Na Luz o jogo havia sido adiado, e por isso o FC Porto entrava em campo sem saber que dividendos vai tirar do dérbi lisboeta. Com (mais um) 11 inédito esta temporada, a equipa portista subiu ao relvado do Dragão com Abdoulaye a estrear-se como titular pelos azuis e brancos, substituindo o habitual titular Maicon. Fernando, que renovou contrato até 2017 esta semana, depois de ter estado duas partidas sem jogar, regressou ao 11, contando na linha média com a companhia de Herrera e Josué, para colmatar a ausência por lesão de Carlos Eduardo.

Contudo, e como em tantas outras ocasiões esta temporada, o FC Porto foi demasiado lento na primeira parte, e só algumas arrancadas de Ricardo Quaresma e Varela foram disfarçando a pálida exibição portista. O Paços de Ferreira, a atuar com Minhoca como falso ponta de lança, foi juntando bem as linhas, partindo para o contra ataque por uma dupla que foi colocando em sentido a defesa portista: Bebé e Del Valle.

O 0x0 ia permanecendo no marcador sem surpresas, perante tamanha falta de qualidade no jogo. Contudo, aos 41 minutos, Seri colocou a mão na bola na sequência de um pontapé de canto e Cosme Machado não teve dúvidas, e assinalou grande penalidade. Quaresma, na cobrança, não desperdiçou a oportunidade de colocar os portistas a ganharem por 1-0, bem perto do intervalo.

Quaresma marcou o primeiro golo Fonte: ZeroZero
Quaresma marcou o primeiro golo do encontro
Fonte: ZeroZero

Podia-se achar que o golo conseguido no final da primeira parte iria tranquilizar o FC Porto e catapultar a equipa de Paulo Fonseca para uma segunda parte mais bem conseguida. Foi pura ilusão de ótica. Os portistas baixaram muito a intensidade, e só a espaços iam conseguindo perigar a baliza de Matias Degra. O Paços de Ferreira ia subindo as linhas, mas sem grandes resultados práticos, e só algumas arrancadas de Bebé iam dando preocupação à defesa portista.

Num jogo lento, sem intensidade, o FC Porto ia vencendo levando a cabo uma pálida exibição, que lhe valeu um coro de assobios durante largos minutos, no segundo tempo. No banco, Paulo Fonseca lançava Quintero, por troca com um apagado Josué. Depois foi a vez de Licá e Ricardo serem lançados, e com resultados muito positivos. Aos 88′, após passe do ex-Estoril, Jackson Martinez fez o 2×0 para os portistas. Três minutos mais tarde, já em período de compensação, foi a vez de Ricardo fazer o golo, após defesa incompleta de Degra a remate de Licá.

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O resultado foi gordo mas a exibição foi mais uma vez pálida. Sem ideias, criatividade e imaginação, o FC Porto conseguiu três pontos que o colocam provisoriamente no segundo lugar da tabela, a um ponto do Benfica. Resta-lhe agora esperar pelo dérbi.

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