.

Apesar das referências criativas ofensivas, Pedrinho viu-se a jogar sozinho na ligação entre setores depois do sucedido com Vítor Carvalho.

Fujimoto permaneceu como médio ofensivo, com Leautey e Samuel Lino a “rasgar” nos corredores. Fran Navarro não deixou de ser a referência no ataque gilista.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Andrew (6)

Zé Carlos (6)

Lucas (6)

Rúben Fernandes (6)

Talocha (6)

Vitor Carvalho (2)

Pedrinho (5)

Antoine Leautey (6)

Fujimoto (6)

Samuel Lino (7)

Fran Navarro (7)

SUBS UTILIZADOS

Matheus Bueno (6)

Bilel (6)

Hackman (6)

Aburjania (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível realizar qualquer pergunta ao treinador do FC Porto, Sérgio Conceição.

Gil Vicente FC

Não foi possível realizar qualquer pergunta ao treinador do Gil Vicente FC, Ricardo Soares.

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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