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Num Domingo atípico em que os três grandes disputaram as suas partidas referentes à 14ª jornada da Liga Nos, apenas o Sporting escorregou. A equipa de Jorge Jesus defrontou na Choupana o União da Madeira e saiu derrotada por 1-0, deixando a liderança à disposição do FC Porto, que se preparava para receber a Académica.

Esta derrota leonina foi festejada em pleno Dragão como se um golo da equipa da casa se tratasse, por tudo aquilo que significava. Ora por deixar os azuis e brancos à porta do topo da classificação, ora por permitir aos comandados de Lopetegui sonharem com uma possível deslocação a Alvalade no primeiro lugar, aquando do reatamento do campeonato.

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Bastava ao FC porto cumprir a sua parte e quebrar mais um enguiço da temporada passada, em que todas as oportunidades de assalto à liderança após deslizes do rival Benfica foram totalmente desaproveitadas. Desta vez, a história foi diferente.

Com um onze praticamente novo em comparação ao jogo anterior frente ao Feirense para a Taça de Portugal, justificado com o regresso de muitos habituais titulares, a equipa de Lopetegui entrou determinada em resolver cedo o jogo. Os primeiros minutos foram de total sufoco à área da Briosa e o 1-0 podia ter chegado pelos pés de Brahimi ou de Maxi, mas a bola encontrava sempre obstáculos no caminho para a baliza.

Mas como água mole em pedra dura tanto dá até que fura, não tardou até que a formação comandado por Filipe Gouveia cedesse ao assalto portista. Danilo Pereira soltou-se no centro da área dos estudantes e correspondeu da melhor maneira a um canto batido por Layun. Pedro Trigueira ainda tentou impedir o tento inaugural, mas o cabeceamento do médio português levava selo de golo.

Depois da vantagem, o FC Porto não baixou os braços nem tão pouco a intensidade de jogo. A pressão alta manteve-se e a Académica não conseguia aproximar-se do meio campo adversário. A equipa de Lopetegui estava confortável no jogo e aproveitava o recuo excessivo da formação da Briosa para ir somando lances de perigo. À passagem do minuto 20, Danilo podia até ter bisado, não fosse o remate sair ligeiramente ao lado da baliza de Trigueira.

Só aos 25 minutos a Académica conseguiu soltar-se das amarras adversárias e conquistar o seu primeiro canto, que se viria a revelar inconsequente. A formação visitante, de resto, apenas conseguiu importunar a equipa da casa no final da primeira parte, com algumas jogadas de relativo perigo saídas dos pés de Ivanildo.

Na segunda parte, apenas mudaram os lados do campo, uma vez que toada se manteve igual: domínio do FC Porto com a Académica a ver jogar. E logo aos 54 minutos chegou o golo da tranquilidade. Nova assistência de Layun, desta feita de livre direto, e Aboubakar a surgir em antecipação à defensiva forasteira para cabecear para o fundo das rendes. Foi o sétimo passe para golo do lateral mexicano no campeonato e o sexto tento certeiro de Aboubakar na mesma prova.

Lopetegui continua na mira dos adeptos Fonte: Facebook oficial de Lopetegui
Lopetegui continua na mira dos adeptos
Fonte: Facebook oficial de Lopetegui

Mas o melhor estava ainda por chegar. O duo mariachi Herrera e Corona tinham reservado um momento especial para a plateia que mais parecia saído de um jogo de consola. O extremo Jesús Corona sentou Ofori e cruzou para um incrível golo de calcanhar de Hector Herrera, à passagem do minuto 73. Daí até final, a Académica ainda conseguiu reduzir por Rui Pedro, mas o jogo já se encontrava resolvido e a liderança azul e branca assegurada.

Desta feita, Lopetegui não falhou no assalto ao topo da classificação e chegará a Alvalade com uma vantagem de um ponto. Para que tudo corra bem é preciso seguir o exemplo da partida da Académica e não inventar. Esta equipa tem argumentos, mas o clássico poderá ser um verdadeiro teste de fogo para o técnico espanhol, que continua na mira dos adeptos.

Em caso de vitória, os dragões conseguirão uma preciosa vantagem de quatro pontos. Para já, a liderança ninguém rouba e o Natal será passado no topo da classificação. Que bela prenda!!

A Figura:

Hector Herrera – Depois de um início de época atribulado, em que tudo apontava para que o mexicano não fosse opção para Lopetegui, eis que o médio surge reintegrado e reanimado nos planos do técnico. E que bela forma de o fazer. Quem viu este FC Porto com Imbula e quem o vê com Herrera. Na partida frente à Académica, o médio foi um dos grandes desiquilibradores e fez praticamente tudo bem, acabando por coroar a melhor exibição da temporada com um incrível golo de calcanhar.

O Fora de jogo:

Brahimi – Não se pode dizer que o argelino tenha jogado propriamente mal, porque no contexto da boa exibição do coletivo, torna-se complicado apontar um elemento individual como elo mais fraco. Mas de todos foi sem dúvida o mais desligado. Procurou em demasia os lances individuais quando muitas das vezes lhe era pedido que desse continuidade ao processo de construção e pareceu sem o fulgor de outras partidas.