A CRÓNICA: DÉRBI GANHO AO INTERVALO

Dérbi da Invicta na noite mais especial do ano na cidade do Porto. Um São João diferente vivido no Estádio do Dragão com três equipas da cidade – a do FC Porto, a do Boavista FC e a de arbitragem, liderada por Artur Soares Dias. Mais especial se tornou ainda antes do apito inicial, dado o eco que chegou do Estádio da Luz, onde o SL Benfica havia acabado de sair derrotado frente ao CD Santa Clara.

Os primeiros 45 minutos não contaram grande história. Apesar de balançado ofensivamente, o FC Porto não conseguiu intrometer-se na muralha axadrezada que, bem organizada e com linhas bem consistentes e articuladas, tirou a criatividade ao miolo azul e branco. Os dragões mostraram pouca intensidade na circulação de bola, o que permitiu ao conjunto forasteiro enquadrar-se mais facilmente no lado da bola, colocando sempre mais homens em redor do esférico.

Ao intervalo entrou Manafá, Uribe e um novo FC Porto. Maior dinamismo e mais objetividade trouxeram o primeiro golo do jogo, apontado por Marega aos 52 minutos. Uribe combinou com Corona que, entre linhas, assistiu Marega para o golo da vantagem portista.

Anúncio Publicitário

Sérgio Conceição mexeu com os peões azuis e brancos e bastou meia parte para fazer o checkmate. Marega ganhou duas grandes penalidades, que Alex Telles, aos 60′, e Sérgio Oliveira, aos 70′, converteram e deram a liderança isolada ao FC Porto.

Até ao final do encontro, houve oportunidade para dois jovens “Fábios” arrecadarem minutos no Dragão, Silva e Vieira, e este último assistir, de forma exímia, Marega para o quarto da noite.

O FC Porto isolou-se, desta forma, no topo da classificação e ganhou três pontos de vantagem sobre o SL Benfica.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Moussa Marega – O maliano entrou de rompante na segunda parte, mais no centro, junto a Soares, e teve um papel ativo nos quatro golos dos azuis e brancos. Depois de ter finalizado o primeiro golo, ganhou duas grandes penalidades que deram o segundo e terceiro golos, e ainda, muito bem assistido pelo jovem Fábio Vieira, colocou a bola no fundo das redes de Hélton Leite pela quarta vez.

O FORA DE JOGO

Fonte: Boavista FC

Gustavo Dulanto – O defesa do Boavista FC teve intervenção direta no resultado do dérbi da Invicta ao cometer duas grandes penalidades sobre Marega. Noite para esquecer do peruano que, no primeiro lance, entrou de carrinho sobre o maliano e, numa segunda vez, desviou a bola com a mão depois de um cruzamento de Marega.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Os axadrezados mostraram, desde o primeiro minuto, que a sua principal missão passava por se remeterem à defesa, ideia que cumpriram à risca nos primeiros 45 minutos de jogo. Organizado em 5-4-1, com Yusupha como homem isolado na frente, o Boavista FC apresentou uma defesa coesa, a procurar sair rápido, de forma a surpreender o conjunto da casa. Destaque para o avançado, já referido, que deu trabalho aos centrais azuis e brancos e criou mesmo relativo perigo junto à baliza de Marchesín.

Na segunda parte, o conjunto axadrezado sofreu com as modificações efetuadas por Sérgio Conceição e viu-se cedo em desvantagem, o que acabou por deitar por terra a sua organização defensiva. Com a equipa mais pressionada e com maior tendência para sair para o ataque, houve maior facilidade para o FC Porto entrar na muralha boavisteira.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hélton Leite (5)
Marlon (5)
Ricardo Costa (6)
Dulanto (4)
Fabiano (5)
Carraça (6)
Sauer (6)
Idris (5)
Paulinho (5)
Njie (6)
Bueno (5)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (5)
Fernando Cardozo (5)
Heriberto (5)
Ackah (-)
Mateus (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Sérgio Conceição voltou a mexer na tática da equipa em relação ao último encontro – recorde-se, um empate a zeros na Vila das Aves – e colocou Marega sobre a direita, com Corona mais livre sobre o meio. Os médios, Otávio e Sérgio Oliveira, alternaram na procura da bola entre os centrais, enquanto Tomás Esteves e Alex Telles abriram bem junto à linha lateral e subiram no terreno, declarando a sua intenção ofensiva. Destaque negativo para Luís Diaz, que esteve a leste do jogo na primeira parte e saiu mesmo ao intervalo, juntamente com Tomás Esteves.

A segunda parte trouxe a jogo Manafá, Uribe e uma nova dinâmica no ataque portista, que cedo resultou num golo. Com Marega mais no centro, junto a Soares, e Corona entre linhas atrás da dupla de ataque, com Otávio a descair para a direita e Uribe e Sérgio Oliveira a segurar o meio-campo, o FC Porto mostrou-se mais equilibrado e incisivo.

Sérgio Conceição ganhou mesmo o jogo ao intervalo, pois, com as alterações efetuadas no balneário, e o consequente golo marcado cedo no segundo tempo, pressionou o Boavista, que acabou por ter de se desequilibrar à procura de um golo e acabou por se tornar mais débil.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Tomás Esteves (6)

Pepe (6)

Mbemba (6)

Alex Telles (7)

Sérgio Oliveira (7)

Otávio (7)

Luís Diaz (4)

Corona (7)

Tiquinho Soares (6)

Marega (9)

SUBS UTILIZADOS

Manafá (7)
Uribe (7)
Fábio Silva (6)
Fábio Vieira (7)
Danilo Pereira (6)