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FC Porto 5-0 Leicester CFC: Não há fome que não dê em fartura

Pedro Nuno Silva · 3 min

Foto: FC Porto

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fc porto cabeçalhoJogo decisivo esta noite no Dragão. O FC Porto decidiu o apuramento contra o Leicester, que já estava nos oitavos-de-final.

Os Dragões apresentaram uma alteração no onze inicial – Brahimi entrou para o lugar do lesionado Otávio. Já do lado do Leicester houve mais alterações, uma vez que este jogo não era decisivo para os campeões ingleses.

Nuno Espírito Santo apresentou o tradicional 4-4-2, com Danilo a médio defensivo, Oliver a fazer de pêndulo e Brahimi e Corona a darem largura ao ataque. A equipa portista teve sempre bastante profundidade no jogo, pois Brahimi é um ala, ao contrário de Otávio (ainda que com tendências para jogar pelo interior), e Corona está em grande forma, o que garante que o seu lado direito seja bastante procurado pelo ataque. O Leicester apresentou também 4-4-2 – sem o losango a que os portugueses habitualmente recorrem – com Drinkwater como patrão do meio-campo.

Os azuis e brancos começaram o jogo confiantes, com a bola a circular sem grande dificuldade de flanco para flanco, e aos seis minutos fizeram, no primeiro canto, o golo inaugural. Por vezes tão difícil,  por vezes tão fácil – assim é o futebol. Com a confiança mais reforçada o Porto continuou a carregar no frágil Leicester, e de pouco lhe valeu tentar subir as linhas, visto que a falta de rotina dos jogadores ingleses tornava o seu jogo sofrível. A pressão portista deu frutos mais uma vez com Corona a marcar um grande golo depois do cruzamente de Alex Telles. Na Bélgica o Copenhagen ganhava também por 2-0, o que concedeu a este segundo tento uma importância extra e um novo alívio nas bancadas. A certeza de que os oitavos-de-final não fugiam veio do calcanhar do argelino Brahimi (como não lembrar o grande calcanhar do argelino Madjer em Viena?), que também está em grande forma. Do Leicester só Schlupp tentou criar algum perigo; muito pouco do campeão inglês na primeira parte.

A coesão defensiva portista começa em André Silva e Jota, que garantem pressão logo à saída de bola do adversário, e a equipa coesa a defender torna-se uma equipa coesa a atacar, com o adversário a perseguir o carrossel portista que Oliver Danilo e Jota potenciam com qualidade de recepção e passe até surgir uma aberta na defesa adversária.

Uma exibição de alta qualidade frente ao campeão inglês Fonte: FC Porto
Uma exibição de alta qualidade frente ao campeão inglês
Fonte: FC Porto

A segunda parte começou com duas alterações do Leicester: Schlupp e Musa por Albrighton e Ulloa. De pouco valeram as alterações, já que o Porto continuou a passear o seu futebol com o equilibrio atacante a surgir de três peças fundamentais no jogo portista – Danilo, Oliver e Diogo Jota. Na defesa Marcano e Felipe estão imperiais e são ajudados por uma equipa que se tem apresentado coesa quando perde a bola.

Aos 64 minutos acontece o quarto tento portista, André Silva marca de grande penalidade (outra vez para o lado direito) e quebra a “malapata” do castigo máximo. Jota aos 77’ coloca o ponto final no marcador, num golo merecido pela qualidade que emprestou ao golo e ainda apontamento para a estreia de Rui Pedro na Liga dos Campeões. Da equipa de Ranieiri apenas um ou outro fogacho que Casillas ou o desacerto inglês resolveram.

Não há fome que não dê em fartura e hoje houve golos para todos os gostos. O Dragão precisava de uma noite assim. As notas finais ficam para a consistência defensiva que o Porto apresenta, que resulta em poucos golos sofridos e num ataque mais ou menos constante pautados por uma boa circulação de bola a nível do meio-campo. Esperemos que não volte a maldição da ineficácia e que o Porto se torne mais concretizador, tal como aconteceu neste jogo.

A FIGURA:

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Corona –  Jogou, fez jogar e marcou. Está numa grande forma física e mental, os dribles saem-lhe bem, os cruzamentos também e a profundidade eficaz que tem dado à equipa tem sido factor fundamental no jogo portista. Também tem combinado bem com Maxi Pereira e com o restante ataque portista. O golaço foi merecido e traz ainda mais confiança.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Facebook Oficial de Wes Morgan
Fonte: Facebook Oficial de Wes Morgan

Wes Morgan – É difícil salientar um só fora-de-jogo quando parece que o Leicester nem se apresentou em campo, mas o que é certo é que sofreram cinco golos, quatro deles pelo lado de Wes Morgan, que teve dificuldade em parar as “tabelinhas” que Jota, André Silva e Corona faziam pela sua zona de influência.

Foto de Capa: FC Porto

Pedro Nuno Silva

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