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O FC Porto recebeu o CD Nacional com o objetivo de tentar pôr fim a uma série de resultados negativos. O campeonato já acabou para os azuis e brancos, mas a dignidade ainda tem de ser salva. Foi com o espírito de mostrar serviço para a próxima época que os Dragões entraram em campo. José Peseiro mostrou algumas surpresas no seu onze ao empurrar Danilo para o eixo central da defesa e ao apostar nos jovens Rúben Neves e André Silva. Destaque ainda para a inclusão de José Ángel em detrimento de Layún. Já Manuel Machado manteve a equipa inicial que na última jornada goleou o GD Estoril Praia.

Com as bancadas do Dragão mais compostas do que nas últimas jornadas, a equipa azul e branca precisou de apenas dez minutos para marcar dois golos. O FC Porto entrou muito forte no jogo ao promover triangulações e uma troca de bola rápida. Foi dos pés de Silvestre Varela que surgiu o primeiro golo da equipa da casa. Grande remate em arco de fora de área a inaugurar o marcador aos dois minutos de jogo. Os Dragões não tiraram o pé do acelerador e, depois de uma oportunidade falhada por André Silva, Herrera recebeu um cruzamento de Corona e finalizou da melhor forma. Jogada mexicana a criar o segundo golo dos Dragões aos 9′. O CD Nacional não conseguia construir jogo uma vez que a equipa liderada por José Peseiro fazia pressão alta no seu meio campo defensivo.

André Silva teve uma grande oportunidade aos vinte minutos para se estrear a marcar pela equipa principal ao responder com um cabeceamento forte a um bom cruzamento de José Ángel. Grande defesa de Rui Silva, que ainda negou, minutos depois, outro golo ao jovem português e dois remates de Corona. O FC Porto esteve por cima do jogo durante a primeira parte inteira e a prova disso é que o CD Nacional só conseguiu criar perigo com remates de longe. Num desses remates, Ali Ghazal testou a atenção de Casillas, permitindo que o guarda-redes da roja fizesse uma grande intervenção. Num dos únicos lances em que a equipa da madeira chegou à grande área dos Dragões, Tiquinho Soares quase marcava o primeiro golo da equipa, ao aparecer solto na grande área adversária e a cabecear para fora um cruzamento de Salvador Agra.

Silvestre Varela FC Porto
Silvestre Varela foi o jogador que inaugurou o marcador
Fonte: FC Porto

Manuel Machado, numa tentativa de mudar o jogo do CD Nacional, promoveu uma alteração ao intervalo, colocando Luís Aurélio no lugar de Ali Ghazal. Foi dos pés do recém-entrado que saiu o primeiro remate da segunda parte. Os primeiros dez minutos não causaram nenhum sobressalto a nenhuma das equipas, mas bastou o FC Porto imprimir um pouco de velocidade para criar uma grande oportunidade aos 55′. Outro bom cruzamento de José Angel deu oportunidade a uma grande combinação entre Corona e Herrera, com este último a rematar com força e a proporcionar outra grande intervenção de Rui Silva. André Silva, novamente muito esforçado, teve outra oportunidade para se estrear a marcar aos 66′, mas o guarda-redes da equipa da madeira ganhou outra vez o duelo contra o jovem português. Rui Silva foi evitando os remates do FC Porto, mas não conseguiu evitar o cabeceamento de Danilo Pereira. Foi de cabeça que o internacional português respondeu a um cruzamento de Corona e inaugurou o marcador na segunda parte.

O FC Porto conseguiu manter o perigo fora da sua baliza, e nos minutos finais deu oportunidade a Rui Silva de brilhar novamente, após duas oportunidades desperdiçadas por Herrera e Aboubakar. O camaronês, que entrara no lugar de André Silva, não desperdiçou a segunda oportunidade e fez um chapéu sobre Rui Silva, estabelecendo o resultado final.

Grande exibição de “pré-época” do FC Porto. José Peseiro conseguiu colocar a equipa a jogar à sua imagem e impôs a melhor vitória enquanto treinador dos Dragões para o campeonato. A equipa de arbitragem esteve bem no jogo menos ao validar o golo de Aboubakar, uma vez que o camaronês estava em posição irregular no momento do passe.

A Figura:

Hector Herrera – O mexicano foi dono e senhor do jogo. Conseguiu marcar um golo e criar sucessivas oportunidades para a equipa marcar. Honrou a braçadeira de capitão.

O Fora-de-Jogo:

Manuel Machado – O treinador da equipa da madeira não conseguiu aproveitar o momento frágil dos azuis e brancos.

Foto de Capa: FC Porto

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