A CRÓNICA: Atirar os pontos para canto

Numa “sexta-feira gorda”, com jogos entre os quatro principais emblemas do futebol português, o FC Porto recebeu o SC Braga no Dragão, tendo como objetivo cumprir o seu papel numa potencial ” vitória dupla” para os Dragões. Já o SC Braga deslocou-se à Invicta com o objetivo de somar três pontos importantes na luta pelos lugares europeus.

O FC Porto começou o jogo a pressionar alto, mas foram os Dragões que saíram pressionados para o intervalo, por força do golo de Fransérgio aos 5′. Numa sequência de ressaltos, o brasileiro rematou para o fundo das redes de Marchesín e, apesar de Carlos Xistra ter assinalado prontamente fora de jogo, o árbitro reverteu a decisão, com auxílio do VAR, e deu o golo aos minhotos. A primeira parte jogou-se a alto ritmo, com o SC Braga a sair rapidamente no contra-golpe, face à descompensação defensiva resultante da pressão demasiado enviesada do FC Porto. Os portistas ainda dispuseram de uma grande penalidade, mas Matheus travou o remate de Alex Telles. Os guerreiros do Minho chegaram, assim, aos balneários em vantagem no marcador, com o FC Porto a ter uma montanha longa para escalar.

Os azuis e brancos voltaram do descanso determinados a igualar a partida e assim o fizeram. Depois de falhar, novamente, uma grande penalidade, o FC Porto chegou à igualdade por Soares, aos 55′, respondeu a um cruzamento de Marega, empurrando a bola para o fundo das redes dos minhotos. O FC Porto não matou nas oportunidades que teve, e o SC Braga não desperdiçou quando teve nova bola parada. Desta vez foi Paulinho a dar nova vantagem aos bracarenses no marcador, e novamente de campo. Mesmo com Sérgio Conceição a colocar toda a carne no assador, o FC Porto não conseguiu materializar as oportunidades que teve e saiu sem pontos do Dragão, numa ronda que pode ser importante para as contas do título.

 

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A FIGURA

Fonte: SC Braga

Matheus – O guarda-redes brasileiro defendeu uma grande penalidade, dando bastante segurança e confiança à equipa minhota.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – Além da grande penalidade falhada, o brasileiro mostrou-se muito fatigado, não apresentando a qualidade e intensidade habituais.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Devido à pressão portista, o SC Braga viu-se forçado a recuar as linhas defensivas e a aproveitar as falhas portistas para sair em contra-ataque. Os minhotos fizeram-no bem, saindo rápido e com perigo. Nas bolas paradas foram incisivos, marcando dois golos de pontapé de canto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (9)
Raúl Silva (5)
Bruno Viana (5)
Vítor Tormena (5)
Nuno Sequeira (7)
Ricardo Esgaio (6)
Fransérgio (7)
João Palhinha (6)
Francisco Trincão (7)
Wilson Eduardo (5)
Paulinho (7)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Horta (5)
Galeno (6)
David Carmo (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto procurou pressionar a saída de bola bracarense, mas a pressão portista, sobretudo na primeira parte, foi demasiado enviesada, deixando grandes espaços abertos no lado contrário ao da bola para o SC Braga sair a jogar. Com esta  pressão, desiquilibrou-se, fazendo com que o jogo se partisse. No segundo tempo, houve maior domínio portista junto à área minhota, mas a definição no último terço não foi a melhor. A chave do jogo esteve nas duas grandes penalidades falhadas, que além de não adiantarem os azuis e brancos no marcador, deixaram a equipa portista mais nervosa e menos temperamental no momento das decisões.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (5)
Wilson Manafá (5)
Chancel Mbemba (5)
Iván Marcano (5)
Alex Telles (4)
Jesús Corona (6)
Danilo Pereira (5)
Mateus Uribe (6)
Otávio (7)
Marega (6)
Soares (7)

SUBS UTILIZADOS

Luis Díaz (6)
Aboubakar (6)
Sérgio Oliveira (–)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

BnR: O SC Braga conseguiu contrariar algumas vezes a pressão portista, saindo com perigo para o ataque pelas alas. Considera que Sequeira e Esgaio são jogadores-chave neste momento ofensivo da equipa, principalmente devido a este esquema tático que o SC Braga utiliza?

Rúben Amorim: “Já sabíamos que o FC Porto ia ser muito pressionante, o Bruno( Viana) teve uma ou duas vezes que virou o jogo porque sabia que o Sequeira estava sozinho.  O Sequeira e o Esgaio não foram mais importantes do que foram no Jamor. O FC Porto, defendendo em 4-4-2, é normal que vascule muito para um lado e abra o outro.”

FC PORTO

Sérgio Conceição: ” Não conseguimos encaixar muito bem no SC Braga nos primeiros 15 minutos. Depois dominamos a partida e não merecíamos chegar ao intervalo com aquele resultado. ”

“Acabou a primeira volta. Há muitos pontos em disputa. Ninguém atira a toalha ao chão. Estamos tristes, desiludidos, revoltados . Isto é o  futebol. Amanhã temos de voltar a treinar com muita força.”

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

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