cabeçalho fc porto

Segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões; o Porto recebe em casa o Chelsea de Mourinho. Clube e ex-treinador criaram uma simbiose perfeita, como tal, foi um jogo especial para ambos.

O actual treinador do Porto e o clube ainda não fazem a parelha perfeita, mas o basco procura de todas as formas e feitios e, como tal, voltou a mudar a equipa e a táctica.

O Porto apresentou Martis Indi a defesa esquerdo e, no meio-campo, sem Herrera na convocatória, alinharam Danilo, Ruben Neves, Imbula e André André. No ataque participaram Brahimi e Aboubakar. Os azuis e brancos trocariam, portanto, o 4-3-3 pelo falso 4-4-2 ou ainda pelo 4-5-1, mais forte na posse de bola mas com menos profundidade. Parece que Lopetegui quis optar pelo controlo da posse de bola: Brahimi e Corona não dão profundidade e Varela e Tello não estão rotinados; o Chelsea, como equipa forte, exige um meio-campo mais forte; Brahimi rende mais no centro, como tal, será mais fácil tirar proveito do virtuosismo do Argelino com um meio-campo mais povoado. Difícil adivinhar o que queria o basco; provavelmente uma mistura de tudo.

O Porto mostrou-se forte no meio-campo e com capacidade de circulação, mas o Chelsea foi sempre venenoso no contra-ataque. Aos 5 minutos foi Casillas quem salvou o Porto de sofrer o primeiro tento da partida. Este lance abalou um pouco a equipa portuguesa, que perdeu posse de bola e se organizou alinhando os 4 jogadores da frente, deixando Danilo a trinco. Aos 13’ Casillas volta a ser herói, defesa com o pé num lance de 1 para 1 com Pedro Rodriguez. Estava difícil o Porto manter a posse de bola!

O jogo foi-se equilibrando mas dando sempre a ideia de a defesa portista estar nervosa, acumulando alguns calafrios. Notou-se também menos poder de choque da equipa portuguesa. O Porto só voltou a empolgar os adeptos aos 29’ com um remate de Maxi pelo lado direito ofensivo. A equipa portuguesa tinha a dificuldade de passar a teia defensiva criada pelos avançados e médios ingleses, mas quando passava criava perigo e fazia boas triangulações. A antítese do que o Porto de Lopetegui costuma mostrar.

Aos 39’ o golo azul e branco. O Porto voltou a passar a barreira do meio-campo e a bola foi para Brahimi (que tinha estado muito bem até então), na esquerda, que driblou no meio de dois jogadores ingleses e chutou para a defesa de Begovic; a bola sobrou para André André, que abriu o marcador. Mas a primeira parte ainda não tinha acabado e o Chelsea, numa jogada individual de Ramirez, beneficiou de um livre à entrada da área. William repôs a igualdade no marcador de livre e acabava assim a primeira parte.

A segunda parte começou com as mesmas características da primeira, com o Chelsea muito pressionante e o Porto a tentar passar a bola pela teia defensiva criada na primeira linha do Chelsea.

No entanto, há golos que surgem de maneira inesperada e, sem contar, Maicon cabeceou de maneira certeira no canto – 2-1 para os bicampeões europeus!

O Chelsea voltou a reagir de maneira forte, e Diego Costa acertou na barra aos 52’ – que grande jogador é o hispano-brasileiro. O Porto não se intimidou e continuou a procurar a baliza tendo a possibilidade de dilatar o marcador – que grande jogo no Dragão!

André André continua em destaque Fonte: Facebook do FC Porto
André André continua em destaque
Fonte: Facebook do FC Porto

Aos 61’ aumentou o perigo na defensiva portista, entrou Hazard e cedo se fez notar com um remate perigoso minutos depois. Unia-se o Chelsea e começava a fechar as portas do ataque ao Porto. Era importante os portugueses fecharem as linhas e pausar o jogo. E fizeram-no. Prova disso foi a asfixia a que o Porto manteve o Chelsea aos 70’, com sucessões de ataques perigosos e a roçar o golo.

Aos 77 minutos sai Rúben Neves para entrar Evandro. Mais um grande jogo do craque português – a visão, posicionamento e postura em campo do jovem portista são notáveis. Poucos minutos depois sai André André, também desgastado, e entra Layún, que, como ala destro, também pode jogar na extrema direita – solução conservadora de Lopetegui. No pontapé de canto posterior a esta substituição a bola vai ao poste da baliza de Begovic. Já merecia o terceiro, o Porto, pelo bem que estava a jogar.

Íamos entrar nos últimos minutos de jogo, onde o Porto tem falhado. Seria importante manter a concentração e a coesão. Querendo manter a força física e pressão sobre os centrais, Lopetegui tira Brahimi e deixa a frente de ataque entregue a Aboubakar e Osvaldo. O Porto recuou nos últimos minutos e os adeptos sofreram desnecessariamente. Mas a vitória já não fugia nem no último suspiro britânico; tivemos nalguns momentos (não em todos) a tal estrelinha da sorte! Hoje fomos coesos, fortes, tivemos qualidade… fomos Porto! O Chelsea é muito forte, mas a forma como o Porto se comportou, lutou e posicionou em campo são um exemplo para os jogos seguintes.

Mais uma vez, na Liga dos Campeões, os Dragões provaram que são talhados para grandes jogos. E, desta vez, Lopetegui parece ter acertado na táctica. Esperemos que continue a acertar e que a estrelinha nos continue a acompanhar.

A Figura:

Brahimi, André André, Aboubakar mas em especial Ruben Neves – Realmente podiam ser muitos (quase toda a equipa) mas destaco o jovem portista pela maturidade e visão de jogo que emprestou ao jogo.

O Fora-de-jogo:

Maxi Pereira – Corro o risco de ser ingrato, mas teve algumas dificuldades com Willian, embora não tenha sido a sua pior exibição.

Foto de capa: Facebook da Liga dos Campeões

Comentários