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Destaque inicial para a importância que o encontro assumia para os homens de NES, após os empates dos rivais, num jogo de elevada dificuldade. Digo elevada porque o Moreirense já provou ser capaz de se bater muito bem com o FCP: está recheado de bons valores como Rebocho, Podence, Geraldes e ainda Makaridze, e possui um técnico principal de qualidade, Augusto Inácio, que é um treinador experiente e bom conhecedor do FCP. Também o MFC procurava fugir aos rivais na luta pela manutenção, nomeadamente ao Nacional. Destaque ainda para a ausência de Fernando Alexandre no MFC e para a presença de Kelvin nos convocados, que é algo que todos os portistas olham com felicidade, por se tratar de uma boa alternativa, especialmente tendo em conta a má fase de Diogo Jota.

O FCP começou com intensidade e podia ter feito o golo nos primeiros 2 minutos de jogo, através de um cabeceamento de Corona que, apesar de se encontrar numa boa posição, saiu ao lado. O MFC não se fez tímido e aos 3 minutos, na sequência de uma grande arrancada de Podence, Geraldes obrigou Casillas a uma boa defesa. Nos primeiros 15 minutos, o FCP foi-se mostrando superior e causando algum perigo, mas um MFC compacto, no momento defensivo, e perigoso, no contra-ataque, alertava para a dificuldade do encontro. Aos 30 minutos, e na sequência de vários lances ofensivos, o FCP chega ao golo. Marcano faz um bom trabalho e, feito extremo, encontra Óliver que remata junto ao poste direito.

Após o golo, os homens de NES subiram linhas e foram recuperando a bola, cada vez mais rápido, impedindo o MFC de contra-atacar, e perpetuando o estado de alerta defensivo dos homens de Inácio. Fez bem o golo ao FCP: excetuando dois lances de bola parada por volta dos 40, o MFC falhou mesmo em ameaçar a baliza do adversário. Na sequência destes lances, aos 42, o FCP viria a aumentar a vantagem por André Silva. O 9 portista, de cabeça, e na recarga, colocou a bola no fundo das redes após boa arrancada de Jota. Aos 44 minutos, Geraldes trava Danilo, em arrancada, cometendo uma falta, que lhe valeu o segundo amarelo, e uma ordem de expulsão. Findos os primeiros 45 minutos, a merecida vantagem para os dragões era grande.

No início da segunda parte, Felipe poderia ter reposto a igualdade numérica, num lance em que empurra Dramé, e poderia, também, ter recebido o segundo amarelo, mas o árbitro nada assinalou. Os dragões entraram em ritmo mais baixo e, por isso, até aos 54 não houve grandes ocasiões, no entanto, nesse mesmo minuto, Corona tira um grande cruzamento e, não fosse Sagna a travar o remate de Jota, teria havido novo golo. Assim, sentiam os homens de Inácio a inferioridade numérica e a falta do maestro Geraldes. Já aos 61 minutos, e na sequência de um canto batido por Herrera – muito afinado na marcação destes –, Marcano cabeceia para golo: um golo e uma assistência para o espanhol.

Aos 63 minutos, o MFC já não rematava à baliza há 60 minutos.

Mais tarde, aos 67 minutos, deram-se 3 substituições no jogo: NES fazia entrar o aguardado Kelvin, assim como André André e, por seu lado, Inácio colocava Jander no local de Dramé. Kelvin veio substituir Corona, que se lesionou no joelho, e recebeu a ovação da noite. Entraram bem André e Kelvin, agitando o jogo ofensivo do FCP. Aos 75 minutos, e na sequência de uma boa jogada colectiva, André poderia ter feito o golo, mas o remate foi por cima.  Aos 77 minutos, entrou Rui Pedro para o lugar de Jota, e Ramírez para o lugar de Podence. Víamos um MFC mais subido por esses tempos e, por sua vez, o FCP foi repousando no resultado, pelo que o jogo acabou em ritmo morno.

Portanto, deu-se uma vitória justíssima do FCP, num jogo em que o Moreirense falhou em combinar o seu bloco baixo com um tridente da frente, que pode ser rápido e perigoso, falha essa que se agravou com a expulsão de Francisco Geraldes.

 

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