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A alguns dias do grande jogo do campeonato (e futebol) português, o Futebol Clube do Porto entrou em campo e a jogar em casa com uma missão facilitada: o 1º lugar do grupo H assegurado. Lopetegui, timoneiro dos azuis-e-brancos, optou por um “11” alternativo diante dos ucranianos, e onde é de supor que apenas Alex Sandro e Maicon figurem nos prováveis eleitos para o Clássico. Assim sendo, jogadores menos utilizados como Andrés Fernández, Marcano, Quintero, Adrián e Aboubakar tiveram uma oportunidade de jogar na prova rainha do futebol europeu. Já as grandes “surpresas” neste xadrez, só por si muito diferente do habitual, foram as inclusões de Ricardo Pereira na ala direita e de, imagine-se, Evandro no corredor central (jogador que se fala poder estar de “malas à porta” já no mercado de Janeiro).

Assistimos a uma primeira parte sem qualquer tipo de brilho ou de futebol atrativo: duas equipas que não queriam assumir o jogo e os guarda-redes como meros espectadores, à excepção de dois remates aos 30’ e 31’ de Quaresma e Adrián, respectivamente, ainda que com o guardião do clube ucraniano a defender sem grandes dificuldades. Nota ainda para a lesão de Rúben Neves, que motivou a entrada de Martins Indi aos 40’ e a passagem de Marcano para a posição “6”. Quintero continua a ter magia naquelas botas e cada toque é um hino no que ao tratamento da “redondinha” diz respeito. Que classe! Em termos estratégicos, nota ainda para Quaresma que veio sistematicamente ao corredor central buscar a bola e depois descaia para o lado esquerdo – onde se encontrava Adriá -, entregando o corredor direito por completo ao lateral Ricardo e resguardando assim Alex Sandro de grandes envolvimentos ofensivos. Chegava ao final uma primeira parte que certamente não valeu o preço pago por cada ingresso.

A segunda parte começou com um Porto com linhas bastante mais subidas, mas foi o Shakthar quem abriu o marcador: depois de uma grande “mancha” de Andrés Fernández a Bernard (que pena não ter assinado pelo Porto quando devia…), na cobrança do canto, grande golo de Stepanenko, que ganhou nas alturas ao desinspirado Adrián. O jogo ganhou mais interesse após o golo e, passados dois minutos, Aboubakar, depois de mais um brilhante passe de Quintero, rematou ao lado, numa difícil finalização, e, aos 56’, foi Quaresma a tentar a sua sorte de longe. Pelo meio e sem grande estranheza, Lopetegui retirou Adrián de campo e fez entrar o menino que ajoelhou Jesus: Kelvin.

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Quaresma foi um dos destaques pela positiva na equipa portista
Fonte: Página de Facebook do FC Porto

Depois disto, o jogo voltou a ficar “morno” e o Shakthar, por duas vezes, teve oportunidade de chegar ao segundo tento, sempre pelo lado direito da defesa azul e branca, onde Ricardo Pereira foi facilmente ultrapassado pelos adversários. Para surpresa do público em geral, aos 68’, Lopetegui retira o até então mais esclarecido jogador do Porto (Quintero) e faz entrar para o seu lugar o sempre endiabrado Óliver. Pedia-se a saída de Evandro e um pouco mais de risco; afinal, estávamos a perder e era a última substituição disponível.

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Decorridos 70’ de jogo, a mais perigosa e real situação de perigo de Porto era apenas um cabeceamento de Martins Indi à trave da equipa ucraniana, após grande cruzamento de Ricardo Pereira. Com o aproximar do fim do jogo, o Shakthar baixou linhas e o apagado Evandro quase fez golo ao aparecer no coração da área e a cabecear ao lado, após cruzamento “teleguiado” de Kelvin.

A 3 minutos do final do tempo regulamentar, o até então desaparecido Aboubakar fez o empate, num golo genial e que demonstrou “faro” de ponta-de-lança – aproveitou uma bola perdida e, numa fracção de segundo, virou-se para a baliza e rematou. Um golão do suplente de Jackson Martinez!

O final do jogo chegou de seguida e de forma natural. Para a história fica uma imaculada carreira dos Dragões na Europa, mostrando durante o seu percurso na fase de grupos que é, neste momento, a única equipa portuguesa com “estofo” de Champions. Agora é pensar no Benfica e… ganhar!

 

A Figura

Quintero/Quaresma – não fosse a substituição, teríamos a jovem promessa colombiana como o melhor jogador dos dragões em campo. Quaresma demonstrou uma disponibilidade física impressionante e uma disciplina táctica fora do comum. Assim se assume um “capitão sem braçadeira”, a alma dos azuis e brancos.

O Fora-de-jogo

Adrián Lopez – Como apreciador das qualidades do espanhol e tendo grande confiança depositada no mesmo para o futuro, custa-me ver um jogador ‘”arrastar-se” em campo daquela forma. O ‘sr. 11 milhões’ ainda não deu mostras de valer um cêntimo daquele dinheiro. Assim não, Adrián.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto

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