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Correu tudo bem a Sérgio Conceição e ao FC Porto. O técnico portista decidiu manter o onze de Tondela, à exceção do guarda redes, e a equipa respondeu de forma sublime. Com os pesos pesados no banco de suplentes para suprir qualquer contrariedade, a equipa portista deu um passo de gigante para estar no Jamor, em maio.

O SC Braga, esforçado, não teve como não sucumbir a um FC Porto compacto, organizado, solidário e eficaz. Alex Telles abriu o programa das festas, de penálti, Soares entrou ao intervalo para dar maior tranquilidade com o segundo golo e Brahimi fechou a noite com uma obra prima. Tudo com o patrocínio do pequeno grande génio, de seu nome Óliver Torres.

Uma passagem rápida pelo banco do FC Porto antes do jogo poderia dar a ideia de que os azuis e brancos não estavam a apostar tudo nesta meia final. Assim de repente, não é muito usual ver, ao mesmo tempo, jogadores como Casillas, Militão, Brahimi, Danilo, Marega e Soares sentados ao lado de Sérgio Conceição. A verdade é que o técnico portista decidiu premiar o bom jogo de Adrián López em Tondela e optou por mantê-lo no onze, juntamente com Fernando, Otávio e Óliver. Militão continua a cumprir ‘castigo’ e, nesse sentido, Pepe voltou a figurar ao lado de Felipe. Casillas, esse, deu lugar ao homem da Taça, Fabiano.

Do outro lado, Abel, privado de Goiano, foi a jogo com Esgaio do lado direito da defesa, ao passo que Palhinha assumiu o meio campo, juntamente com Claudemir, funcionando Fransérgio como segundo avançado.

O sistema em que as duas equipas jogam habitualmente acabou por ser transportado para a cimeira do Dragão e, assim, não admirou que os alinhamentos em 4x4x2 se encaixassem. Sem espaços, ficou difícil dar conta de aproximações às duas balizas. Wilson Eduardo, o mais solicitado no momento atacante do lado arsenalista, testou a defensiva portista, ao rematar cruzado, para desvio de Telles que quase traía Fabiano.

Sem capacidade de penetrar nas muito juntas e compactas linhas do SC Braga, os homens de Conceição tiveram de se socorrer daquilo a que se pode chamar um plano B: as bolas paradas. Aí, Telles é irrepreensível e, dum canto, serviu Pepe para o cabeceamento que Marafona, atento, afastou.

O desbloqueio aconteceu quando Marafona, algo displicente, socou a cabeça de Herrera dentro da área. Dado histórico recente dos portistas da marca dos onze metros isso até poderia não ser uma grande notícia, mas Telles, com frieza, abriu a contagem.

Brasileiro abriu o marcador, na conversão de uma grande penalidade
Fonte: Bola na Rede

Para o segundo tempo, Conceição deixou Fernando no balneário (muito sacrificado com entradas duras) para lançar no jogo Tiquinho Soares que, enfim, poderia dar uma resposta mais efetiva aos inúmeros cruzamentos que Alex, de um lado, e Manafá e Corona do outro, iam tirando.

Se nos primeiros 45 minutos as amarras prevaleceram, a etapa complementar teve bem mais animação, diga-se. Começou logo com um slalom de Adrián que tentou atiram em jeito, mas rasteiro, para as mãos de Marafona. Os homens de Abel logo ripostaram, com o inevitável Wilson a servir Dyego Sousa, na pequena área. O avançado brasileiro tinha tudo, mesmo tudo para empatar, mas Fabiano fez uma mancha incrível e salvou a vantagem.

Era a parada e a resposta de que tanto beneficia o espetáculo. Logo a seguir, Corona deu um nó daqueles a Sequeira, antes de se enquadrar com a baliza de Marafona, mas o internacional português não quis ficar atrás do homólogo portista e, também ele, assinou uma bela defesa. Era apenas o prenúncio para o elevar da contagem azul e branca, depois de um cruzamento milimétrico a que Soares, a beneficiar de um desvio incompleto de Raúl Silva, deu o melhor seguimento.

Fora um golpe duro para os guerreiros, mas a eliminatória não se decidia no Dragão e, por isso, Abel lançou no imediato Ryller, Murillo e mais tarde Paulinho na tentativa de minimizar os estragos e chegar ao golo que deixasse tudo mais facilitado.

Para os dragões, à medida que o jogo se ia encaminhando para o final, uma outra preocupação saltou à vista de todos: o clássico com o SL Benfica. Se para Marega o regresso à competição ficou adiado, Danilo e Brahimi já foram aquecendo os motores. O argelino, de resto, ainda foi a tempo de levantar o estádio, com um golo de enorme classe, depois de um trabalho formidável de Óliver, que cruzou ao segundo poste onde Brahimi, depois de ajeitar a bola, a colocou em jeito ao poste mais distante de Marafona. Fim de festa!

Onze inicial e substituições

FC Porto: Fabiano, Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Corona, Óliver, Herrera, Otávio (Danilo, 79′), Adrián (Brahimi, 82′) e Fernando Andrade (Soares, 45′)

SC Braga: Marafona, Sequeira, Raul Silva, Bruno Viana, Esgaio, Ricardo Horta (Ryller, 68′), Claudemir, Palhinha (Murilo, 68′), Wilson Eduardo, Fransérgio e Dyego Sousa (Paulinho, 74′)

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