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Sexta vitória seguida dos azuis e brancos no regresso a casa e segundo jogo consecutivo sem sofrer golos. Nuno Espírito Santo geriu a condição física de Danilo e Brahimi e a equipa começou por ressentir-se. Golo perto do intervalo e expulsão de Osório foram determinantes para a conquista dos três pontos. Rúben Neves levantou o estádio com um golão e Soares voltou a ser fixe…

Perante a necessidade imperiosa de conquistar três pontos e ascender, pelo menos temporariamente, ao topo da classificação, o FC Porto entrou em campo com o objetivo claro de marcar cedo e arrumar com a partida o mais rápido possível. Um excelente cabeceamento de Soares, logo aos 3 minutos, para uma não menos espetacular defesa de Cláudio Ramos, parecia indicar que a concretização destas previsões seriam apenas uma questão de minutos. Puro engano. Mas vamos ao princípio. Nuno não queria ninguém a pensar na Juventus sem que este desafio estivesse ultrapassado, mas ele próprio acabou por deixar Danilo e Brahimi no banco, fazendo regressar Otávio ao onze e permitindo que André André repetisse os 90 minutos. Alterações cirúrgicas que, no entanto, colocaram algumas dificuldades à equipa, que demorou algum tempo a encontrar-se.

Com isto, depois do tal cabeceamento de Soares, as oportunidades de golo para os dragões foram escassas e as saídas rápidas dos beirões para o ataque faziam os adeptos suspirar por Danilo. Sem o internacional português em campo os dragões sentiram dificuldades em matar, logo à raiz, os ataques dos visitantes sem que isso significasse, contudo, qualquer tipo de calafrio para a baliza de Casillas. Pepa cumpriu o que havia prometido na antevisão e montou o seu Tondela com base numa boa organização defensiva e um planeamento criterioso de ataques rápidos, bem secados pela dupla de centrais portista. Ainda assim, tanto Marcano como Felipe foram admoestados com a cartolina amarela e, no caso do brasileiro, isso significa uma ausência na visita da próxima jornada ao Estádio do Bessa. A falta de ritmo competitivo de Otávio e de Ruben Neves foram, também, fatores decisivos para a primeira parte menos conseguida dos azuis e brancos.

Mas já aos 42 minutos, Soares cava uma falta na grande área dos tondelenses, permitindo que André Silva saísse da seca de golos e evitando, assim, sobressaltos para a segunda parte. A expulsão de Osório, dois minutos depois, acentuou ainda mais o fosso entre as duas equipas e os portistas tinham, enfim, via aberta para confirmarem, na segunda parte, um triunfo fácil.

Nuno geriu a condição física de alguns jogadores Fonte: FC Porto
Nuno geriu a condição física de alguns jogadores
Fonte: FC Porto

Essa confirmação veio, pois, a “confirmar-se”. Não sem antes os dragões desperdiçarem, de forma quase escandalosa, três oportunidades claríssimas de golo. Primeiro Soares, depois André Silva e ainda Otávio, todos com a baliza escancarada, não conseguiram ampliar a vantagem. Teve, então, de ser Ruben Neves, no regresso à competição, a mostrar como se faz. O miúdo irritou-se com tamanho desperdício e encheu o pé direito para arrumar com as esperanças do Tondela. Um grande golo, do meio da rua, sem hipóteses para Claudio Ramos. A partir daqui, e já sem que os homens de Pepa esboçassem qualquer tipo de reação, Nuno aproveitou para continuar a sua gestão.

Tirou Soares, que um minuto antes havia reforçado o seu estatuto de reforço com mais um belo golo, o terceiro da partida e o seu quarto da conta pessoal desde que chegou ao Dragão, e colocou Jota, que haveria de fechar a contagem, no último minuto, com um golo bonito após boa combinação com Óliver (substituiu Otávio) e André Silva. Estava feito o resultado. Agora, resta aos dragões esperarem por aquilo que fará o Benfica, no domingo, em Braga.

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