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fc porto cabeçalho

Nos homens do FCP destaque para presença de Adrián Lopez no lugar de Depoitre no onze inicial. A equipa manteve o 4-4-2 mas dessa vez com André André na faixa direita e Adrián ao lado de André Silva. Os homens do boliviano Erwin Sanchez organizados em 4-2-3-1, com Digas como falso nove na frente de ataque. O Boavista entrou com ganas de olhar na cara ao Porto e em pressão alta. Aos 4 minutos de jogo e após um livre batido em forma de cruzamento, Henrique cabeceou para o fundo das redes de Casillas. Um inicio negro dos dragões. O Porto não reagiu mal ao golo, subindo linhas, pressionando alto o adversário e causando algum perigo através dos movimentos de rotura dos seus avançados e de Otávio.  No entanto, e apesar da variação para 4-4-2 losango a espaços ou num 4-1-3-2, o FCP apresenta dificuldades em explorar o espaço entre linhas nas zonas interiores e em termos de jogada coletiva a equipa fica muito refém da procura de largura e profundidade pela incrementação dos laterais.

Apesar da previsibilidade dos dragões na iniciativa o porto podia ter chegado ao golo numa jogada de envolvimento aos 15 minutos e num cabeceamento ao poste após canto aos 16 minutos. Aos 18 minutos os dragões chegariam mesmo ao golo através de um remate de André Silva após cruzamento primoroso de Otávio. O brasileiro é a faísca de imprevisibilidade que permite ao Porto escapar da repetição incessante de procura de largura e profundidade pelos laterais. Os homens de Nuno apresentaram também mais garra e intensidade após o golo, recuperando muitas bolas fruto disso. Aos 22 minutos André André podia ter feito o 2-1 num remate de meia distância. Com o desenrolar da primeira parte foi também possível observar Adrián a procurar mais o espaço entre linhas da zona central, deixando a grande área e a largura para André Silva. Começa a tornar-se claro o plano de Nuno para esta parceria de ataque e para o jogo ofensivo da equipa, faltando, no entanto, muito trabalho e rotinas.

O Boavista encurtou linhas e abandonou a pressão alta após o golo do FCP, deixando espaço para Óliver orquestrar a construção do Porto livremente. Os homens de Nuno aproveitavam bem a ausência de apoio de Iuri ao lateral e forçavam a largura pelo flanco esquerdo, com Adrian, Otávio e Telles em bom plano nas combinações. Um excelente corte de Henrique aos 38 minutos impediu Adrián de finalizar um bom cruzamento de André Silva da direita.  Aos 39 minutos Otávio fez de novo das suas e num espaço reduzido puxou da finta em espaço curto e cavou o penalti a Henrique. André Silva foi o escolhido para marcar a penalidade, não vacilou e estava feita a reviravolta dos Dragões. Otávio foi claramente o obreiro da mesma. Pagaram caro os homens de Sanchez o recuo na zona de pressão. O Porto foi crescendo após o golo do Boavista e conseguiu a reviravolta.

Foi uma primeira parte onde se destacou a fragilidade aérea em lances de bola parada do Porto, o regresso aos golos de André Silva, o excelente momento de Otávio e a excelente reação do Porto ao golo e à perda de bola.

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No regresso após o intervalo, os axadrezados regressaram à pressão alta e o FCP acusou o condicionamento da sua posse, apostando mais na transição rápida e no passe longo. Melhor o Boavista neste início de segunda parte, com os homens de NES a causarem algum perigo na exploração dos espaços, com destaque para uma excelente jogada de Adrián e Otávio aos 56 minutos em que houve fora-de-jogo mal assinalado. Aos 62 minutos, saída de Iuri Medeiros para a entrada de Schembri (Ponta de Lança), fazendo Digas descair para uma faixa. Nos primeiros 20 minutos da segunda parte o FCP baixou a intensidade e a concentração e o Boavista cresceu com isto. Aos 68 minutos, sai Adrián Lopez para entrar Diogo Jota. O espanhol fez um excelente jogo, aparecendo com muito critério e inteligência e saiu debaixo de uma chuva de aplausos. Correu 8 km e o Dragão apreciou a sua redenção. Aos 73 minutos, saída de André André para entrada de Herrera. Arrisca Nuno ao mexer em 2 pedras em tão pouco tempo numa equipa que após o intervalo ainda se tentava reencontrar. Mais ainda foi forçado a arriscar após problemas físicos de Otávio, substituindo o mesmo por Brahimi aos 80 minutos.

Pior o Porto nesta 2ª parte, altamente dependente de iniciativas individuais e da exploração do contra-ataque para causar perigo. Aos 82 minutos arriscou Sanchez e troca Idris por Erivelto (Ponta de Lança). Aos 85 minutos, Telles estreia-se a marcar num cruzamento que virou golo com muitas culpas do guarda-redes dos axadrezados. O FCP vê assim um lance fortuito dar-lhe a tranquilidade que desesperadamente precisava fruto do crescer das ameaças dos homens do Bessa. Aos 91 minutos redimiu-se o guarda redes do Boavista ao fazer uma monumental defesa a um remate venenoso de Alex Telles.

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