A CRÓNICA: SEGUNDA PARTE ANIMADA, DEPOIS DE UNS PRIMEIROS 45 MINUTOS FRACOS

Sendo este um jogo a eliminar, com a possibilidade de disputar as meias-finais da Taça da Liga, nem FC Porto, nem FC Paços de Ferreira mostraram grande vontade de atacar de forma muito intensa logo desde o início. Os dois emblemas estavam bastante encaixados um no outro, sem grande espaço para trabalhar bem as jogadas.

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Os primeiros 45 minutos acabaram por ter poucas oportunidades, sendo que as incursões de Luis Díaz (também não muito comuns) foram o maior destaque. O colombiano começou o jogo de forma animada, e logo ao minuto 4’ partiu da esquerda para o meio em velocidade, combinou com Corona e depois de um ressalto conseguiu rematar à baliza de Jordi, que foi obrigado a uma boa defesa.

Aos 25’, no seguimento de uma bola parada, Corona cruzou bem pela direita, e Toni Martínez cabeceou ligeiramente por cima. Foram estas as duas melhores ocasiões do FC Porto para abrir o marcador.

No minuto 34, foi a vez do Paços ameaçar a baliza contrária. João Amaral recebeu na direita, cortou para o meio, aproveitando o mau posicionamento defensivo de Uribe e Sérgio Oliveira numa transição, onde tinha bastante espaço. Rematou com força pelo chão, mas a bola saiu ligeiramente ao lado da baliza de Diogo Costa.

O destaque de Luis Díaz na primeira parte foi também evidenciado pela necessidade que Pepa sentiu em fechar mais esse flanco na segunda parte, com a entrada de Fernando Fonseca, um lateral de origem, e a passagem de Uilton para a esquerda.

A segunda metade começou mais animada. João Amaral voltou a destacar-se no ataque pacense, com mais uma boa investida a partir da direita logo aos 48’ minutos. Enfrentou vários jogadores portistas, e conseguiu novo remate à entrada da área, mas o desfecho foi também o mesmo, passando ligeiramente ao lado do poste.

Pouco depois, aos 50’ Nanú faz um cruzamento atrasado e Uribe rematou de fora da área com muito força, forçando Jordi a mostrar os seus bons reflexos. Cinco minutos depois surgiu a melhor jogada de ataque dos Dragões, com Corona muito bem a cortar para dentro da direita e a fazer um passe por cima dos centrais dos Paços para isolar Luis Díaz. O colombiano conseguiu receber, mas estava já muito em cima de Jordi. Tentou então o passe de calcanhar que deixaria Toni Martínez com a baliza ao seu dispor, mas o guarda-redes conseguiu intercetar o passe de forma sublime.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Claramente não satisfeito com o seu ataque, Pepa introduziu dois habituais titulares, Luther Singh e Douglas Tanque, aos 62’.

Aos 63’, Toni Martínez fez abanar a barra da baliza de Jordi, depois de um bom cabeceamento num lançamento longo de Corona. O FC Porto ia criando mais perigo através das bolas paradas e foi precisamente através de uma situação dessas que conseguiu abrir o marcador.

No seguimento de mais um lançamento longo de Tecatito, Pepe faz o primeiro cabeceamento, desviando a bola para o meio da área. Jordi tenta sair para socar, mas a bola acaba por cair nos pés de Sarr, que remata para uma baliza vazia. O central francês marcou o seu primeiro golo ao serviço dos dragões, e abriu o marcador aos 74’.

Logo depois do golo, num ataque rápido do FC Porto, Toni Martínez acabou por se encontrar numa boa situação para atirar à baliza de Jordi, mas rematou mal e a bola saiu ao lado.

Aos 80’, Luis Díaz fez o 2-0 depois de uma boa jogada no ataque portista. Corona recebe de forma brilhante dentro da área, abre em Nanú, que cruza de forma perfeita para o colombiano, que não desperdiçou.

Na fase mais animada do jogo, Adriano Castanheira, que tinha entrado pouco antes, reduziu a vantagem dos Dragões, com um bom golo de fora da área aos 82’. O remate passou muito perto de Malang Sarr, o que acabou por tirar visibilidade a Diogo Costa, que ficou preso ao chão.

