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Esta noite, o FC Porto derrotou a Académica por 3-1 no Estádio do Dragão, na 26ª jornada, mantendo assim a vantagem de 6 pontos para o Estoril Praia e a desvantagem de 8 pontos para o Sporting. A primeira nota de destaque aconteceu no início da partida, quando foi conhecido o onze que iria entrar em campo na equipa de Luís Castro. Tendo já no pensamento a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa, a disputar-se na próxima quinta-feira à noite em Sevilha, o técnico portista deixou no banco de suplentes Danilo, Carlos Eduardo e Ricardo Quaresma, sendo que as ausências de Mangala e Defour já eram conhecidas. Para os seus lugares entraram Ricardo Pereira, Abdoulaye, Herrera, Quintero e Ghilas. Do lado dos estudantes, Sérgio Conceição compensou a ausência do lateral esquerdo Djavan com Paulo Grilo, que foi a grande novidade no onze da Briosa.

Os portistas não podiam ter entrado melhor na partida e, numa jogada pelo lado direito do ataque portista, Ghilas foi à linha cruzar a bola para Jackson Martinez, que aos 4′ desviou de forma certeira para a baliza de Ricardo. A equipa azul e branca entrou forte e, mas nem por isso a Académica se atemorizou. A reação dos estudantes veio logo de seguida, com Salvador Agra a aparecer bem no segundo poste e a ver Fabiano a desviar a bola com a luva para a trave da baliza portista. Pouco depois, o insólito aconteceu no relvado do Dragão, com Manuel Mota a chocar com Fernando Alexandre, num lance que acabou por lesionar o árbitro da AF Braga, que viria a ser substituido ao intervalo pelo 4.º árbitro.

Ghilas, com um golo e uma assistência, aqueceu os motores para Sevilha  Fonte: Zero Zero
Ghilas, com um golo e uma assistência, aqueceu os motores para Sevilha
Fonte: Zero Zero

Depois da paragem, novo calafrio no Dragão, com Ivanildo a cabecear uma bola para uma enorme intervenção de Fabiano, que voltou a defender para o ferro da baliza do FC Porto. Invertendo a tendência portista dos últimos jogos, onde tem revelado uma fraca eficácia nas balizas contrárias, o FC Porto acabou por chegar ao 2-0 aos 24′, numa bela jogada individual de Ghilas, que ganhou o lance a Grilo e picou a bola sobre Ricardo. Antes do intervalo, e sem que nada o justificasse, o FC Porto acabou mesmo por chegar ao terceiro golo, após uma grande penalidade clara de Makelele sobre Quintero, que proporcionou a Jackson Martinez a possibilidade de bisar na partida.

No segundo tempo, a equipa portista baixou muito de intensidade, numa clara gestão tendo em vista o jogo de Sevilha. Também por isso, e depois das duas claras oportunidades que a Académica tinha criado no primeiro tempo, não foi de estranhar o tento de honra dos estudantes, num bom remate de Marcos Paulo à entrada da área portista. Até ao final da partida, oportunidades de Reyes, Danilo e Rafael Lopes podiam ter dado um outro colorido ao placard do Dragão, que acabou ainda assim por se manter no 3-1. Para Luís Castro, este foi um jogo que deu para controlar, gerir e ganhar sem desviar o olhar do jogo da próxima quinta-feira. Para Sérgio Conceição, fica uma boa exibição de uma Académica, que não se atemorizou com a entrada forte do FC Porto e que podia mesmo ter marcado mais um golo no Dragão.

Figura: Jackson Martinez
Foi uma das melhores exibições que se viu do colombiano nos últimos tempos. Dois golos, uma assistência e uma exibição que faz prometer um final de época de qualidade.

Fora-de-jogo: Abdoulaye
Mais um jogo e mais uma oportunidade desperdiçada para o senegalês se mostrar. Muito inseguro e por vezes desconcentrado, parece cada vez mais um erro de casting no plantel portista.

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