A CRÓNICA: DRAGÕES EXÍMIOS NOS CONTRA-ATAQUES NÃO DÃO HIPÓTESES AOS GAULESES 

O jogo a contar para a terceira jornada era crucial para o Olympique de Marseille (OM), que partiu para o encontro com zero pontos. Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.

A partida começou muito animada, com ambas equipas a tentarem atacar com velocidade. Tivemos que esperar apenas 4 minutos para o primeiro golo da partida. Corona cortou para o meio a partir da direita, consegue ganhar um ressalto com um defesa adversário que o coloca já dentro da área onde cruza de forma perfeita para Marega. O Maliano teve apenas que encostar para o fundo das redes para abrir o marcador.

Logo aos 9’, Thauvin consegue fazer uma boa finta dentro da área portista e é derrubado por Malang Sarr. O árbitro não tem dúvidas e aponta para a marca de penálti. Chamado a marcar, Dimitri Payet atira por cima da baliza de Marchesin, desperdiçando assim a oportunidade de igualar o resultado.

O jogo começou a estabilizar com mais bola para o OM, mas com os franceses a não conseguir criar perigo. O FC Porto parecia a equipa mais capaz de incomodar a defesa adversária. E foi na insistência do ataque azul e branco que Corona, já dentro da área, é carregado depois de fazer um cruzamento. Mais uma vez, o árbitro não tem dúvidas e aponta para a marca de 11 metros. Sérgio Oliveira não comete o mesmo erro de Payet e finaliza muito bem o penálti, longe do alcance de Mandanda. Ainda foi marcado mais uma grande penalidade a favor do Marselha, mas foi revertida pelo VAR.

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A segunda parte começou de forma algo lenta, sem grandes oportunidades nos primeiros 20 minutos. Aos 67’, Corona arranca ao meio-campo e parte para uma jogada individual fantástica, só acabando à entrada da área, quando toca de calcanhar para Luís Diaz. O colombiano não quis ficar atrás do mexicano e deferiu um remate indefensável para a baliza de Mandanda.

Corona queria complementar as suas assistências com um golo, mas foi egoísta a mais e atirou por cima aos 84’, numa jogada de contra-ataque em que o FC Porto estava em superioridade numérica.

A FIGURA
Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jesús Coronao mexicano voltou às suas melhores exibições. Faz uma boa jogada e assistência perfeita no primeiro golo, ganha o penálti de onde resultou o segundo, e fez uma arrancada de quase metade do campo antes de largar de forma mágica em Luís Diaz para o terceiro. Tem sido o jogador dos Dragões mais consistente do último ano e meio e só beneficia quando joga a extremo e não a lateral.

O FORA DE JOGO
Não deixava de ser um jogo importante para o FC Porto também, como qualquer um na Liga dos Campeões, mas os Dragões partiam numa posição mais confortável.
Fonte: Olympique de Marseille

André Villas-Boas – falou-se muito do treinador português, como não poderia deixar de ser com o seu regresso à casa onde foi mais feliz, mas Villas-Boas não conseguiu impor-se em termos táticos. A sua equipa parecia quase sempre perdida em campo, sem grande ideia de como progredir. Também não conseguiu melhorar a sua equipa com as substituições, e enfrenta agora um cenário quase impossível de apuramento para a próxima fase da Liga dos Campeões.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto, surpreendentemente, apesar de jogar só com Marega como avançado puro, alinhou num 4-4-2, com Luís Diaz a posicionar-se perto do maliano. A fechar a esquerda alinhou Otávio. Claramente uma estratégia de apostar nos contra-ataques rápidos, enquanto que defendia com um bloco médio muito coeso. Sem nunca dar espaço entrelinhas para os médios do OM, o FC Porto manteve-se sempre muito seguro de um ponto de vista defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Marchesin (6)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (6)

Malang Sarr (6)

Zaidu Sanusi (7)

Sérgio Oliveira (7)

Uribe (7)

Otávio (6)

Jesús Corona (9)

Luís Diaz (7)

Marega (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Shoya Nakajima (6)

Fábio Vieira (6)

Mehdi Taremi (-)

Marko Grujic (-)

Romário Baró (-)

ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIQUE MARSEILLE

 O Olympique Marseille alinhou num 4-4-2 losango, com Payet a jogar a “10” e Thauvin como segundo avançado. Ainda assim, desdobrava-se por vezes num 4-3-3 quando Payet descaía naturalmente para a esquerda e Thauvin para a direita.

Apesar de querer ter muita gente no espaço médio, com quatro jogadores, o OM nunca conseguiu dominar essa zona do campo. Nem os centrais nem o trinco, Kamara, conseguiam fazer o passe que entrasse no bloco do FC Porto. Também não conseguiu atrair os jogadores portistas para o meio e explorar os flancos com os seus laterais. Amavi ainda foi capaz de dar alguma profundidade, mas Sakai nunca o fez.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Steve Mandanda (5)

Hiroki Sakai (5)

Álvaro González (4)

Duje Caleta-Car (4)

Jordan Amavi (5)

Boubacar Kamara (4)

Morgan Sanson (5)

Valentin Rongier (5)

Florian Thauvin (5)

Dimitri Payet (5)

Dario Benedetto (3)

SUPLENTES UTILIZADOS

Michael Cuisance (5)

Luís Henrique (4)

Valère Germain (5)

Marley Ake (-)

Kevin Strootman (-)

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