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Último jogo de domingo colocava frente a frente duas formações que frequentam a metade superior da tabela classificativa. De um lado o FC Porto, à condição terceiro classificado, do outro os açorianos do CD Santa Clara que, à partida para o duelo no Estádio do Dragão, ocupava a oitava posição.

No que toca aos onzes iniciais, ambos os treinadores operaram alterações nas suas escolhas, em comparação às últimas partidas.

Do lado visitante, o técnico João Henriques optou por efetuar três mudanças nas suas escolhas, lançando a jogo Zaidu Sanusi, Osama Rashid e Carlos Júnior.

Já Sérgio Conceição viu-se forçado a abdicar do brasileiro Alex Telles, devido ao cartão vermelho visto pelo defesa em Portimão; devido a isso, Wilson Manafá receberia os seus primeiros minutos da época como titular, na tentativa de colmatar a ausência do internacional canarinho. Também Soares acabaria por não repetir a titularidade, sendo substituído no onze por Zé Luís.

Relativamente ao jogo jogado, assistimos a uma primeira parte quase que de sentido único, com os azuis e brancos a mandar na grande maioria dos momentos do jogo.

Foi, contudo, nos primeiros instantes do encontro que a equipa visitada esteve melhor, criando algumas oportunidades para finalizar, nomeadamente através de um remate do colombiano Luis Díaz, como também na sequência de um cabeceamento de Danilo Pereira.

Tudo isto, naturalmente, antes do minuto quinze, minuto que ficaria marcado na história deste encontro, uma vez que seria neste preciso instante que Zé Luís, após excelente cruzamento do capitão do FC Porto, Danilo, inauguraria o marcador no Dragão. Relativamente à vontade no interior da área dos açorianos, o atacante contratado esta temporada aos russos do Spartak de Moscovo chegaria à marca dos seis golos no campeonato, igualando os números de Pizzi que, à entrada para a presente jornada, era o melhor marcador da competição.

Após o 1-0, o jogo acabou por arrefecer, sobretudo em relação a oportunidades flagrantes de golo. A formação visitante, agora forçada a correr atrás do prejuízo, conseguiu soltar-se um pouco mais das amarras estabelecidas pelos “dragões”, chegando, inclusivamente, a terrenos mais avançados; todavia, tais incursões ofensivas não causariam qualquer tipo de perigo maior para as redes defendidas por “Marche”.

Se as redes de Marchesín não viram o perigo de perto durante este período, o mesmo não pode ser dito das redes da baliza contrária.

Quatro minutos antes do intervalo, livre batido por Jesús Corona e alívio completamente infeliz de César. 2-0 favorável ao FC Porto na saída para os balneários; era tudo o que era necessário para um intervalo mais tranquilo para os homens da casa e, por outro lado, um autêntico balde de água fria para a formação insular.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Segundos quarenta e cinco minutos, boa atitude inicial do CD Santa Clara: equipa subida no terreno, a tentar encarar o FC Porto olhos nos olhos, conseguiu colocar à prova o guardião portista pela primeira vez no encontro através de um remate venenoso de Patrick. Contudo, todo este espírito dos visitantes seria sol de pouca dura.

Luís Díaz, por volta da hora de jogo, a partir de um remate de fora da área, abriria a porta para um verdadeiro vendaval ofensivo dos “dragões”, onde por diversas ocasiões os da Invicta estiveram perto de sentenciar a partida com o 3-0.

Nota ainda para dois lances polémicos que prometem ocupar algumas capas de jornais amanhã. Primeiro, no interior da grande área do FC Porto, Uribe disputa o esférico nas alturas com Fábio Cardoso, lance que deixaria o número quatro do CD Santa Clara a pedir algo mais ao árbitro da partida. No lado oposto, lance entre o “lateral” mexicano do FC Porto e João Afonso que, após revisão do lance por parte de Luís Godinho, faria com que Corona visse o cartão amarelo por simulação.

Até final, nota ainda para dois remates perigosos de Zé Luís e Marega (aos 77′ e aos 91′, respetivamente) que não conseguiram encontrar as redes à defesa de Marco.

Final da partida na cidade do Porto: três pontos ficam em casa e fazem com que a formação azul e branca se volte a colar ao SL Benfica na luta pela liderança do campeonato (ainda que à condição).

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto – Marchesín; Manafá, Pepe, Marcano e Jesús Corona (Mbemba, 76’); Luis Díaz (Nakajima, 66’), Danilo Pereira, Matheus Uribe e Otávio; Moussa Marega e Zé Luís (Soares, 83’).

CD Santa Clara – Marco; Zaidu Sanusi, João Afonso, Fábio Cardoso, César e Patrick; Osama Rashid, Francisco Ramos (Bruno Lamas, 75’) e Carlos Júnior (G. Schettine, 46’); Zé Manuel (Lincoln, 59’) e Thiago Santana.

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