A CRÓNICA: A CEREJA NO TOPO DO BOLO

Era noite de consagração no Dragão. O convidado de honra? O Moreirense FC, emblema que, um pouco à imagem do FC Porto, pisava o tapete verde com a vida relativamente tranquila, assente sobre um honroso oitavo lugar.

E, se é comum dizer-se que quando uma equipa joga livre de preocupações maiores os golos costumam aparecer, que efeitos trarão ao jogo duas equipas “despreocupadas”? Isso mesmo, trarão golos.

Em primeiro lugar, ainda antes do cronómetro apontar para o quarto minuto de jogo, Luis Díaz, após cruzamento de Alex Telles, cabeceia livre de grandes constrangimentos e inaugura o marcador num despido Dragão.

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No entanto, aquilo que os azuis e brancos conseguem fazer, o Moreirense também é capaz. Prova disso foi a cabeçada do artilheiro Fábio Abreu, em resposta a um cruzamento de Abdu Conté. Tudo igual na Invicta.

Até ao descanso, o perigo teimou em rondar ambas as balizas, mas, ora por mérito dos guardiões, ora por demérito de quem ataca, o esférico teimava em não beijar uma vez mais as redes.

O regresso dos balneários não trouxe mexidas, todavia trouxe golos, bem mais do que aqueles ocorridos na primeira metade (desta vez, contudo, todos para o mesmo lado).

Logo aos cinquenta e um minutos, uma bola em profundidade colocada em Marega que permitiu ao maliano assistir Otávio para o segundo dos dragões.

O terceiro tento pouco tardou a chegar: Díaz, no frente a frente com Pasinato, dribla o guardião que o derruba. Castigo máximo assinalado e Alex Telles assumiu a responsabilidade, dilatando ainda mais a vantagem azul e branca.

Faltava, no entanto, mais um golo de bola parada. E que agradável surpresa! Livre direto cobrado de forma irrepreensível por Marega. 4-1.

Golos de cabeça, de livre, de penálti… Mas faltava algo. Faltava um hino ao futebol. Combinação entre Luis Díaz, Otávio e Soares; resultado final: quinto golo dos dragões.

Infelizmente para o Moreirense, o novo campeão nacional ainda não estava saciado: faltava ainda o sexto. O trio responsável pelo quinto esteve na autoria do sexto, sendo novamente Soares o responsável por introduzir o esférico no fundo da baliza visitante.

Ufa! Chegámos ao fim. Triunfo do FC Porto, uma goleada das antigas, a cereja no topo de um belo bolo.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Luis Díaz – É difícil fugir a um jogador que participa diretamente em cinco dos seis golos. Díaz marca um, participa nos últimos dois e sofre as faltas que originam os terceiro e quarto golos. Exibição incrível!

O FORA DE JOGO

Segunda parte do Moreirense FC – Quem viu a primeira metade da turma de Moreira de Cónegos dificilmente perspetivava o que decorreria na segunda. Uma equipa coesa defensivamente e venenosa em termos ofensivos, viu todas as suas esperanças irem por água abaixo devido à entrada fortíssima do FC Porto.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

No que toca às escolhas iniciais, Sérgio Conceição optou por rodar alguns elementos. Desde logo, na baliza, Diogo Costa assumiu a titularidade; no que a jogadores de campo diz respeito, Diogo Leite no lugar do castigado Pepe, enquanto que Corona regressava ao onze em detrimento de Loum.

Relativamente ao desenho tático, os dragões entraram em campo com um 4-2-3-1 em mente, com os três jogadores mais próximos de Marega, Díaz, Fábio Vieira e Corona, em constante alternância posicional.

Ainda antes do intervalo, a inclusão de Uribe permitiu libertar um pouco mais Otávio. Facto é que, coincidência ou não, o FC Porto consegue atropelar o Moreirense na segunda metade, com o brasileiro a participar diretamente em três golos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Manafá (6)

Mbemba (6)

Diogo Leite (5)

Alex Telles (7)

Danilo Pereira (6)

Otávio (8)

Fábio Vieira (4)

Corona (7)

Luis Díaz (9)

Marega (7)

SUBS UTILIZADOS

Uribe (6)

Soares (7)

Mbaye (5)

Loum (5)

Vitinha (5)

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

Assistiu-se a uma completa revolução nas escolhas iniciais de Ricardo Soares. Comparativamente ao onze do anterior confronto, os visitantes mantiveram apenas dois elementos: João Aurélio e Halliche.

Facto é que nesta visita ao terreno do novo campeão nacional, os homens de Moreira de Cónegos adotaram uma vez mais um 4-5-1, com Mané mais próximo do quarteto defensivo.

Uma das principais apostas do técnico visitante para este jogo passava muito pelas alas, onde os extremos tinham constantemente o apoio do respetivo lateral, sobretudo durante o decorrer da primeira parte.

Na segunda metade, a equipa claramente foi abaixo depois da entrada fortíssima do FC Porto.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pasinato (3)

João Aurélio (5)

Halliche (4)

Rosic (4)

Abdu Conté (5)

Sori Mané (5)

Filipe Soares (4)

Alex Soares (4)

Pedro Nuno (4)

Luther Singh (5)

Fábio Abreu (5)

SUBS UTILIZADOS

Gabrielzinho (4)

Nuno Santos (4)

Luís Machado (4)

Anthony d’Alberto (3)

Ibrahima Camará (3)

Artigo revisto por Joana Mendes