O jogo continuou animado até ao fim, com várias oportunidades para ambos os lados. O lance que mais perigo causou surgiu já aos 93’ com um cabeceamento de Eustáquio a bater no poste da baliza portista. Esteve muito perto de conseguir levar o Paços ao desempate por grandes penalidades.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis DíazO colombiano foi o mais agitado na primeira parte, com algumas boas incursões partindo da linha do lado esquerdo, cortando para o meio. Perdeu algum destaque na segunda parte com o jogo do FC Porto mais inclinado para o lado direito, mas conseguiu sempre boas ações quando a bola chegava até ele. Para culminar a boa exibição, marcou o segundo golo dos Dragões, garantindo a vitória da equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Toni Martínez – o avançado dos Dragões, que não tem tido muitas oportunidades, voltou a não conseguir fazer uma exibição que colocasse dúvidas da cabeça de Sérgio Conceição quando este escolhe quem joga na frente do ataque portista. Teve várias oportunidades de marcar golo, mas nunca conseguiu finalizar de forma competente, com alguns lances a nem sequer conseguir dar trabalho a Jordi.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto alinhou num 4-2-3-1 com muita mobilidade atrás do avançado. Com três extremos de raiz, Felipe Anderson, Corona e Luis Díaz, havia alguma dúvida sobre quem se iria aproximar mais de Toni Martínez. Entre os três, o mais técnico e com maior capacidade de associação com os colegas é claramente Tecatico, e foi ele a partir mais do meio. Os outros dois, jogadores mais verticais e com mais dificuldade em espaços curtos (apesar de serem os dois muito competentes neste aspecto), alinharam nas alas.

As características dos dois laterais, Nanú e Sarr, forçaram também Sérgio Conceição a optar por um sistema assimétrico. Pela direita, o lateral subia muito e Felipe Anderson aparecia mais vezes no espaço entrelinhas. Enquanto que na esquerda Sarr ficava mais perto dos dois centrais, com Luis Díaz mais colado à linha, sempre com a liberdade de trazer a bola para dentro nas suas habituais conduções de bola.

Desta forma, o FC Porto procurava sempre garantir profundidade nas alas, com Nanú e Díaz, e alguma estabilidade defensiva acrescida devido ao posicionamento mais recuado de Sarr. As “inclinações” de Corona para as alas permitiam também alguma superioridade no lado da bola.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Nanú (7)

Pepe (7)

Diogo Leite (7)

Malang Sarr (6)

Sérgio Oliveira (6)

Uribe (6)

Felipe Anderson (5)

Jesús Corona (6)

Luis Díaz (8)

Toni Martínez (4)

SUPLENTES UTILIZADOS

Otávio (6)

Manafá (6)

Taremi (-)

Marko Grujic (-)

João Mário (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O Paços alinhou no seu 4-3-3 habitual, tentando ser compacto no meio-campo, sem nunca deixar cair demasiado as suas linhas. Sem jogar em pressão-alta, os castores são sempre bastantes incisivos a condicionar os jogadores adversários quando estes entram no seu bloco-médio. Aqui é fulcral a ação de Luiz Carlos e Diaby, muito capazes de cobrir o meio-campo pacense.

No momento ofensivo, são raras as vezes que a equipa de Pêpa sai através de bolas longas. Eustáquio é o primeiro e principal construtor de jogo do Paços, e traz uma qualidade com a bola nos pés muito interessante. Na frente, João Amaral era o extrema que descaía mais para o meio, até pelas suas origens na posição 10.

Foi evidente a falta de Douglas Tanque fez na equipa. O avançado é muito forte nos apoios frontais, permitindo que o Paços suba no relvado com a bola controlada. João Pedro, o avançado titular neste jogo, é mais forte no ataque à profundidade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi Martins (6)

Uilton (5)

Maracás (6)

Marco Baixinho (6)

Oleg Reabciuk (6)

Stephen Eustáquio (6)

Mohamed Diaby (5)

Luiz Carlos (5)

João Amaral (7)

Lucas Silva (4)

João Pedro (4)

SUPLENTES UTILIZADOS

 Fernando Fonseca (6)

Luther Singh (5)

Douglas Tanque (5)

Adriano Castanheira (7)

Matchoi Djaló (-)

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