Pronúncia do Norte

O FC Porto obteve, esta noite, uma vitória confortável frente ao Vitória de Setúbal. Com apenas duas alterações em relação ao onze do último jogo do campeonato – Maicon e Quaresma nos lugares de Otamendi e Licá -, os azuis e brancos chegaram à vantagem logo aos 11 minutos, por intermédio de Jackson Martínez. Varela assinou o seu nome na lista dos marcadores ainda na primeira parte e Carlos Eduardo, já ao cair do pano, finalizou a contagem: 3-0 para os dragões.

O Vitória de Setúbal nunca foi capaz de ameaçar a baliza de Helton. O remate de Tiba, por volta da meia hora de jogo, foi a única oportunidade para os sadinos ao longo dos 90 minutos. Já o FC Porto, sempre a um ritmo baixo, foi tranquilamente gerindo a vantagem que alcançou numa fase prematura do jogo, assegurando a posse de bola e procurando pacientemente os caminhos do golo, tendo rematado várias vezes com perigo.

As fragilidades patenteadas pela turma de José Couceiro permitiram à maior parte dos jogadores do FC Porto subir de rendimento: os laterais Danilo e Alex Sandro puderam subir mais do que na maior parte dos jogos (embora o lateral direito tenha tido alguns passes incompreensivelmente pouco acertados); Lucho, no dia em que comemorava o seu 33º aniversário, teve tempo e espaço para criar mais do que no passado mais recente e regressou às boas exibições; Carlos Eduardo, extremamente bem vigiado nos últimos clássicos – frente a Sporting para a Taça da Liga e Benfica para o campeonato -, pôde voltar a pegar no jogo e a mostrar toda a sua classe; e Varela também se apresentou ao seu melhor nível, marcando pelo segundo jogo consecutivo.

De resto, Maicon, responsável pela única desatenção defensiva da equipa (“obrigou” Helton a ver um cartão amarelo para corrigir a sua falha), com demasiados passes longos mal medidos, foi o único a estar uns furos abaixo do que tem sido habitual. Mangala, Fernando e Jackson, dos mais regulares, cumpriram novamente o seu papel – os dois primeiros estiveram imperiais nas missões defensivas e o colombiano, trabalhando muito em prol do colectivo, viu a sua exibição recompensada com mais um tento, que o distancia da concorrência na lista dos goleadores do campeonato. Terminando a análise dos titulares, destaque para Ricardo Quaresma, que jogou 66 minutos e voltou a ser igual a si próprio: irreverente, sem medo de arriscar e de se lançar no um para um, negligente em alguns lances mas muito trabalhador ao longo de todo o tempo em campo.

Kelvin e Josué voltaram a ter alguns minutos de jogo e mexeram com o jogo, dando indicações positivas. Quintero, que entrou já à entrada para os descontos, voltou à competição depois de várias semanas afastado da equipa. Veremos que oportunidades voltará a ter o número 10 do FC Porto nos próximos compromissos.

Enfim, foi um jogo sem grande história, com clara supremacia dos dragões, que, em casa, voltaram a não dar hipóteses ao seu adversário e garantiram a manutenção da distância pontual em relação aos seus rivais na luta pelo título. Em suma, foi uma vitória fácil frente a um Vitória fácil demais. Os dois próximos desafios, diante do Marítimo – primeiro em casa, para a Taça da Liga; depois nos Barreiros, para o campeonato – serão fundamentais para manter a confiança da equipa em alta.

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