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Início da nova época 2017/2018 para os dragões e canarinhos, com o FC Porto a arrancar melhor e a cilindrar completamente a equipa desinspirada do Estoril. Foi perante uma lotação esgotada no Dragão que os vários adeptos puderam assistir ao regresso de ambas as equipas à competição e no final o herói improvável do jogo viria a ser Marega.

Depois de uma pré-temporada de alto nível e com a pressão ao máximo, o novo FC Porto de Sérgio Conceição tinha como primeiro adversário da época, o Estoril de Pedro Emanuel. Duelo de ex-jogadores portistas, agora treinadores adversários, pelos primeiros três pontos da época.

Antes do início da partida, a dúvida sobre a titularidade de Soares pairava no ar. Contudo, Sérgio Conceição desfez todas as incertezas ao colocar o brasileiro de início, ele que viria a ser substituído ainda na primeira parte. Mas já lá vamos.

O jogo começou como previsto. FC Porto entra dominante e a controlar todos os momentos do jogo com vontade de mostrar aos seus adeptos a ambição na luta pelo título.

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Naturalmente, as oportunidades para os dragões surgem cedo e aos 3 minutos surge a primeira oportunidade, com Corona a cruzar bem para Aboubakar que não consegue finalizar de primeira, com a bola a sair sem perigo para a baliza de Moreira.

Aos 15 minutos as redes da baliza de Moreira viriam a balançar, jogada brilhante entre Brahimi, Ricardo e finalização de Aboubakar, contudo o lance é anulado por fora de jogo do camaronês. Danilo e Corona também veriam mais tarde os seus golos serem invalidados, o primeiro por falta e o segundo novamente por fora de jogo.

Os primeiros vinte e cinco minutos de jogo foram marcados pelo ínicio fulgurante dos dragões e com um Estoril bastante organizado que atacava com poucos jogadores e que recuava muito bem para defender.

Aboubakar estava numa noite desinspirada e via-se desde cedo que estava numa noite ‘não’ com muitas oportunidades desperdiçadas, duas delas no espaço de dois minutos ainda antes da meia hora de jogo.

Aos 30 minutos, um dos momentos mais marcantes do jogo. Soares, claramente condicionado pela sua mialgia, é obrigado a sair de cena e abandona o jogo em lágrimas. Para o seu lugar entra o maliano Marega na sua “estreia” no dragão e forma a dupla atacante improvável com Aboubakar. Foram precisos apenas 5 minutos em campo para Marega marcar golo e assumir o estatuto de suplente de luxo. Entrada de sonho do maliano que aproveita um desentendimento de Mano e Moreira e coloca a bola no fundo da baliza.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Até ao final do primeiro tempo, vimos um Estoril inofensivo e sem argumentos e Marega cada vez mais a crescer no jogo com vontade de silenciar os críticos.

No final do primeiro tempo, o placard assinalava a margem mínima para o FC Porto que não se justificava face ao claro domínio dos dragões.

Ambas as equipas não apresentaram alterações para o segundo tempo. O Estoril entrava nesta segunda parte com vontade de discutir o jogo e alcançar pelo menos o empate.

Contudo, as aspirações dos canarinhos caíram por terra com o golo de Brahimi aos 54 minutos. A exibição do argelino já pedia o golo e desde cedo era o jogador que mais desequilibrava na partida. O golo surge através de uma jogada individual e com ressaltos à mistura, o argelino fica na cara de Moreira e finaliza com frieza.

A dupla Aboubakar-Marega causava estragos. O camaronês também no segundo tempo a criar muitas oportunidades, mas a falhar muito, enquanto que o maliano transbordava confiança e isso era visível no seu jogo. A avalanche ofensiva dos dragões viria causar estragos na defesa do Estoril e pouco depois surge mesmo o terceiro golo do FC Porto. Aos 62 minutos, cruzamento teleguiado de Corona para Marega bisar de cabeça. Noite de sonho para o maliano.

O Estoril ia mexendo na equipa, mas o esforço era infrutífero com as suas oportunidades a saírem sempre longe da baliza.

Aos 70 minutos, o vídeo-árbitro entra em cena para evitar polémicas. Depois de um livre cobrado por Óliver, Marcano, de cabeça, encontra o fundo da baliza. O lance, primeiramente invalidado, viria a ser validado pelo árbitro Hugo Miguel com recurso ao vídeo-árbitro. Uma decisão de sucesso, com o vídeo-árbitro a desempenhar uma das suas principais funções: evitar polémicas. 4-0 para os dragões, um resultado que dificilmente se viria a inverter.

Em cima do minuto 80, o Estoril ainda ameaçou, primeiro com Lucas Evangelista e depois com Allano, mas Casillas a responder da melhor forma com duas excelentes intervenções.

Até ao final do jogo, registo para mais duas tentativas para Aboubakar que claramente não foi bafejado pela sorte nesta partida e ainda para uma oportunidade perigosa para Aguillar com uma bola a bater na trave de Casillas.

Vitória convincente dos dragões a iniciar da melhor forma o campeonato e a deixar os adeptos ansiosos para as partidas que se avizinham.

 

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O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do grande Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.                                                                                                                                                 O Nélson escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.